31 de outubro de 2013

Descobrir Portugal

À beira mar esquecido
Com tanto potencial
Está meu país sentido
Está meu Portugal.

Um país de aventuras
Com tanto para dar
De amores, de amarguras
De saudades de lá voltar.

Cantinho escondido
Poucas vezes desbravado
Um mundo para ser vivido
Um mundo para ser contado.

Desde a gastronomia
Com tanto para experimentar
Até às paisagens únicas
Que nos fazem apaixonar.

Um país especial
Onde há tanto para oferecer
Com um povo sem igual
Que gosta de receber.

Vale a pena descobrir
Cada recanto
Do sul ao norte
E sair de cá a sorrir
Por termos tanta sorte
De vivermos neste encanto.

30 de outubro de 2013

Puro egoismo

Perdi-me a meio do caminho
Que não me consigo lembrar
Já não sei qual o destino
Onde ele me iria levar.

Deixei tudo para trás
O que pensei não ter valor
E esqueci-me das pessoas
De quem tinha o seu amor.

Agora estou perdido
Sem caminho para voltar
E mesmo que um dia volte
Talvez não tenha quem queira me amar.

Fiquei cego pelo egoísmo
Onde só um tinha importância
E agora pago o preço alto
Por tamanha ignorância.

Escolhi a vida
Que não desejava para mim
E sofro cada dia
Esperando que chegue ao fim.

19 de outubro de 2013

Politica Nacional

Bandidos
Eleitos para roubar
Sem nenhum pudor
Sem um pingo de rancor
Pelo mal que fazem.

Sanguessugas
Que não deixam o poder
Mais vale para isso morrer
Do que largar o vício.

Parece um desperdício
Sair de casa para votar
Pois calhe quem calhar
A conversa será igual
Mas o resultado final
Será gastar o que não tem
Colocar no bolso, o que convém
E ainda ficar a rir.

O sacrifício
Todos os dias falado
É sempre para outro lado
Que não seja o seu.
Vindo os políticos de antigamente
Queixarem-se que é indecente
Cortar nas pensões
Quando a têm sem nenhuma das razões.

15 de outubro de 2013

Relembrar o teu amor

Cansado
Mantenho-me acordado
Para de novo escrever
E explorar os sentimentos
Descrito em breves momentos
Para mais tarde poder ler.

Escrevo
E rescrevo palavras
Não por engano
Mas por não conseguir descrever
A exactidão com que o meu ser
Está a sentir o que transmito.

E apago
Desistindo de explorar
Mais a fundo o meu coração.

O sentimento que sinto
A cada beijo teu
É impossível de transmitir
Só o saberá, quem o sentir
E por isso desisto de o colocar
Em palavras ou em rimas.

Assim,
Guardo o sentimento para mim
E se um dia chegar ao fim
Tentarei transmitir
Tudo o que me fazes sentir.

E se por acaso falhar
Na veracidade dos sentimentos
Restarão os momentos
Para me fazer relembrar
Como é / foi te amar.

14 de outubro de 2013

Triste Figura

Olho para o espelho
E vejo-me diferente
Com um sorriso estranho
Com um olhar ausente.

Não me reconheço
Já não sei quem sou
A alegria que transmitia
A vida que sentia
Desapareceu, acabou.

Os dias passam cinzentos
Mesmo com o sol bem alto
E percorro o asfalto
Como quem procura o fim
Não tinha que ser assim
Mas já nada me importa
Não aguento esta derrota
De ter ficado sem ti.

Agora,
Sou um fantasma do meu ser
Um corpo sem alma
Uma dor que não acalma
Que já não sabe viver.

Vou vivendo dia a dia
Sem nenhuma alegria
E em cada reflexo
Vejo uma figura sem nexo
Que já não vive,
Apenas sobrevive...

24 de setembro de 2013

Desejo em forma de sonho

Sonhei
E pedi um desejo
De te voltar a ver
E te roubar um beijo.

Sorri
Por sentir o teu sabor
E nele o teu amor
Que pensei não existir mais.

