18 de fevereiro de 2014

Tenho-te finalmente!

Sem pressão,
Oiço alguém dizer
Mas é impossível conter
O desejo do meu coração
Em te poder ter.

Tento não pensar
Mas já não consigo
E basta os olhos fechar
Para sonhar estar contigo
E perder-me no teu olhar.

Forço-me por esquecer
Mas a tua imagem não desaparece
O seu sorriso me aquece
E faz-me estremecer
Por finalmente te ter.

É um desejo cumprido
Um sonho finalmente vivido
Por te poder agora abraçar
E te poder amar
Como nunca tinha acontecido.

Se soubesses todo o tempo
Que esperei por ti
Percebias o sentimento
Que o brilho dos meus olhos
Têm ao te olhar por fim.

15 de fevereiro de 2014

Porque te amo!

Tento-me explicar
Não me faço perceber
E o medo de errar
Põe meu corpo a tremer.

Quero-te ao meu lado
Mas não sei como te dizer
Pois sinto que se não sentires o mesmo
Te posso para sempre perder.

És a minha luz,
Minha fonte de energia
A tua maneira de ser me seduz
E alegra o meu dia.

És o meu bater de coração
Que me mantém a viver
És a minha inspiração
Para poder continuar a escrever.

És tudo o que preciso
Alimento-me deste sentimento
E se existe o paraíso
É quando estou contigo, esse momento.

Por ti já chorei
Já sorri vezes demais para contar
Por tudo isto te amei
E pela mesma razão, continuarei a te amar.

13 de fevereiro de 2014

Negro interior...

Dor
Enegrece o meu coração
Desprovido de paixão.

Aos poucos
Sucumbindo ao ódio
Desprezo o que outrora amei
E entrego-me ao desdém
Por tudo em meu redor.

Renasço
Numa mente sombria
Escondida na escuridão
Alimentando-se da solidão.

Sem amor
Vou destruindo pelo caminho
Tudo o que há de bom
Tornando o negro, o tom
Predominante.

Nessa nova realidade
Vejo no que me transformei
E sem onde me esconder
Enfrento o demónio que criei
Até um dos dois morrer.

3 de fevereiro de 2014

Vagabundo

Atirado para a rua
Como um vagabundo qualquer
Perdi o meu trabalho,
O meu rumo,
A minha mulher...

Minha família não me fala
Quando me vê, olha-me de lado
Estou sem forças para reagir
Estou visivelmente cansado.

Já não sei o que é comer
Uma refeição normal
E passo as noites a dormir
Num banco, sobre o jornal.

O frio é meu amigo
Aconchegando-me ao anoitecer
Fazendo-me pensar por vezes
Se o melhor não será morrer.

Fui perdendo tudo
Sem ter forças para a reacção
Fiquei chato, desequilibrado
Violento, rezingão.

Vi a vida abandonar-me
Sem ter forças para lutar
Fui arrastando-me para algum lado
Onde pudesse apenas ficar.

Estou teso, sem dinheiro,
Sem família para amar.
Sou vagabundo a tempo inteiro
E a rua é agora o meu lar.

1 de fevereiro de 2014

Incondicionalmente!

Incondicionalmente
Entrego-me ao teu amor
Sem nenhum receio
Do que poderá vir.

Entrego-me nos teus braços
Certo que serei feliz
Partilhar uma vida contigo
Foi o que sempre quis.

Abre o teu coração
E deixa-me entrar
Pois é nessa divisão
O meu verdadeiro lugar.

Desliga a razão
Entrega-te ao sentimento
Abraça-te no meu abraço
E aproveita o momento.

Durará para sempre?
Não saberei certamente
Mas prometo amar-te
Incondicionalmente.

21 de janeiro de 2014

Noite em transe!

Noite escura,
Noite calma
Cometo uma loucura
Que no fundo me acalma...

Sinto-me liberto
Sinto-me distante
Cada sentido desperto
De uma forma errante.

Sinto-me poderoso
De olhos enraivecidos
Um ódio ansioso
Para encontrar velhos inimigos.

De uma forma invulgar
Sinto-me invencível
E sinto-me a definhar
Como um ser desprezível.

Estou a ser engolido
Por uma força qualquer
Deixando algures esquecido
O sentido de viver.

Só penso em destruir
O que outrora foi criado
E no fim sucumbir
Quando o trabalho estiver terminado.

10 de janeiro de 2014

Ao teu lado!

Um sorriso
Um olhar
Aquele momento
Tão fácil de recordar.

Uma expressão
Uma lembrança
E uma vida cheia
De esperança.

Um beijo
A tua atenção
Que fazem derreter
O meu coração.

Um desejo,
Um abraço
E uma felicidade
Sempre que por ti eu passo.

É tudo o que tenho,
Tudo o que adquiri
Desde que estás comigo,
Ao meu lado, aqui.

