1 de dezembro de 2013

Conhecer-me totalmente!

Numa folha em branco
Escrevo meus sentimentos
Minhas dúvidas
Meus medos
Os meus maiores segredos
E os melhores momentos.

No fim,
Vazio de tudo
O que faz ser quem sou
Olho-me e não reconheço
A pessoa por quem tenho apreço
E que o passado o moldou.

Volvo à folha em branco
E deixou de existir
Passando a possuir
Toda a informação
Que guardava no coração
Algumas até que pensava não sentir.

E estudei-me...
Dei-me ao luxo de aprender
Caminhando passo a passo
Pelo meu passado
E relembrar cada bocado
Da vida que já vivi.

Aos poucos,
Fui guardando cada lembrança
Numa caixinha de esperança
Para que no fim deste processo
Possa voltar a ser quem sou
E saber para onde quero ir.

Assim e após arrumações
De sentimentos e indecisões
Fico a conhecer-me melhor
Limpo a mágoa e o rancor
E estou pronto para viver
Nos limites das minhas opções.

Sinto frio...

Viro-me para minha mãe
E digo-lhe baixinho
Que o frio é um amigo
Indesejado
Mas que está sempre ao meu lado
Nos dias que vão passando.

Vai melhorar
Diz-me a soluçar
Com os olhos a brilhar
Olhando-me com carinho
Dando um prato quentinho
Para me poder aquecer.

Como e desfruto da refeição
Mas reparo que sou só eu
O único que comeu.

Nos meus pais,
Abraçados um ao outro,
Nota-se o desconforto
Da situação que estamos
Do local onde nos encontramos
E dizem-me baixinho
Que não tarda estarei quentinho.

Fecho os olhos
Lembro do sorriso dos dois
E do beijo de amor
Que me transmite o calor
Que estava a precisar
Para conseguir dormir
Em mais uma noite aqui
Nesta rua sem fim
A que agora chamamos lar.

Enferrujado

Trabalho
Confusão
Sem paciência
Ou inspiração.

Tenho-me afastado
Sem nenhuma intenção
Da escrita constante
Do que me vai no coração.

Sinto-me paralisado
Já não sei espontaneamente
Estou enferrujado
Como no inicio, no antigamente.

As palavras saem a custo
As ideias sempre a mudar
Uma incerteza constante
Que este poema não vai resultar

Novamente entraves
A uma escrita sem pensar
E uma ideia irritante
Que tem que sempre rimar.

Voltei ao básico
Aos poemas sem emoção
Espero que seja de estar enferrujado
E da pouca inspiração.

14 de novembro de 2013

Despida de preconceito

Despida de preconceito
Ao teu lado me deito
E entrego-me ao desejo
De receber mais um beijo
Dessa tua boca.
Aquela que me deixa louca
E faz-me entregar
Tudo o que possas desejar.

Teu toque devora
O meu corpo ardente
Deixa-me louca, impotente
Para te resistir
E assim deixo-me ir
Entregando-me ao prazer
Que me dás a conhecer,
Agora.

Pensamentos,
Voam a cada segundo
Pela minha mente
Despertando sentimentos
Que meu corpo, raramente sente
E que são de outro mundo.

A transpirar
Deixas-me cansada
Não me restando nada
A não ser recuperar
A aceleração
Normal do meu coração.

13 de novembro de 2013

Sem rodeios

Sem rodeios
Digo o que penso
Sem pensar um momento
De como vai afectar
Quem me ouvir...

O que sinto
Sai disparado
Sem filtros, nem preocupações
Apenas um chover de emoções
Em palavras.

Não consigo controlar
Nem fechar a boca
Quando sinto a injustiça
Perante o meu olhar
E ninguém a actuar
Porque não é nada consigo.

E sigo
Criticando tudo e todos
Porque não conseguem sair
Da vida rotineira que vivem
Para poder ajudar
Quem está a precisar
Mesmo ali ao lado.

