11 de julho de 2014

Soneto

Oh vida! O que te fiz
Para merecer tanto tormento?
Para poder eu ser feliz
Tenho que esquecer este momento?

Que mal fiz eu, oh vida
Para viver de forma tão desgraçada
E sentir-me tão humilhada
Por ser apenas uma aventura vivida.

Vós, que me fizeste sentir amada
Agora deixaste-me nestes prantos
Sem caminho nem direcção.

Digo-te que também serás usada
E atirada para sombrios recantos
Sem amor, carinho e atenção!

7 de julho de 2014

Sofrer por amor!

Permitiste-me sonhar
Mesmo sem saber
Que o teu objectivo
Era ver-me sofrer...

Alimentaste esperanças
Encheste meu coração
Com momentos e lembranças
De um futuro em vão.

Brincaste comigo
E com o que por ti sentia
Apenas para dizeres
Que por ti tudo eu fazia.

Fui uma marioneta
Pelas tuas mãos, orientada
Foste um caminho, sem meta
Sem um futuro, sem nada...

Partilhei sonhos, vivências
Construí um futuro ao teu lado
Para descobrir aos poucos
Que fui sempre enganado...

Nada me resta agora
Nem um pouco de amor
Apenas um coração ferido
Ferido de morte, já sem dor.

Resta-me sobreviver
A esta nova provação
E esquecer este amor
Que apenas me trouxe desilusão.

2 de julho de 2014

Prendes-me ao passado!

Preso ao passado
Não consigo esconder
Que o coração magoado
Por ter estado ao teu lado
Nunca foi sarado
Após por ti sofrer...

Mas preso
Continuo a me sentir
Sem saber como fugir
A este amor
Que me causou dor
Mas mantém meu coração aceso.

Porque terá de ser assim,
Tudo tão complicado?

Se já não estás ao meu lado
Deixa de me controlar
Deixa-me voltar a amar
E sarar meu coração.
Deixa procurar uma nova paixão
Alguém que goste de mim...

Preso ao passado
Já não quero ficar
Quebrem-me as algemas
Rasguem-se os poemas
Que me fazem recordar
Os momentos passados
Os sonhos partilhados
Que não se conseguiram aproveitar.

1 de julho de 2014

Deixem-me partir!!!

Chorei a tua ausência
Mais do que podia suportar
E fui-me abaixo, contigo
Sem ter algo a me agarrar.

Afundei-me num abismo
Onde não me reconheci
Morri uma e outra vez
E em nenhuma renasci...

Sou um homem amargurado
Sem razão de viver
Tropeçando na vida
Que teima em fazer sofrer...

Sou um homem esquecido
Que se fez esquecer
Alguém que morreu
Ao ter sobrevivido
Aquele momento que te viu morrer.

Vejo-te à minha frente
Sem nunca a ti chegar
Doi-me o corpo, meio dormente
De tanto carregar...

Carregar o sofrimento
Que desde esse dia me inunda
Carregar este ódio
De mim próprio, que me afunda!

Só peço um fim
Para acabar com esta dor
Deixem-me partir deste mundo
E ir para o lado do meu amor.

23 de junho de 2014

A vossa inspiração!

Cresço enquanto pessoa
A cada dia que passa
Absorvendo cada experiência
Como parte da minha aprendizagem
Para me tornar alguém melhor...

Olho no espelho
E já não em consigo reconhecer
Pois o que tenho mudado
Tem-me transformado
Em algo que não sabia existir
Dentro de mim...

Nem sempre fui assim
Nem saberia que poderia vir a ser
Mas agradeço a todos vocês
E cada um em especial
Por me permitirem
Me conhecer!

Obrigado pelos sermões
Pela companhia nas noitadas.
Obrigado pelos serões
E histórias partilhadas.

Obrigado pelo carinho
Que sempre foi demonstrado.
Obrigado por não mostrarem o caminho
E este ter sido por mim trilhado.

Tenho mudado
E continuarei a mudar
Enquanto as vossas experiências
Continuarem a me inspirar.

28 de maio de 2014

Amar-te!

Amar-te
Não foi uma loucura
Nem tão pouco uma desilusão
Mas foi uma aventura
Que partiu meu coração.

Amar-te
Como te amei
Só podia acabar assim.
Depois de tudo o que te dei
Do que abdiquei
Não quiseste saber mais de mim.

Amar-te
Apenas fez antecipar
O meu mundo ruir
E nele não mais sentir
A capacidade de amar.

Amar-te
Não deveria ter acontecido
Era um amor proibido
Que não quis acreditar
E assim forçar
Algo que sabia não poder ser vivido.

11 de maio de 2014

Quais as palavras certas?!?

Palavras...
O que fazer com elas
Quando não se consegue exprimir
O que se está a sentir
Apenas por te olhar.

Palavras...
Não transmitem sentimentos
Que vivo nos momentos
Vividos a tua lado.