É o que quero manter
Até quando for capaz
Sem nunca me esquecer
Do bem que te ter me faz.

Esteja eu sempre presente
Ou por vezes mais afastado
Estarás viva na minha mente
Como se tivesses ao meu lado.

8 de janeiro de 2014

Fuga possível

Silêncio profundo
Neste momento de pesar
Perdi-me neste mundo
Ao qual não sei voltar.

Parti sem avisar
Com remorsos do passado
Sem caminho para regressar
Ao cantinho do teu lado.

Vejo-vos chorando
Por ter partido tão cedo
Mas uma voz foi-me chamando
Nestes dias de desassossego.

Deixei-me levar
Pelo que a voz me dizia
E acreditei nas suas palavras
Deixando a mente vazia.

Vazio ficou também o meu coração
Sem lembranças ou sentimentos
E chorando sem parar
Assim foram meus últimos momentos.

Desculpa por partir
E ter-vos deixado sem mim
Mas era altura de "fugir"
E a minha fuga foi assim...

6 de janeiro de 2014

Pantera Negra

És Rei...
Neste ou noutro local
És uma força natural
Que vimos agora desaparecer.

Nunca irás morrer
E serás recordado
Pelas glórias do passado.

Teus feitos
Nunca serão esquecidos
E por todos reconhecidos
És cada minuto lembrado
Cada minuto chorado
Para que sejas eterno.

Partiste
Mas a tua marca ficará
E para sempre marcará
Uma história,
Uma nação,
Os momentos de glória
Que perdurarão.

Adeus Pantera Negra
Partilhamos todos esta dor
Serás para sempre lembrado
Como o Rei,
Como um Senhor...

12 de dezembro de 2013

Sonhar outra vida

Fecho os olhos
Esforço-me por acreditar
Que estou a sonhar.

Abro os olhos
Vejo novamente
O mundo diferente
Do que queria ver.

Fecho-os
Com toda a força que tenho
É apenas falta de empenho
Para que tudo volte a mudar
E conseguir alcançar
O que quero.

Já não os quero abrir.
Será que algo mudou?
Será que agora acordei
E finalmente viverei
A vida que escolhi?

Estou preso a um pesadelo
Que é a dura realidade
Pois não quis encarar a verdade
Do que me está a acontecer.

E em vez de lutar
Para mudar a situação
Achei que sonhar
Seria a melhor solução.

4 de dezembro de 2013

Bate forte!

Bate forte
Sem deixar marcas
Pelo menos que se possa ver
Mas são longas
São profundas
E demoram a esquecer.

Bate forte
Loucamente
Deixam marca no coração
Cada pancada
Sem te dares conta
É uma lembrança
Uma recordação.

Bate forte
A ritmos diferentes
E tu teimas a acompanhar
Sem saberes, concretamente
Com que intensidade
Te vai marcar...

Deixas-te levar
Por cada batida,
Interiorizando cada pancada
No teu interior
A musica que te marca
Sem te causar dor.

2 de dezembro de 2013

Desmoronou...

Aos poucos
Fui criando um sonho
Construindo sem pensar
Que é preciso criar os alicerces
Para poder segurar
Tamanhos voos...

Fui crescendo
Acrescentando novos desafios
Novas metas a atingir
Sem nunca perceber
Que estava a ultrapassar
O máximo que podia suportar.

E sem esperar
Sem estar preparado
O mundo foi desmoronando
Quebrando os sonhos
Que tinham sido construídos
Sem deixar uma via
De serem atingidos.

Sem esperar
Meu mundo ficou negro
Vazio, sem razão
E terminou a ilusão
De um dia conseguir
Os sonhos alcançar.

1 de dezembro de 2013

Conhecer-me totalmente!

Numa folha em branco
Escrevo meus sentimentos
Minhas dúvidas
Meus medos
Os meus maiores segredos
E os melhores momentos.

No fim,
Vazio de tudo
O que faz ser quem sou
Olho-me e não reconheço
A pessoa por quem tenho apreço
E que o passado o moldou.

Volvo à folha em branco
E deixou de existir
Passando a possuir
Toda a informação
Que guardava no coração
Algumas até que pensava não sentir.

E estudei-me...
Dei-me ao luxo de aprender
Caminhando passo a passo
Pelo meu passado
E relembrar cada bocado
Da vida que já vivi.

Aos poucos,
Fui guardando cada lembrança
Numa caixinha de esperança
Para que no fim deste processo
Possa voltar a ser quem sou
E saber para onde quero ir.

Assim e após arrumações
De sentimentos e indecisões
Fico a conhecer-me melhor
Limpo a mágoa e o rancor
E estou pronto para viver
Nos limites das minhas opções.

Sinto frio...

Viro-me para minha mãe
E digo-lhe baixinho
Que o frio é um amigo
Indesejado
Mas que está sempre ao meu lado
Nos dias que vão passando.