Calado...
Não fico.
Nunca vou ficar
Pois calar é morrer
Ainda tenho muito para viver
E ainda mais para falar!

7 de novembro de 2013

Minha determinação!

Bem cá dentro
Uma força invulgar
Abala as minhas convicções
Brinca com as minhas emoções
E faz-me duvidar...

Terei forças para aguentar
A mudança que procuro?
Será um tiro no escuro
O caminho que escolho percorrer.

Terei eu vontade de vencer
E sair a ganhar?
Bastará isso para desafiar
Tudo o que está a acontecer?

Esta força que sinto
Faz-me acreditar que sim
E que tudo fará sentido
Após o caminho percorrido
Ter chegado ao fim.

É a minha determinação
O querer,
O acreditar,
O ter vontade de mudar
Sem deitar a toalha ao chão
Até onde quero chegar...

6 de novembro de 2013

Deixa-me morrer!

Impotente
Com medo
Sofro em segredo
Abandonada no canto
Onde fui esquecida
Tantas vezes agredida
Por quem não é gente.

Sem querer desistir
Mas sem saber como lutar
Sinto-me a entregar
Meu corpo, minha mente
Que já nada sente.

Vazia
Sem nenhuma emoção
Recordo com frustração
Os momentos vividos
E que me foram retirados
Os entes queridos
À minha frente mutilados.

Mata-me!
Acaba com este sofrimento
Agora que morri por dentro.
E deixa-me sossegada
Nesta vida, que já não tenho nada
E na qual não quero continuar a viver.

Esgotado

Esgotado
Sem força para continuar
Sinto-me derrotado
Sem nada ou ninguém para me agarrar.

Olho em meu redor
Não vejo nada importante
O ódio tomou lugar do amor
Que passou a ser inexistente.

Vazio de vontade
De forças, de intenção
Já não sei qual a verdade
Que comanda cada decisão.

Não tenho destino definido
Nem o consigo definir
Parece já destruído
Antes de começar a existir.

Alguém me pode guiar
Preciso de um caminho
Definido para me ajudar
Algo que não consigo sozinho.

Um ponto de recomeço
Que me faça querer ficar
Pequenas palavras de apreço
Para me fazer acreditar.

Um prémio não merecido!

Amar-te
É um prémio não merecido
Que tenho aprendido
A aproveitar.

Ter-te não te mereço
Quanto mais o teu apreço
Pois não sou ninguém
Faço-te mais mal, que bem
Ainda assim aqui estás
Mas por quanto tempo mais, ficarás?

Teu amor é especial
Desde o momento que o senti
E tenho agradecido
Pelo tempo que tenho vivido
Pois é mais do que mereci.

Amo-te de uma forma
Que não consigo descrever
E qualquer palavra
Que consiga escrever
Não será suficiente
Para mostrar o sentimento
Que vai cá dentro
Desde que tive a sorte de te conhecer.

Apesar de não acreditar
Que este amor era para mim
Lutarei até ao fim
Para o poder viver
E tentar melhorar
Para que possa merecer
Tudo o que tens para me oferecer.

5 de novembro de 2013

É agora

É agora
A altura de mudar
De dar o salto,
De arriscar
E prosseguir o sonho
Que tenho procurado.

É agora,
O momento ideal
Para seguir um novo rumo
E colocar o meu destino
Nas minhas mãos.

É agora
A altura de guardar
Os receios acumulados
Ouvir os desejos guardados
E rasgar com a zona de conforto.

É agora
Ou nunca mais
A mudança de página
Para um capitulo diferente
E passar a ser exigente
Com o que quero viver
Com o que desejo conhecer
No futuro.

31 de outubro de 2013

Descobrir Portugal

À beira mar esquecido
Com tanto potencial
Está meu país sentido
Está meu Portugal.

Um país de aventuras
Com tanto para dar
De amores, de amarguras
De saudades de lá voltar.

Cantinho escondido
Poucas vezes desbravado
Um mundo para ser vivido
Um mundo para ser contado.

