13 de agosto de 2013

Traído!

Pensei conhecer-te
Mas estava errado
E apenas descobri
Quando fui enganado.

Novamente traído
Sem nenhuma razão
Criando nova ferida
No meu coração.

Dei-te tudo de mim
Mais do que podia dar
Pois por ti, tudo
Apenas por te amar.

Como foi possível
Nunca ter percebido
Que apenas me utilizavas
Curtindo com o meu amigo.

Desaparece para sempre
E leva-o também
Algo assim não merecia
Nem desejo a ninguém.

Estão bem um para o outro
Escusam de semear mais dor
Espero que fiquem sempre juntos
Mas nunca com amor...

9 de agosto de 2013

Mulher solitária

Debaixo da tua beleza
Que faz-te estar rodeada
Por homens que só te querem ter
Sem te querer para nada...

Está uma mulher solitária
Independente
A precisar de atenção
De alguém que a oiça
Sem ser exigente
Sem uma segunda intenção.

Mas ninguém vê isso
Apenas um pedaço de carne
Que todos querem conquistar
Que todos querem provar
Sem se aperceber
Que essa maneira de te ver
Só te faz magoar.

Serei diferente
Verei mais à frente
Não o que mostras para o exterior
Mas o teu interior
Tantas vezes desfeito
Por teres sido usada
Mas sem nenhum defeito
Se fores bem tratada.

É isso que te prometo
Carinho e protecção
Amizade e compreensão
Sem pedir nada em troca
Sem esperar nenhum retorno
Apenas ver-te sorrir
E aos poucos recuperares.

8 de agosto de 2013

Transformas-me!

Fecho os olhos
E oiço...
A batida do teu coração
Onde encosto meu ouvido
Um doce som
Que merece ser ouvido.

Bate descompensado
A cada beijo que trocamos
Esperando os acontecimentos
Para expressar os sentimentos
Neles associados.

Encosto
Meu ouvido à tua boca
E de um forma louca
Dizes o que quero ouvir
E começo a sentir
O calor a aumentar...

Dentro de mim
Meu coração acelera
Até acompanhar o teu
Num bailado sem igual
Num desejo carnal
Como nunca antes aconteceu.

Desaparece este mundo
Para um apenas nosso
Onde nos podemos entregar
Sem nenhuma restrição
Até sermos apenas um coração
A bater em sintonia
A amar com toda a energia
Que temos para dispensar.

7 de agosto de 2013

Preso ao sofrimento

A noite chegou?
Deve ter chegado
Não que veja o céu
Aqui, onde estou amarrado.

Preso a correntes
Que me tentam prender
Correntes que não vejo
Mas que não deixam mexer.

Fechado numa cave
Numa casa que não conheço
Sem ter como me localizar
Uma indicação,
Algo conhecido,
Um endereço...

Longe oiço passos
Mas que não são para mim
Abandonado,
Fui esquecido aqui
E não consigo sair...

Tento me concentrar
Lembrar-me de algo
Que me possa ajudar.

E noto,
Ainda que ligeiramente
Que estou preso na minha mente.

Encontro-me no meu quarto
Na cama encolhido
Sem conseguir quebrar
Esta prisão doentia
Que com pura mestria
Me mantém sobe controlo.

Nem com todas as forças
Consigo escapar
E preso ao sofrimento
Que foi crescendo cá por dento
Parece que vou ficar.

6 de agosto de 2013

A dúvida persiste

Estou doente...
Não o quero admitir,
Mas estou a sentir
A ficar impotente!

Impotente para combater
Esta degradação
Que a cada dia que passa
Nota-se na minha expressão.

Já não como,
Já não durmo, 
Nem me dou com ninguém
Esperando sozinho
Que a noite venha
E me leve consigo.

Já não quero um ombro amigo
Quero é desaparecer.
Em palavras cruas,
Quero morrer!
E acabar com esta dor
Que transforma em rancor
Tudo o que cheguei a ser.

Sinto-me desesperado
A morte já devia ter chegado
Mas teima em adiar
Fazendo-me desesperar
E arranjar uma saída.

Tremo só de pensar
Mas no fundo, tem de ser
Será que vou saltar,
E se saltar, vou morrer?

Talvez comprimidos
Sejam a melhor solução
Ou cortar os pulsos
Até parar meu coração...

Não sei qual a opção
Que eu irei tomar
Apenas tenho a certeza
Amanha já não irei acordar.

5 de agosto de 2013

Entrego-me ao silêncio

Entrego-me ao silêncio,
Ao isolamento, à dor.
E deixo ser consumido
Pela tristeza que sinto
Até não sobrar nada...

Em cinzas
Fica meu coração
Após a desilusão
Que enfrentei.

No olhar
Um ódio crescente
Que me vai toldando a mente
Diz-me para avançar
Para aos poucos sacrificar
Tudo o que acreditava
Todos os que amava
Até a dor passar.

E sigo...

