12 de setembro de 2013

À beira do abismo

À beira do abismo
Dos meus sentimentos
Penso na vida
Na mistura de sentimentos.

Peso numa balança
Cada lembrança bem passada
Vendo do outro lado
As noites tristes, abandonada.

Pouco me segura aqui
Me faz querer ficar
Continuando esta vida
Que em vez de ser vivida
Apenas se está a arrastar...

Sinto-me a consumir
Toda a força no meu interior
A alegria, o meu amor
Para mais nada restar
Para vazia ficar
Até algo me partir.

Agarro a momentos felizes
Que parecem não ter existido
Momentos fugazes
Que tenho dúvidas ter merecido.

Olho em frente
E vejo um vazio de alma
Que de certo modo
Me acalma
E me puxa para si.

No vazio à minha frente
Corre a liberdade, indiferente
Com a certeza da mudança
Com a morte da esperança
De ter uma diva melhor.

À beira do abismo
Dou mais um passo adiante
E da vida que fui amante
Me despeço sem hesitar.

Coração despedaçado

Onde está meu coração
Que não o sinto a bater no peito
Desde a desilusão
Que o deixaste desfeito.

Acreditei em ti
E no que dizias sentir
Até que descobri
Que me estavas a mentir.

A tua vida um mistério
Que não sonhava existir
Já tinhas outra vida
Com a qual estava a competir.

Uma família formada
Com filhos incluídos
A todos os que me avisavam
Devia ter dado ouvidos.

Mas o medo de estar sozinha
Foi mais forte que a razão
E apesar de ir vendo as coisas
Não conseguia tomar a decisão.

A decisão de te deixar
E fazer sofrer novamente
Este coração que só sangra,
Que leva pancada, que está doente.

Minha cabeça não tem controlo
Sobre um coração despedaçado
Que tenta a ferro e fogo
Ser novamente amado.

E com tanta procura
Sem estar recuperado
Entrego-o sem pensar
Para ser novamente magoado.

É um destino que me segue
Do qual não consigo fugir
Até encontrar alguém que o leve
E que não o deixe partir.

Alguém que me ame
E não queira apenas brincar
Que queira uma vidas a dois
Dure o tempo que durar.

10 de setembro de 2013

Ferido de morte

Refugio-me no meu mundo
Rodeada de solidão
Para resolver uma vez mais
A dor de uma desilusão.

Como pude acreditar
Em tudo o que dizias
Quando da tua boca
Apenas saíram mentiras.

Feriste-me de morte
Meu orgulho foi ferido
Atirei meu coração à sorte
Numa batalha
Que não podia ter perdido.

O sentido da vida
Deixou de existir
A partir do momento
Que te vi partir.

Neste enigma do amor
Saio sempre a perder
E sempre que me entrego
Acabo uma vez mais a sofrer.

Até ter o coração curado
Serei gelo, duro de quebrar
Fechando-me em qualquer lado
Para que nunca mais volte a amar.

(Desafio lançado por uma amiga)

4 de setembro de 2013

Perdi-te quando te tive...

Perdi-te quando não te tinha
Por nunca te ter encontrado
Tive-te quando não mereci
Por nunca ter amado.

Perdi-te por não saber
Como expressar o meu amor
Tive-te quando não queria
Quando meu coração era só dor.

Perdi-te sem querer
Por ter sido impotente
Tive-te sem o saber
Quando era para ti, indiferente.

Perdi-te quando mais precisei
Mas já te tinha afastado
Tive-te como ninguém
Nunca esteve ao meu lado.

Perdi-te por fim
Quando te queria por perto
Tive-te por pouco
Quando não o sabia ao certo.

Perdi-te...
Até quando?
É o que vamos ver
Pois se alguma vez já foste minha
Minha voltarás a ser.

Não te dei valor
E tarde percebi estar errado.
Agora quero-te, meu amor
Desculpa por tudo, pelo meu pecado.

Pecado por não ter visto
O valor que tinhas para mim
Pecado por ter-te deixado ir
Quando sem ti, é o meu fim.
Pecado por amar-te
Apenas quando te perdi
Pecado por só agora
Dar valor a ter-te aqui.