Como te poderei dizer
O que significas para mim
Se tudo o que falar
Irá decerto pecar
Pelo valor que tens no fim.

Como te poderei dizer
Que te quero na minha vida
Até quando o amor durar
Sem por mais voltas que dê
Não sei que palavras usar.

9 de maio de 2014

Caminhar sem vendas!

Caminhamos vendados
Sem conhecer a direcção
Que molda nosso caminho
Após cada decisão.

Caminhamos conformados
Sem vontade de mudar
Cada um por si, sozinho
Sem saber o que esperar.

Caminhamos derrotados
Por opções que não tomamos
E desaparece a força
Com que sempre lutamos...

E vamos caminhando
Para onde nos querem levar
Sem confiança,
Sem vontade,
Para voltarmos a lutar.

Soltemo-nos das vendas
Que nos prendem os pensamentos
E lutemos pelo país
Desde agora, em todos os momentos.

Lutar por uma mudança
Que nos faça recuperar
O caminho, a direcção
Que queríamos alcançar.

Fazei perceber
Que a força de Portugal
Não está nos políticos
Mas no povo em geral...

2 de maio de 2014

Um sorriso!

Um sorriso
Difícil de alcançar
É o maior tesouro
Que me poderias dar.

Ver a felicidade
A espalhar-se pela tua cara
É, infelizmente
Uma experiência rara...

Transportas a tristeza
Enraizada no teu ser
E deixas o pessimismo
Apoderar-se do teu viver...

Solta essa dor
Liberta-te dessa mascara
Que não te permite desfrutar
O que a vida tem de melhor.

Mostra teu sorriso ao mundo
Toma as rédeas da tua disposição
Abre-te para a alegria da vida
E deixa-a preencher teu coração.

Deixa cair as dúvidas
Começa a pensar positivo
Sorri a quem te sorri
Faz disso um novo objectivo.

Segue um rumo diferente
Percorre um caminho ousado
Com um sorriso presente
A quem estiver ao teu lado.

29 de abril de 2014

Renascido do amor!

Inspiro
Como se fosse a primeira vez...

Sinto-me novo,
Vivo
Renascido
Das cinzas
Em que eu próprio me transformei.

Sorrio,
Estou vivo novamente
E desperto a mente
Para esse novo feito
Fazendo-me acreditar
Que é tempo de mudar
E derreter este frio...

Meu coração
Outrora de pedra
Quebrou a barreira de gelo
E bate agora pelo teu amor
Criando o calor
Que acende meu peito.

Expiro
E sinto-me viver
Sinto o sangue nas veias
A palpitar de excitação
Por ser dono novamente
Dos desejos do meu coração.

E sigo-o cegamente
Até onde me levar
Para que viva intensamente
Esta sensação de te amar.

22 de abril de 2014

Solta-te

Solta
Essa dor
Essa mágoa que te atraiçoa
Esse rancor que te magoa
E te faz vacilar.

Solta
Esse grito de vingança
Que te mata a esperança
De um dia recuperar
A vontade de amar...

Deixa o teu coração sarar
E solta as lágrimas
Escondidas no teu olhar.

Deixa a tua mente vaguear
E encontrar um porto seguro
Para que possas descansar.

E volta...
Mais segura de ti
Mais forte do que antes
E verás que no fim
Serás a única triunfante.

Solta-te de tudo
O que faz duvidar
E parte à conquista dos sonhos
E decerto irás conquistar.

8 de abril de 2014

Abandonada à sorte!

Abandonada,
À minha sorte
Fui deixada
À beira da morte...

Violentada
Meu corpo ressente
Da brutalidade
Com que fui tratada
Refugiando-me na mente...

Imagino
Que tudo foi um mau sonhar
Que a qualquer hora abro os olhos
E vejo-me a sorrir
Com o futuro que há-de vir
Com quem o quero partilhar...

Mas sinto dor!
E recolho-me repetidamente
Encolho-me involuntariamente
Para que tudo possa passar
Para que possa voltar
A ser inteira novamente.

Estou sozinha, abandonada
De rastos após violentada
E só quero morrer
Para esta vergonha desaparecer
E o meu corpo deixar de doer...

27 de março de 2014

Força de vontade...

De madrugada
A lua no alto
Saio para a rua
E ponho-me a correr...

A loucura
Por ser tão cedo
Junta-se ao frio
Que se faz sentir...

E começo
Sem nunca olhar para trás
Deixando as minhas pegadas
Mostrar-me do que sou capaz.

Afasto os pensamentos
Que bloqueiam a minha vontade
E entrego-me de verdade
À estrada que tenho pela frente.

E vou correndo
Aquecendo-me por dentro
Soltando os pensamentos
Esquecendo-me dos momentos
Em que duvidava conseguir
Levantar e ir.

Vou seguindo
No silêncio da rua
Sem ninguém com quem falar
Sem ninguém para ver
Apenas eu para me inspirar
A continuar a correr.