Acordei
E triste fiquei
Por ter sido ilusão
Um sonho do meu coração
Que não aconteceu

Chorei
Por não te ter aqui
E novamente sofri
Com a tua ausência.

Percebi
Que nada mais importa
Se não passares por aquela porta
E estiveres aqui novamente.

E lutei
Para que isso acontecesse
Nem que fosse a ultima coisa que fizesse
Antes de voltar a dormir.

13 de setembro de 2013

Sombrio

Sombrio,
No negrume da madrugada
Meu coração chora
E em surdina, implora
Que o deixe sarar
Que o pare de magoar
Em troco de quase nada.

Doentio,
Este amor que me prende
Não me deixando pensar
Cortando a razão
À minha forma de estar
Deixando minha mente
Sem ter forma de controlar
Esta louca emoção.

Desafio,
Tudo o que é racional
Por um amor envenenado.
Entre o bem e o mal
Já não consigo distinguir
O ser equilibrado
Deixou de existir.

Frio,
Me tornarei com o tempo
Como consequência do sofrimento
Que este amor me causou
Pois amei, quem não me amou
E me feriu sem piedade
Trazendo à superfície a humilde verdade
Que este amor não existiu.

12 de setembro de 2013

À beira do abismo

À beira do abismo
Dos meus sentimentos
Penso na vida
Na mistura de sentimentos.

Peso numa balança
Cada lembrança bem passada
Vendo do outro lado
As noites tristes, abandonada.

Pouco me segura aqui
Me faz querer ficar
Continuando esta vida
Que em vez de ser vivida
Apenas se está a arrastar...

Sinto-me a consumir
Toda a força no meu interior
A alegria, o meu amor
Para mais nada restar
Para vazia ficar
Até algo me partir.

Agarro a momentos felizes
Que parecem não ter existido
Momentos fugazes
Que tenho dúvidas ter merecido.

Olho em frente
E vejo um vazio de alma
Que de certo modo
Me acalma
E me puxa para si.

No vazio à minha frente
Corre a liberdade, indiferente
Com a certeza da mudança
Com a morte da esperança
De ter uma diva melhor.

À beira do abismo
Dou mais um passo adiante
E da vida que fui amante
Me despeço sem hesitar.

Coração despedaçado

Onde está meu coração
Que não o sinto a bater no peito
Desde a desilusão
Que o deixaste desfeito.

Acreditei em ti
E no que dizias sentir
Até que descobri
Que me estavas a mentir.

A tua vida um mistério
Que não sonhava existir
Já tinhas outra vida
Com a qual estava a competir.

Uma família formada
Com filhos incluídos
A todos os que me avisavam
Devia ter dado ouvidos.

Mas o medo de estar sozinha
Foi mais forte que a razão
E apesar de ir vendo as coisas
Não conseguia tomar a decisão.

A decisão de te deixar
E fazer sofrer novamente
Este coração que só sangra,
Que leva pancada, que está doente.

Minha cabeça não tem controlo
Sobre um coração despedaçado
Que tenta a ferro e fogo
Ser novamente amado.

E com tanta procura
Sem estar recuperado
Entrego-o sem pensar
Para ser novamente magoado.

É um destino que me segue
Do qual não consigo fugir
Até encontrar alguém que o leve
E que não o deixe partir.

Alguém que me ame
E não queira apenas brincar
Que queira uma vidas a dois
Dure o tempo que durar.

10 de setembro de 2013

Ferido de morte

Refugio-me no meu mundo
Rodeada de solidão
Para resolver uma vez mais
A dor de uma desilusão.

Como pude acreditar
Em tudo o que dizias
Quando da tua boca
Apenas saíram mentiras.

Feriste-me de morte
Meu orgulho foi ferido
Atirei meu coração à sorte
Numa batalha
Que não podia ter perdido.

O sentido da vida
Deixou de existir
A partir do momento
Que te vi partir.

Neste enigma do amor
Saio sempre a perder
E sempre que me entrego
Acabo uma vez mais a sofrer.

Até ter o coração curado
Serei gelo, duro de quebrar
Fechando-me em qualquer lado
Para que nunca mais volte a amar.