27 de agosto de 2013

Excessos

Tudo em meu redor
Me avisava constantemente
Mas estava preso em mim
Preso na minha mente.

Vivia no meu mundo
Sem me aperceber
Julgando que todos
Só me queria fazer sofrer.

Ignorei tudo
Menos o que pensava
E aos poucos fiquei sozinho
Sem ninguém que amava.

Não preciso de ninguém!
Foi o primeiro pensamento
Mas não me sentia bem
Vazio de qualquer sentimento.

Meu mundo desabava
Não era mais real
E aos poucos acordava
Desta experiência surreal.

Não sei onde estou
O que fiz nos últimos dias
Só me lembro da noitada
Bebidas, drogas e orgias.

Apercebo-me agora
Que por pouco escapei
A uma mistura explosiva
Que eu próprio criei.

Sucumbir ao desespero

Jurei mudar
Seguir os meus instintos
Esquecer os receios
E não andar em rodeios...

Cumpri...
Por breves momentos
Até me deixar
Levar para o passado
E o trabalho efectuado
De novo se evaporar.

Voltei aos velhos tempos
E de novo os sentimentos
De mágoa e de dor
Voltaram ao presente.

Chamaste-me à razão
Não te quis ouvir
E o teu coração
Aos poucos fiz sucumbir.

Controlado pelo medo!

Sinto-me sozinho
No meio da multidão
Abro os olhos e procuro
Mas só vejo escuridão.

Oiço vozes, sorrisos
Mas não consigo encontrar
Fecho os olhos e respiro
Sinto falta de ar...

Desamparado, desmaio
Sem ter tempo de me proteger
Acordo mais tarde
Sem me conseguir mexer...

Sinto-me paralisado
Meu corpo não obedece
Grito por socorro
Mas ninguém aparece.

Atraiçoado pela mente
Sinto pessoas em meu redor
Abro os olhos novamente
Nada vejo, apenas dor...

A dor vai-me consumindo
Sem conseguir controlar
E sinto meu corpo ceder
Meus olhos a chorar.

Não sei que vai acontecer
Não consigo sair daqui
Só quero adormecer
E desejar que seja o fim!

21 de agosto de 2013

Batalha terminada

É tempo de descansar
E olhar em redor
Percebendo o resultado
Conquistado com suor.

Altura de limpar as armas
De recuperar os feridos
De fazer novos aliados
Nos antigos inimigos.

Dormir sossegado
Afastando do pensamento
O pesadelo, o cansaço,
A tortura e sofrimento.

É um novo começo
Que está a começar
Acabaram-se os motivos
Que existiam para batalhar...

Aproveite-se este momento
Para se por em acção
Todos os planos traçados
Anteriormente ignorados.

É um novo rumo
Numa vida atribulada
Um novo caminho
Nessa imensa estrada.

Percorrer é a resposta
E mostrar que estavam certos
Nesta nova aposta
Onde podes demonstrar
O potencial que tens para dar.

16 de agosto de 2013

Desligar do trabalho!

Deito-me cansada
Só quero descansar
Onde está o interruptor
Para poder desligar?

Desligar a cabeça
Que só me faz pensar
No que ficou por fazer
Quando estive a trabalhar...

Tento o impossível
Não estou a conseguir
Desligar-me de tudo
E deixar-me ir!

Quero relaxar
Desaparecer no sofá
A ao sono me entregar
Sem nada a atrapalhar.

Lembrar dos dias
Na praia a passear
Nos momentos de férias
Que tardam em chegar.

Finalmente descanso
Por um momento fugaz
Esquecer-me por completo
Julgo não ser capaz.

E entro em desespero
Por já estar a acordar
Começou novo dia
Hora de ir trabalhar.

14 de agosto de 2013

Fecho os olhos

Fecho os olhos
E reconheço
Que esta vida é só o começo
Para o que há de vir.

Fecho os olhos
E entrego-me ao silêncio
Afundando-me nos pensamentos
Onde recordo os momentos
Que me fazem ser quem sou.

Fecho os olhos
E revejo na minha mente
Toda a vida que já vivi
Com quem cresci
Com quem aprendi
E quem não me é indiferente.