Desde a gastronomia
Com tanto para experimentar
Até às paisagens únicas
Que nos fazem apaixonar.

Um país especial
Onde há tanto para oferecer
Com um povo sem igual
Que gosta de receber.

Vale a pena descobrir
Cada recanto
Do sul ao norte
E sair de cá a sorrir
Por termos tanta sorte
De vivermos neste encanto.

30 de outubro de 2013

Puro egoismo

Perdi-me a meio do caminho
Que não me consigo lembrar
Já não sei qual o destino
Onde ele me iria levar.

Deixei tudo para trás
O que pensei não ter valor
E esqueci-me das pessoas
De quem tinha o seu amor.

Agora estou perdido
Sem caminho para voltar
E mesmo que um dia volte
Talvez não tenha quem queira me amar.

Fiquei cego pelo egoísmo
Onde só um tinha importância
E agora pago o preço alto
Por tamanha ignorância.

Escolhi a vida
Que não desejava para mim
E sofro cada dia
Esperando que chegue ao fim.

19 de outubro de 2013

Politica Nacional

Bandidos
Eleitos para roubar
Sem nenhum pudor
Sem um pingo de rancor
Pelo mal que fazem.

Sanguessugas
Que não deixam o poder
Mais vale para isso morrer
Do que largar o vício.

Parece um desperdício
Sair de casa para votar
Pois calhe quem calhar
A conversa será igual
Mas o resultado final
Será gastar o que não tem
Colocar no bolso, o que convém
E ainda ficar a rir.

O sacrifício
Todos os dias falado
É sempre para outro lado
Que não seja o seu.
Vindo os políticos de antigamente
Queixarem-se que é indecente
Cortar nas pensões
Quando a têm sem nenhuma das razões.

15 de outubro de 2013

Relembrar o teu amor

Cansado
Mantenho-me acordado
Para de novo escrever
E explorar os sentimentos
Descrito em breves momentos
Para mais tarde poder ler.

Escrevo
E rescrevo palavras
Não por engano
Mas por não conseguir descrever
A exactidão com que o meu ser
Está a sentir o que transmito.

E apago
Desistindo de explorar
Mais a fundo o meu coração.

O sentimento que sinto
A cada beijo teu
É impossível de transmitir
Só o saberá, quem o sentir
E por isso desisto de o colocar
Em palavras ou em rimas.

Assim,
Guardo o sentimento para mim
E se um dia chegar ao fim
Tentarei transmitir
Tudo o que me fazes sentir.

E se por acaso falhar
Na veracidade dos sentimentos
Restarão os momentos
Para me fazer relembrar
Como é / foi te amar.

14 de outubro de 2013

Triste Figura

Olho para o espelho
E vejo-me diferente
Com um sorriso estranho
Com um olhar ausente.

Não me reconheço
Já não sei quem sou
A alegria que transmitia
A vida que sentia
Desapareceu, acabou.

Os dias passam cinzentos
Mesmo com o sol bem alto
E percorro o asfalto
Como quem procura o fim
Não tinha que ser assim
Mas já nada me importa
Não aguento esta derrota
De ter ficado sem ti.

Agora,
Sou um fantasma do meu ser
Um corpo sem alma
Uma dor que não acalma
Que já não sabe viver.

Vou vivendo dia a dia
Sem nenhuma alegria
E em cada reflexo
Vejo uma figura sem nexo
Que já não vive,
Apenas sobrevive...

24 de setembro de 2013

Desejo em forma de sonho

Sonhei
E pedi um desejo
De te voltar a ver
E te roubar um beijo.

Sorri
Por sentir o teu sabor
E nele o teu amor
Que pensei não existir mais.

Acordei
E triste fiquei
Por ter sido ilusão
Um sonho do meu coração
Que não aconteceu

Chorei
Por não te ter aqui
E novamente sofri
Com a tua ausência.