(Desafio lançado por uma amiga)

4 de setembro de 2013

Perdi-te quando te tive...

Perdi-te quando não te tinha
Por nunca te ter encontrado
Tive-te quando não mereci
Por nunca ter amado.

Perdi-te por não saber
Como expressar o meu amor
Tive-te quando não queria
Quando meu coração era só dor.

Perdi-te sem querer
Por ter sido impotente
Tive-te sem o saber
Quando era para ti, indiferente.

Perdi-te quando mais precisei
Mas já te tinha afastado
Tive-te como ninguém
Nunca esteve ao meu lado.

Perdi-te por fim
Quando te queria por perto
Tive-te por pouco
Quando não o sabia ao certo.

Perdi-te...
Até quando?
É o que vamos ver
Pois se alguma vez já foste minha
Minha voltarás a ser.

Não te dei valor
E tarde percebi estar errado.
Agora quero-te, meu amor
Desculpa por tudo, pelo meu pecado.

Pecado por não ter visto
O valor que tinhas para mim
Pecado por ter-te deixado ir
Quando sem ti, é o meu fim.
Pecado por amar-te
Apenas quando te perdi
Pecado por só agora
Dar valor a ter-te aqui.

27 de agosto de 2013

Excessos

Tudo em meu redor
Me avisava constantemente
Mas estava preso em mim
Preso na minha mente.

Vivia no meu mundo
Sem me aperceber
Julgando que todos
Só me queria fazer sofrer.

Ignorei tudo
Menos o que pensava
E aos poucos fiquei sozinho
Sem ninguém que amava.

Não preciso de ninguém!
Foi o primeiro pensamento
Mas não me sentia bem
Vazio de qualquer sentimento.

Meu mundo desabava
Não era mais real
E aos poucos acordava
Desta experiência surreal.

Não sei onde estou
O que fiz nos últimos dias
Só me lembro da noitada
Bebidas, drogas e orgias.

Apercebo-me agora
Que por pouco escapei
A uma mistura explosiva
Que eu próprio criei.

Sucumbir ao desespero

Jurei mudar
Seguir os meus instintos
Esquecer os receios
E não andar em rodeios...

Cumpri...
Por breves momentos
Até me deixar
Levar para o passado
E o trabalho efectuado
De novo se evaporar.

Voltei aos velhos tempos
E de novo os sentimentos
De mágoa e de dor
Voltaram ao presente.

Chamaste-me à razão
Não te quis ouvir
E o teu coração
Aos poucos fiz sucumbir.

Controlado pelo medo!

Sinto-me sozinho
No meio da multidão
Abro os olhos e procuro
Mas só vejo escuridão.

Oiço vozes, sorrisos
Mas não consigo encontrar
Fecho os olhos e respiro
Sinto falta de ar...

Desamparado, desmaio
Sem ter tempo de me proteger
Acordo mais tarde
Sem me conseguir mexer...

Sinto-me paralisado
Meu corpo não obedece
Grito por socorro
Mas ninguém aparece.

Atraiçoado pela mente
Sinto pessoas em meu redor
Abro os olhos novamente
Nada vejo, apenas dor...

A dor vai-me consumindo
Sem conseguir controlar
E sinto meu corpo ceder
Meus olhos a chorar.

Não sei que vai acontecer
Não consigo sair daqui
Só quero adormecer
E desejar que seja o fim!

21 de agosto de 2013

Batalha terminada

É tempo de descansar
E olhar em redor
Percebendo o resultado
Conquistado com suor.

Altura de limpar as armas
De recuperar os feridos
De fazer novos aliados
Nos antigos inimigos.

Dormir sossegado
Afastando do pensamento
O pesadelo, o cansaço,
A tortura e sofrimento.

É um novo começo
Que está a começar
Acabaram-se os motivos
Que existiam para batalhar...

Aproveite-se este momento
Para se por em acção
Todos os planos traçados
Anteriormente ignorados.

É um novo rumo
Numa vida atribulada
Um novo caminho
Nessa imensa estrada.

Percorrer é a resposta
E mostrar que estavam certos
Nesta nova aposta
Onde podes demonstrar
O potencial que tens para dar.