Vai melhorar
Diz-me a soluçar
Com os olhos a brilhar
Olhando-me com carinho
Dando um prato quentinho
Para me poder aquecer.

Como e desfruto da refeição
Mas reparo que sou só eu
O único que comeu.

Nos meus pais,
Abraçados um ao outro,
Nota-se o desconforto
Da situação que estamos
Do local onde nos encontramos
E dizem-me baixinho
Que não tarda estarei quentinho.

Fecho os olhos
Lembro do sorriso dos dois
E do beijo de amor
Que me transmite o calor
Que estava a precisar
Para conseguir dormir
Em mais uma noite aqui
Nesta rua sem fim
A que agora chamamos lar.

Enferrujado

Trabalho
Confusão
Sem paciência
Ou inspiração.

Tenho-me afastado
Sem nenhuma intenção
Da escrita constante
Do que me vai no coração.

Sinto-me paralisado
Já não sei espontaneamente
Estou enferrujado
Como no inicio, no antigamente.

As palavras saem a custo
As ideias sempre a mudar
Uma incerteza constante
Que este poema não vai resultar

Novamente entraves
A uma escrita sem pensar
E uma ideia irritante
Que tem que sempre rimar.

Voltei ao básico
Aos poemas sem emoção
Espero que seja de estar enferrujado
E da pouca inspiração.

14 de novembro de 2013

Despida de preconceito

Despida de preconceito
Ao teu lado me deito
E entrego-me ao desejo
De receber mais um beijo
Dessa tua boca.
Aquela que me deixa louca
E faz-me entregar
Tudo o que possas desejar.

Teu toque devora
O meu corpo ardente
Deixa-me louca, impotente
Para te resistir
E assim deixo-me ir
Entregando-me ao prazer
Que me dás a conhecer,
Agora.

Pensamentos,
Voam a cada segundo
Pela minha mente
Despertando sentimentos
Que meu corpo, raramente sente
E que são de outro mundo.

A transpirar
Deixas-me cansada
Não me restando nada
A não ser recuperar
A aceleração
Normal do meu coração.

13 de novembro de 2013

Sem rodeios

Sem rodeios
Digo o que penso
Sem pensar um momento
De como vai afectar
Quem me ouvir...

O que sinto
Sai disparado
Sem filtros, nem preocupações
Apenas um chover de emoções
Em palavras.

Não consigo controlar
Nem fechar a boca
Quando sinto a injustiça
Perante o meu olhar
E ninguém a actuar
Porque não é nada consigo.

E sigo
Criticando tudo e todos
Porque não conseguem sair
Da vida rotineira que vivem
Para poder ajudar
Quem está a precisar
Mesmo ali ao lado.

Calado...
Não fico.
Nunca vou ficar
Pois calar é morrer
Ainda tenho muito para viver
E ainda mais para falar!

7 de novembro de 2013

Minha determinação!

Bem cá dentro
Uma força invulgar
Abala as minhas convicções
Brinca com as minhas emoções
E faz-me duvidar...

Terei forças para aguentar
A mudança que procuro?
Será um tiro no escuro
O caminho que escolho percorrer.

Terei eu vontade de vencer
E sair a ganhar?
Bastará isso para desafiar
Tudo o que está a acontecer?

Esta força que sinto
Faz-me acreditar que sim
E que tudo fará sentido
Após o caminho percorrido
Ter chegado ao fim.

É a minha determinação
O querer,
O acreditar,
O ter vontade de mudar
Sem deitar a toalha ao chão
Até onde quero chegar...

6 de novembro de 2013

Deixa-me morrer!

Impotente
Com medo
Sofro em segredo
Abandonada no canto
Onde fui esquecida
Tantas vezes agredida
Por quem não é gente.

Sem querer desistir
Mas sem saber como lutar
Sinto-me a entregar
Meu corpo, minha mente
Que já nada sente.

Vazia
Sem nenhuma emoção
Recordo com frustração
Os momentos vividos
E que me foram retirados
Os entes queridos
À minha frente mutilados.

Mata-me!
Acaba com este sofrimento
Agora que morri por dentro.
E deixa-me sossegada
Nesta vida, que já não tenho nada
E na qual não quero continuar a viver.

Esgotado

Esgotado
Sem força para continuar
Sinto-me derrotado
Sem nada ou ninguém para me agarrar.

Olho em meu redor
Não vejo nada importante
O ódio tomou lugar do amor
Que passou a ser inexistente.

Vazio de vontade
De forças, de intenção
Já não sei qual a verdade
Que comanda cada decisão.

Não tenho destino definido
Nem o consigo definir
Parece já destruído
Antes de começar a existir.

Alguém me pode guiar
Preciso de um caminho
Definido para me ajudar
Algo que não consigo sozinho.

Um ponto de recomeço
Que me faça querer ficar
Pequenas palavras de apreço
Para me fazer acreditar.