Vazio como nunca antes
Vou pela escuridão
Sem outro caminho
Ou opção
Até fazer desaparecer
Toda a réstia de bondade,
De alegria, de amizade
Que existem no meu ser.

E por fim,
Tomado pelo rancor
E o desejo de vingança
Sigo, sem esperança
Até acabar com este amor
Que no passado acabou comigo.

2 de agosto de 2013

Recordar...

Recordar...
Momentos passados
Outrora esquecidos
Por muitos relembrados
Muitos deles revividos
Em noites calmas
Que permitem...

Sonhar...
Abrir horizontes
Escalando montes
Ou simplesmente voar
Basta para isso...

Acreditar...
Que tudo é possível
Desde que nos empenhemos
Saibamos o que queremos
E o que vale a pena...

Lutar...
Para atingir os objectivos
Que nos vamos propondo
Sem nunca esquecer
Quem somos
O que queremos
E para onde vamos caminhando.

29 de julho de 2013

Pesadelo sem ti!

Passageiro
Como uma brisa
Teu som
Suaviza
A minha dor...

Lembrar o teu sorriso
Trás de volta o paraíso
Que não quero esquecer
Que perdi por não te ter
Dado todo o meu amor...

Teus olhos brilhantes
Apaixonados por mim
Outrora penetrantes
Mostram um olhar triste
Desde o dia em que fugiste.

Não te mereço
Nunca o mereci!
Resolvi ficar
Em vez de juntar-me a ti.

E agora separados,
Algo me consome
Toda a alegria
E aquela energia
Que conseguias me transmitir
Que me fazias sentir
Através de um beijo.

Aquele nosso desejo
Vai morrendo a cada noite
Passado sozinho
No escuro, num cantinho
Que me escondo
Para esquecer
Que este pesadelo está a acontecer.

25 de julho de 2013

Até voltar a sentir!

Fugir...
Esconder
E não mais aparecer
Até voltar a sentir.

Sentir-me necessário
E não apenas mais um.
Sentir-me especial
E não um ser comum.

Desaparecer do mapa
Sem GPS activado
Não estar em lado nenhum
E contudo, estar em todo o lado.

Poder desaparecer
De corpo e de mente
Até conseguir aceder
A um estado diferente.

Por fim aparecer
E recomeçar do inicio
Fazendo um longo caminho
Em sentido contrário do precipício.

Se ao longo da caminhada
Voltar tudo ao começo
Deixo tudo para trás
E novamente desapareço.

24 de julho de 2013

Pequena Epopeia!

Exponho meu coração a nu
Para que todos possam conhecer
O que corre dentro de mim
O que faz meu coração bater.

Em tudo o que se vê
É impossível não reparar
Que estás em todo o lado
Que és quem faz tudo funcionar.

És a única que não vês?
Ou apenas não queres ver
Que tu és a razão
Para querer viver...

Porque tornas complicado
O que poderia ser tão simples
E mesmo estando ao meu lado
Pareces estar distante.

Liga-te a mim
Esquece o mundo que nos rodeia
Ou em breve será o fim
Desta pequena epopeia.

Ser errante...

Minha mente
Vagueia na escuridão
Sem encontrar o caminho
Da salvação...

Pensamentos turvos
Envoltos em dor
Fazem alimentar as reservas
Do ódio e do rancor.

Que mal fiz eu
Para me tornar tão frio?
Meu "Eu" morreu
E outro ser surgiu.

Deixei os sentimentos
Que antes idolatrava
Mas que a toda a hora
Apenas me magoava.

E agora de pedra
Transformou-se meu coração
Onde não entra luz
Onde não reina a razão.

Aos poucos e poucos
Sem nunca suspeitar
Fui criando um monstro
Que já mais irei controlar.

De agora em diante
Estarei para sempre aprisionado
Neste ser errante
Que nunca antes foi amado.

23 de julho de 2013

Frustração!

Frustração!
É tudo o que consigo
Quando tento escrever...

Onde anda a inspiração
Que me fez escrever poemas
Sobre os mais diversos temas
Que me chamaram a atenção?

Onde andam as palavras
Que já não as consigo encontrar
Como se a minha língua mãe
Me estivesse a atraiçoar...

Palavras básicas
É tudo o que consigo escrever
E nenhum sentimento
Já consigo descrever.

É tudo um vazio
Sem mais pequena ligação
A qualquer coisa que sinta
A qualquer emoção.

Porque me sinto impotente
De conseguir transformar
O que tenho em mente
Para que possam ler?

O que me prende?
Será que sou eu?

Terei que parar...
De pensar
Ou de escrever
Até perceber
Uma forma de acabar
Com este problema...

E assim que conseguir
Voltarei a escrever
Sobre qualquer tema
Que surgir!

19 de julho de 2013

Dor na tua ausência!

Esqueci,
Do que ia escrever.

Cada palavra
Perdeu o sentido
Desde que foste embora.
Porque chegou a tua hora?

O que fiz
Para te perder
Desta maneira
E continuar a viver...

Palavras não chegam
Para descrever a dor
Que sufoca meu coração!