Fecho os olhos
E oiço meu coração
Recordando sentimentos
Que jamais vou esquecer
Criando cicatrizes
Que me ajudaram a crescer.

Fecho os olhos
E sonho com o que virá
Batalhas para travar
Objectivos a atingir
Quais conseguirei conquistar
De quantos terei de desistir?

Fecho os olhos
E não voltarei a abrir
Por muito que desejasse
Por muita vida que me sobrasse
Fechei os olhos para partir.

13 de agosto de 2013

Traído!

Pensei conhecer-te
Mas estava errado
E apenas descobri
Quando fui enganado.

Novamente traído
Sem nenhuma razão
Criando nova ferida
No meu coração.

Dei-te tudo de mim
Mais do que podia dar
Pois por ti, tudo
Apenas por te amar.

Como foi possível
Nunca ter percebido
Que apenas me utilizavas
Curtindo com o meu amigo.

Desaparece para sempre
E leva-o também
Algo assim não merecia
Nem desejo a ninguém.

Estão bem um para o outro
Escusam de semear mais dor
Espero que fiquem sempre juntos
Mas nunca com amor...

9 de agosto de 2013

Mulher solitária

Debaixo da tua beleza
Que faz-te estar rodeada
Por homens que só te querem ter
Sem te querer para nada...

Está uma mulher solitária
Independente
A precisar de atenção
De alguém que a oiça
Sem ser exigente
Sem uma segunda intenção.

Mas ninguém vê isso
Apenas um pedaço de carne
Que todos querem conquistar
Que todos querem provar
Sem se aperceber
Que essa maneira de te ver
Só te faz magoar.

Serei diferente
Verei mais à frente
Não o que mostras para o exterior
Mas o teu interior
Tantas vezes desfeito
Por teres sido usada
Mas sem nenhum defeito
Se fores bem tratada.

É isso que te prometo
Carinho e protecção
Amizade e compreensão
Sem pedir nada em troca
Sem esperar nenhum retorno
Apenas ver-te sorrir
E aos poucos recuperares.

8 de agosto de 2013

Transformas-me!

Fecho os olhos
E oiço...
A batida do teu coração
Onde encosto meu ouvido
Um doce som
Que merece ser ouvido.

Bate descompensado
A cada beijo que trocamos
Esperando os acontecimentos
Para expressar os sentimentos
Neles associados.

Encosto
Meu ouvido à tua boca
E de um forma louca
Dizes o que quero ouvir
E começo a sentir
O calor a aumentar...

Dentro de mim
Meu coração acelera
Até acompanhar o teu
Num bailado sem igual
Num desejo carnal
Como nunca antes aconteceu.

Desaparece este mundo
Para um apenas nosso
Onde nos podemos entregar
Sem nenhuma restrição
Até sermos apenas um coração
A bater em sintonia
A amar com toda a energia
Que temos para dispensar.

7 de agosto de 2013

Preso ao sofrimento

A noite chegou?
Deve ter chegado
Não que veja o céu
Aqui, onde estou amarrado.

Preso a correntes
Que me tentam prender
Correntes que não vejo
Mas que não deixam mexer.

Fechado numa cave
Numa casa que não conheço
Sem ter como me localizar
Uma indicação,
Algo conhecido,
Um endereço...

Longe oiço passos
Mas que não são para mim
Abandonado,
Fui esquecido aqui
E não consigo sair...

Tento me concentrar
Lembrar-me de algo
Que me possa ajudar.

E noto,
Ainda que ligeiramente
Que estou preso na minha mente.

Encontro-me no meu quarto
Na cama encolhido
Sem conseguir quebrar
Esta prisão doentia
Que com pura mestria
Me mantém sobe controlo.

Nem com todas as forças
Consigo escapar
E preso ao sofrimento
Que foi crescendo cá por dento
Parece que vou ficar.

6 de agosto de 2013

A dúvida persiste

Estou doente...
Não o quero admitir,
Mas estou a sentir
A ficar impotente!

Impotente para combater
Esta degradação
Que a cada dia que passa
Nota-se na minha expressão.

Já não como,
Já não durmo, 
Nem me dou com ninguém
Esperando sozinho
Que a noite venha
E me leve consigo.