Percebi
Que nada mais importa
Se não passares por aquela porta
E estiveres aqui novamente.

E lutei
Para que isso acontecesse
Nem que fosse a ultima coisa que fizesse
Antes de voltar a dormir.

13 de setembro de 2013

Sombrio

Sombrio,
No negrume da madrugada
Meu coração chora
E em surdina, implora
Que o deixe sarar
Que o pare de magoar
Em troco de quase nada.

Doentio,
Este amor que me prende
Não me deixando pensar
Cortando a razão
À minha forma de estar
Deixando minha mente
Sem ter forma de controlar
Esta louca emoção.

Desafio,
Tudo o que é racional
Por um amor envenenado.
Entre o bem e o mal
Já não consigo distinguir
O ser equilibrado
Deixou de existir.

Frio,
Me tornarei com o tempo
Como consequência do sofrimento
Que este amor me causou
Pois amei, quem não me amou
E me feriu sem piedade
Trazendo à superfície a humilde verdade
Que este amor não existiu.

12 de setembro de 2013

À beira do abismo

À beira do abismo
Dos meus sentimentos
Penso na vida
Na mistura de sentimentos.

Peso numa balança
Cada lembrança bem passada
Vendo do outro lado
As noites tristes, abandonada.

Pouco me segura aqui
Me faz querer ficar
Continuando esta vida
Que em vez de ser vivida
Apenas se está a arrastar...

Sinto-me a consumir
Toda a força no meu interior
A alegria, o meu amor
Para mais nada restar
Para vazia ficar
Até algo me partir.

Agarro a momentos felizes
Que parecem não ter existido
Momentos fugazes
Que tenho dúvidas ter merecido.

Olho em frente
E vejo um vazio de alma
Que de certo modo
Me acalma
E me puxa para si.

No vazio à minha frente
Corre a liberdade, indiferente
Com a certeza da mudança
Com a morte da esperança
De ter uma diva melhor.

À beira do abismo
Dou mais um passo adiante
E da vida que fui amante
Me despeço sem hesitar.

Coração despedaçado

Onde está meu coração
Que não o sinto a bater no peito
Desde a desilusão
Que o deixaste desfeito.

Acreditei em ti
E no que dizias sentir
Até que descobri
Que me estavas a mentir.

A tua vida um mistério
Que não sonhava existir
Já tinhas outra vida
Com a qual estava a competir.

Uma família formada
Com filhos incluídos
A todos os que me avisavam
Devia ter dado ouvidos.

Mas o medo de estar sozinha
Foi mais forte que a razão
E apesar de ir vendo as coisas
Não conseguia tomar a decisão.

A decisão de te deixar
E fazer sofrer novamente
Este coração que só sangra,
Que leva pancada, que está doente.

Minha cabeça não tem controlo
Sobre um coração despedaçado
Que tenta a ferro e fogo
Ser novamente amado.

E com tanta procura
Sem estar recuperado
Entrego-o sem pensar
Para ser novamente magoado.

É um destino que me segue
Do qual não consigo fugir
Até encontrar alguém que o leve
E que não o deixe partir.

Alguém que me ame
E não queira apenas brincar
Que queira uma vidas a dois
Dure o tempo que durar.

10 de setembro de 2013

Ferido de morte

Refugio-me no meu mundo
Rodeada de solidão
Para resolver uma vez mais
A dor de uma desilusão.

Como pude acreditar
Em tudo o que dizias
Quando da tua boca
Apenas saíram mentiras.

Feriste-me de morte
Meu orgulho foi ferido
Atirei meu coração à sorte
Numa batalha
Que não podia ter perdido.

O sentido da vida
Deixou de existir
A partir do momento
Que te vi partir.

Neste enigma do amor
Saio sempre a perder
E sempre que me entrego
Acabo uma vez mais a sofrer.

Até ter o coração curado
Serei gelo, duro de quebrar
Fechando-me em qualquer lado
Para que nunca mais volte a amar.

(Desafio lançado por uma amiga)