Lágrimas vão caindo
Chorando tua ausência
Aumentando este sofrimento
Esta minha penitência...

Leva-me desta vida
Não quero ficar cá sozinho
Diz-me onde andas...
Mostra-me o caminho!

9 de julho de 2013

Sonhei que te perdi

Sonhei que te perdi
E chorei...

Acordei
Com as lágrimas a cair
E mesmo vendo-te ao meu lado
Não consegui acalmar.

Algo no pesadelo
Tornava-o real
E o medo de te perder
Tornou-se irracional...

Tentei manter-me indiferente
Esquecer o sucedido
Mas ao fechar os olhos
Tinhas desaparecido.

Já não éramos um só
Estava numa casa vazia
Assim como a minha vida
Após tu partires...

Quis acordar
Mas não conseguia
E quanto mais te tentava agarrar,
Mais te perdia.

Pensei ser novo sonho
Só esperava ele acabar
E o tempo foi passando
Sem nada mudar.

Quando finalmente acordei
Tudo percebi
O que achava real, era mentira
E nos "sonhos" realmente te perdi.

4 de julho de 2013

Confusão!

Uma confusão
Assim está minha cabeça
Não sei do travão
Para parar...

Vou a abrir
Já nem vejo sinalização
Levo tudo à frente
Tipo furacão.

Estudo as opções
Que parecem existir
Mas são puras ilusões
Com que me estou a iludir

E vou me consumindo
A pouco e pouco
Transformando minha mente
Na de um louco.

Já não penso direito
Não consigo separar
Levo tudo a peito
Até arrebentar.

Não consigo continuar
Neste triste estado
Pois no fim de contas
Alguém sairá magoado.

Preciso de parar
Resfriar meu pensamento
Pensar com calma
Deixar passar o mau momento.

2 de julho de 2013

Escrever sem pensar...

Tenho de escrever
Sem ter que pensar
Se o texto vai rimar
Ou apenas dizer
Aquilo que eu quiser...

Apenas ficar sentado
Com papel e lápis
Ao meu lado
E após longas horas, acordado
Escrever, como sempre quis
Sem ficar incomodado.

Longo vai o tempo
Das folhas amarrotadas
Por tentativas falhadas
Ao me forçar a escrever
Esquecendo o sentimento
Que cada poema deve ter.

Por isso no quarto fechado
Regresso ao passado
E escrevo sem pressões
Libertando as emoções
Que apenas vou sentindo
E vos tento passar
Em cada linha escrita
De cada poema que vos faço chegar.

Quando chego ao fim
Paro para reler
O que escreveu minha mão
Directamente do coração
E que nem sempre consigo entender.

1 de julho de 2013

Nunca te mereci!

Chorei,
Por ti!
Não por te ter perdido
Mas porque nunca te mereci.

Não te dei o valor
Que tanto merecias
E fugi do compromisso
Que tanto me pedias.

Não tive coragem
De aceitar
Que eras a mulher certa
Por quem me estava a apaixonar.

Deixei-te à deriva
Sem nenhuma explicação
Apenas por ter medo
De abrir o meu coração.

Agora sozinho
Olho para o que perdi
E os gestos de carinho
Que nunca te devolvi.

Se de alguma forma pudesse
Voltar ao passado
Não te deixava fugir,
Não sem ter lutado.

Já não sei escrever...

Raiva
Frustração
É o que mora
No meu coração.

Já não sei escrever
Já não sei rimar
Escrevo poucas linhas
Para de novo apagar.

Perdi o jeito
Ou apenas a inspiração
Ou apenas o defeito
Está na minha mão.

Neste mão que treme
A cada palavra desenhada
E que apaga, que risca
A cada nova rima falhada.

24 de junho de 2013

Esvazio a mente

Esvazio a mente
Mas percebo a confusão
Vazia é como ela se encontra
Assim como o coração.

Vazio de sentimentos
De boas lembranças
Vazio de momentos
Que criam esperanças...

Vazio
Oco
Como não pensei ficar
Preso num sufoco
Por não conseguir libertar.

Libertar da dor
Que me atirou ao fundo
Atingindo-me em força
Segundo após segundo.

A assim fico em branco
O mais vazio que posso ficar
Até uma mão amiga
Me ajudar a recuperar.

E se ela não aparecer
Não esperam muito de mim
O vazio irá me corroer
Consumindo-me até ao fim.

18 de junho de 2013

Adeus... Vou partir!

Adeus...
Vou partir!

O destino,
Não sei
Nem sei mesmo
Se voltarei

Vou partir
Para parte incerta
Onde o caminho
Será uma descoberta.

De onde vou
De onde quero estar
De quem sou
E de com quem quero ficar.

Uma descoberta única
Que não posso recusar
Vou partir sem demora
Sem prometer voltar.

Despeço-me com tristeza
Mas tenho que a fazer
A viagem da vida
Que me fará crescer.

E se tudo resultar
Ao contrario do esperado
Um dia vou voltar
Para ficar a teu lado.