Já não quero um ombro amigo
Quero é desaparecer.
Em palavras cruas,
Quero morrer!
E acabar com esta dor
Que transforma em rancor
Tudo o que cheguei a ser.

Sinto-me desesperado
A morte já devia ter chegado
Mas teima em adiar
Fazendo-me desesperar
E arranjar uma saída.

Tremo só de pensar
Mas no fundo, tem de ser
Será que vou saltar,
E se saltar, vou morrer?

Talvez comprimidos
Sejam a melhor solução
Ou cortar os pulsos
Até parar meu coração...

Não sei qual a opção
Que eu irei tomar
Apenas tenho a certeza
Amanha já não irei acordar.

5 de agosto de 2013

Entrego-me ao silêncio

Entrego-me ao silêncio,
Ao isolamento, à dor.
E deixo ser consumido
Pela tristeza que sinto
Até não sobrar nada...

Em cinzas
Fica meu coração
Após a desilusão
Que enfrentei.

No olhar
Um ódio crescente
Que me vai toldando a mente
Diz-me para avançar
Para aos poucos sacrificar
Tudo o que acreditava
Todos os que amava
Até a dor passar.

E sigo...

Vazio como nunca antes
Vou pela escuridão
Sem outro caminho
Ou opção
Até fazer desaparecer
Toda a réstia de bondade,
De alegria, de amizade
Que existem no meu ser.

E por fim,
Tomado pelo rancor
E o desejo de vingança
Sigo, sem esperança
Até acabar com este amor
Que no passado acabou comigo.

2 de agosto de 2013

Recordar...

Recordar...
Momentos passados
Outrora esquecidos
Por muitos relembrados
Muitos deles revividos
Em noites calmas
Que permitem...

Sonhar...
Abrir horizontes
Escalando montes
Ou simplesmente voar
Basta para isso...

Acreditar...
Que tudo é possível
Desde que nos empenhemos
Saibamos o que queremos
E o que vale a pena...

Lutar...
Para atingir os objectivos
Que nos vamos propondo
Sem nunca esquecer
Quem somos
O que queremos
E para onde vamos caminhando.

29 de julho de 2013

Pesadelo sem ti!

Passageiro
Como uma brisa
Teu som
Suaviza
A minha dor...

Lembrar o teu sorriso
Trás de volta o paraíso
Que não quero esquecer
Que perdi por não te ter
Dado todo o meu amor...

Teus olhos brilhantes
Apaixonados por mim
Outrora penetrantes
Mostram um olhar triste
Desde o dia em que fugiste.

Não te mereço
Nunca o mereci!
Resolvi ficar
Em vez de juntar-me a ti.

E agora separados,
Algo me consome
Toda a alegria
E aquela energia
Que conseguias me transmitir
Que me fazias sentir
Através de um beijo.

Aquele nosso desejo
Vai morrendo a cada noite
Passado sozinho
No escuro, num cantinho
Que me escondo
Para esquecer
Que este pesadelo está a acontecer.

25 de julho de 2013

Até voltar a sentir!

Fugir...
Esconder
E não mais aparecer
Até voltar a sentir.

Sentir-me necessário
E não apenas mais um.
Sentir-me especial
E não um ser comum.

Desaparecer do mapa
Sem GPS activado
Não estar em lado nenhum
E contudo, estar em todo o lado.

Poder desaparecer
De corpo e de mente
Até conseguir aceder
A um estado diferente.

Por fim aparecer
E recomeçar do inicio
Fazendo um longo caminho
Em sentido contrário do precipício.

Se ao longo da caminhada
Voltar tudo ao começo
Deixo tudo para trás
E novamente desapareço.

24 de julho de 2013

Pequena Epopeia!

Exponho meu coração a nu
Para que todos possam conhecer
O que corre dentro de mim
O que faz meu coração bater.

Em tudo o que se vê
É impossível não reparar
Que estás em todo o lado
Que és quem faz tudo funcionar.

És a única que não vês?
Ou apenas não queres ver
Que tu és a razão
Para querer viver...

Porque tornas complicado
O que poderia ser tão simples
E mesmo estando ao meu lado
Pareces estar distante.

Liga-te a mim
Esquece o mundo que nos rodeia
Ou em breve será o fim
Desta pequena epopeia.