16 de agosto de 2013

Desligar do trabalho!

Deito-me cansada
Só quero descansar
Onde está o interruptor
Para poder desligar?

Desligar a cabeça
Que só me faz pensar
No que ficou por fazer
Quando estive a trabalhar...

Tento o impossível
Não estou a conseguir
Desligar-me de tudo
E deixar-me ir!

Quero relaxar
Desaparecer no sofá
A ao sono me entregar
Sem nada a atrapalhar.

Lembrar dos dias
Na praia a passear
Nos momentos de férias
Que tardam em chegar.

Finalmente descanso
Por um momento fugaz
Esquecer-me por completo
Julgo não ser capaz.

E entro em desespero
Por já estar a acordar
Começou novo dia
Hora de ir trabalhar.

14 de agosto de 2013

Fecho os olhos

Fecho os olhos
E reconheço
Que esta vida é só o começo
Para o que há de vir.

Fecho os olhos
E entrego-me ao silêncio
Afundando-me nos pensamentos
Onde recordo os momentos
Que me fazem ser quem sou.

Fecho os olhos
E revejo na minha mente
Toda a vida que já vivi
Com quem cresci
Com quem aprendi
E quem não me é indiferente.

Fecho os olhos
E oiço meu coração
Recordando sentimentos
Que jamais vou esquecer
Criando cicatrizes
Que me ajudaram a crescer.

Fecho os olhos
E sonho com o que virá
Batalhas para travar
Objectivos a atingir
Quais conseguirei conquistar
De quantos terei de desistir?

Fecho os olhos
E não voltarei a abrir
Por muito que desejasse
Por muita vida que me sobrasse
Fechei os olhos para partir.

13 de agosto de 2013

Traído!

Pensei conhecer-te
Mas estava errado
E apenas descobri
Quando fui enganado.

Novamente traído
Sem nenhuma razão
Criando nova ferida
No meu coração.

Dei-te tudo de mim
Mais do que podia dar
Pois por ti, tudo
Apenas por te amar.

Como foi possível
Nunca ter percebido
Que apenas me utilizavas
Curtindo com o meu amigo.

Desaparece para sempre
E leva-o também
Algo assim não merecia
Nem desejo a ninguém.

Estão bem um para o outro
Escusam de semear mais dor
Espero que fiquem sempre juntos
Mas nunca com amor...

9 de agosto de 2013

Mulher solitária

Debaixo da tua beleza
Que faz-te estar rodeada
Por homens que só te querem ter
Sem te querer para nada...

Está uma mulher solitária
Independente
A precisar de atenção
De alguém que a oiça
Sem ser exigente
Sem uma segunda intenção.

Mas ninguém vê isso
Apenas um pedaço de carne
Que todos querem conquistar
Que todos querem provar
Sem se aperceber
Que essa maneira de te ver
Só te faz magoar.

Serei diferente
Verei mais à frente
Não o que mostras para o exterior
Mas o teu interior
Tantas vezes desfeito
Por teres sido usada
Mas sem nenhum defeito
Se fores bem tratada.

É isso que te prometo
Carinho e protecção
Amizade e compreensão
Sem pedir nada em troca
Sem esperar nenhum retorno
Apenas ver-te sorrir
E aos poucos recuperares.

8 de agosto de 2013

Transformas-me!

Fecho os olhos
E oiço...
A batida do teu coração
Onde encosto meu ouvido
Um doce som
Que merece ser ouvido.

Bate descompensado
A cada beijo que trocamos
Esperando os acontecimentos
Para expressar os sentimentos
Neles associados.

Encosto
Meu ouvido à tua boca
E de um forma louca
Dizes o que quero ouvir
E começo a sentir
O calor a aumentar...

Dentro de mim
Meu coração acelera
Até acompanhar o teu
Num bailado sem igual
Num desejo carnal
Como nunca antes aconteceu.

Desaparece este mundo
Para um apenas nosso
Onde nos podemos entregar
Sem nenhuma restrição
Até sermos apenas um coração
A bater em sintonia
A amar com toda a energia
Que temos para dispensar.