24 de março de 2014

Dá-me um abraço

Dá-me um abraço
Chega-te perto
E nesse aperto
Deixa-me sonhar.

Dá-me um abraço
Sem me apertar
Apenas o suficiente
Para saber que vais ficar.

Dá-me um abraço
E deixa o silêncio falar
Ouvindo apenas o coração
De ambos a acelerar.

Dá-me um abraço,
Um beijo, um sorriso
E leva-me ao paraíso
Por te poder amar.

21 de março de 2014

Quebrar com o passado...

Fecho os olhos
Desperto desta prisão
Onde sem controlo
Ficou preso meu coração.

Fecho os olhos
E esqueço-me desse amor
Louco e extasiante
Que só me fez sofrer.

Fecho os olhos
E entrego-me à dor
Para que mais facilmente
Possa recuperar!

Então mudo...
Termina o "luto"
Que a mim me impus
Até meu coração
Poder cicatrizar.

Abro os olhos
E vejo uma nova vida
Onde possa recomeçar
E com o tempo reencontrar
Um novo amor.

Abro os olhos
E esqueço o passado
Deixando-o bem guardado
Para que possa recordar
Os erros que fiz
E que me permitiu crescer.

18 de março de 2014

Foste-me tirada...

Imagino
Tudo o que desejo
E num doce beijo
Vejo tudo a acontecer.

Fecho os olhos
E torno tudo permanente
E sem o teu beijo ausente
Volta tudo a acontecer.

Suspiro
Ao recordar-me do teu olhar
Que tinha o dom de me contagiar
Com a alegria do momento.

Mas tudo desapareceu...
Sem que pudesse controlar
Esse amor que era meu
Vieram-no roubar.

Levaram-te de mim
Para longe do meu coração
E o fogo desta paixão
Extinguiu-se por fim.

Não quero abrir os olhos
E ver a realidade
Que foste levada de mim
Ao final daquela tarde...

15 de março de 2014

Correr...

Liberta-te...
Sai para a rua
E deixa-te levar
Por cada quilometro percorrido
Haverá outro para alcançar.

Junta o ritmo
Do bater do coração
Ao som das passadas
Que vais dando no alcatrão.

Obriga-te a conhecer
O teu limite
O teus medo
Os desejos em segredo
De sempre superar
O que antes conquistaste
Para que possas provar
Que o impossível pode-se alcançar.

Abre o teu horizonte
Descobre novos caminhos
Possíveis de conhecer
Disponíveis para se percorrer
A sós ou acompanhado.

Liberta-te
E aperta as sapatilhas
É hora de correr!

5 de março de 2014

Coração Desfeito

Já não sinto o meu bater
Já não sinto nada em mim
Não sei o que é viver
Desde que colocaste um fim.

Abriste-me uma ferida
Difícil de sarar
E por muitos remendos feitos
Nunca parará de sangrar.

Deixei de conseguir sentir
Perdi a capacidade de amar
Quero fechar-me eternamente
Até esta dor passar.

Estou a perder a força
Com que batia no teu peito
Pois todas as pancadas que sofri
Transformaram-me num coração desfeito.

Já não guardo sentimentos
Por não me querer magoar
Nem tão pouco os momentos
Para não ter que recordar.

Sou um coração de pedra
Frio, sem emoção
Um coração morto
Após uma grande paixão.

Continuarei a bater
Mas não como antigamente
Fechei portas até teu corpo morrer
Sem amar ninguem novamente.

21 de fevereiro de 2014

Inspira, Expira!

Inspira,
Expira
Tenho que me lembrar
A ver se desta forma
Me consigo acalmar.

Meu coração acelera
Respiração fica ofegante
E perco o meu controlo
Nesse breve instante.

Inspira,
Expira
E controla a tua mente
Para que sigas a razão
E não o instinto novamente.

Controla a tua raiva,
A tua desilusão
E transforma em novas forças
Para te mostrar a direcção.

O caminho a seguir
Nesses momentos de escuridão
Os objectivos a atingir
Em cada opção.

Inspira,
Expira
Para que possas respirar
Acalma,
Controla
Para que na vida que se desenrola
Possas ser tu a ganhar.

18 de fevereiro de 2014

Tenho-te finalmente!

Sem pressão,
Oiço alguém dizer
Mas é impossível conter
O desejo do meu coração
Em te poder ter.

Tento não pensar
Mas já não consigo
E basta os olhos fechar
Para sonhar estar contigo
E perder-me no teu olhar.

Forço-me por esquecer
Mas a tua imagem não desaparece
O seu sorriso me aquece
E faz-me estremecer
Por finalmente te ter.

É um desejo cumprido
Um sonho finalmente vivido
Por te poder agora abraçar
E te poder amar
Como nunca tinha acontecido.

Se soubesses todo o tempo
Que esperei por ti
Percebias o sentimento
Que o brilho dos meus olhos
Têm ao te olhar por fim.