3 de setembro de 2014

Ponto final!

Ponto final!
Assim fico decidido
Serei um amigo
Como outro qualquer.
Um que bem te quer
Sem te voltar a magoar
Que estará presente
Sempre que estiveres
A precisar.

Ponto final!
Para o que dizias sentir
Sem estar a mentir
Ou achar o que dizer.
É tempo de viver
Sem receio de falar
Sem receio de magoar
Quem não quero fazer
Nenhum mal.

Ponto final!
Para o que mais houver
O que se possa dizer
Para quem quiser
Ou que possa escrever.

Ponto final!
Para tudo
E para nada em especial

Ponto final!
Para este poema.
Acabou.
Ponto final!

1 de setembro de 2014

Desilusão!

Julguei te conhecer
Mas estava enganada
Sem nunca me perceber
Tinhas outra namorada...

Sem nunca desconfiar
Sorria pelo teu amor
Repartido, agora eu sei
Fingido, sem valor.

Pensava que eras o tal
O destinado para mim
Mas és um homem banal
Que me desiludiste por fim.

Alguém que me usou
Como um brinquedo qualquer
Em vez de me tratar
Como uma pessoa, uma mulher.

Sinto-me traída
Em vários os sentidos
E nunca te vou perdoar
Não é justo o que me fizeste
Não sei como pudeste
Algum dia me amar.

Quero acordar
Deste pesadelo infernal
E verificar que era um sonho
Que nunca te amei
Que eras um sonho, afinal.

29 de agosto de 2014

Rasga com o passado

Rasga o teu peito
Deixa o ar entrar
E permite ao teu coração desfeito
Uma forma de recuperar.

Rasga com o passado
E abraça o presente
Esquece quem está ausente
Segue o caminho não traçado.

Desafia as leis impostas
Segue o teu instinto
E deixa-te guiar
Pelo improvável...

Quebra as regras
Sê tu mesmo,
Diferente
E segue em frente
Sem olhar para trás...

Deixa o coração cicatrizar
Afogar as mágoas anteriores
E de novo despertar
Para novos romances,
Novos amores.

Sangro por ti!

Sangro por dentro
Com a tua ausência
Pois tu és a única razão
Para a minha existência.

Sinto-me a padecer
De uma doença sem cura
Um destino cruel
Que jamais alguém procura.

Onde estás tu?
Preciso de um beijo
Que acabe com esta dor
Com este sofrimento.

Acalma meu coração
E diz que não desististe.
Chama-me à razão
Mostra-me que não partiste!

Afogo-me em solidão
Neste sangue que escorre
Deste corpo que era teu
E que aos poucos morre.

Vou por fim a esta loucura
A esta vida sem razão
Deixo a corpo,
Fico com a alma
E a ti deixo
O meu coração!

Desajeitado!

Tento te falar
Mas não consigo
Sequer pensar
No que digo!

Consigo articular
Uma ou outra palavra
E começo a gaguejar
Sem conseguir continuar.

Fico envergonhado
Com a situação
E chego-me perto de ti
Tentando pegar-te a mão.

Sorris para mim
Com a minha atrapalhação
E dizes por fim
Que gostas da atenção.

A atenção que te dou
Mesmo que atrapalhado
Que gostas como sou
Um bom desajeitado!

27 de agosto de 2014

Chama Invisível

Queima por dento
Uma chama invisível
Pelo toque do corpo
Quase imperceptível.

Chegas mais perto
Sinto meu coração disparar
No meu peito, um aperto
Por não te poder tocar...

Dizes-me ao ouvido
O que sempre quis ouvir
E viras costas,
Desapareces
E pedes para não te seguir.

Fico estático
Sem reação
A pensar no que fazer
Vejo-te ao longe
Abre em chamas, meu coração
E corro para te seguir.

Mais um toque
Um novo desejo
Abraço-te para não fugires.
Trocamos um sorriso
Um longo beijo
E a promessa de não partires.

Mentir a mim mesmo!

Hoje acordei
A pensar no que sinto
E dei-me conta
Que a mim próprio minto.

Ando a ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo de agir
E sem querer arriscar
Arrisco-me a ver-te partir.

Mas sinto-me confuso
Nervoso, com a decisão
E assim, recuso
A seguir o coração.

Deixo-me à escuta
Para perceber o que quer
E enquanto a vontade não muda
Não muda o que estou a viver.

Adormeço
Ou tento adormecer
Mas o sentimento de mentira
Custa a desaparecer.

Acordo
Decidido
A viver a verdade
Mas chego tarde
Já partiu
Já não existe
A minha cara metade!

26 de agosto de 2014

Deixas-me nervoso!

Não sei o que te dizer
Fico gago ao teu lado
E se não consegues acreditar
Vou explicar-te, um bocado.

Tento-me aproximar
Dizer-te o que sinto
Mas começo a gaguejar
Tal, que parece que minto.

Tento novamente
Sem nenhuma inspiração
E fico envergonhado
Quando te toco na mão.

Deixo para outro momento
Quando a coragem chegar
Um em que o sentimento
Que sinto, não esteja a atrapalhar.

Tremo ao te ver
Quando chego ao pé de ti
Fico com um sorriso sem jeito
Quando falas para mim...

Esqueço tudo,
Digo o que sinto
Sem te deixar interromper.

Aproximas-te,
Calas-me com um beijo.
A melhor resposta que podia ter.

20 de agosto de 2014

Entrego-me ao amor

Entrego-me ao amor
O sincero
Sem preconceitos
Sem apontar os defeitos
Que parecem não existir
Quando se ama de verdade
Quando nos entregamos à realidade
Que ter alguém
Que nos dá o devido valor.

Entrego-me a esse sentimento
A todo e qualquer momento
Sem nunca me esconder
Ou arriscar a perder
Um segundo que seja
De ter ter ao meu lado
Pois um dia, acordado
Posso ver que te perdi
E que sonhei que estiveste aqui
Sem nunca teres estado.

E vivo
Como nunca antes vivi
Por saber que sou amado
E que soube o que é amar
Por transformar um coração magoado
Num que quer aproveitar
Tudo o que se pode viver,
Sentir, conhecer
Até que um dia seja terminado.

18 de agosto de 2014

Deixa-me entender!

Um segundo,
Para perceber
Que chegou o momento
De te perder...

Apenas mais um pouco
Para acalmar meu coração
Para perder o sentido
Da tua decisão.

Tento te entender
Mas não consigo justificar
Qual a razão
Para o que estás a abdicar...

Tento manter-me racional
Não chorar à tua frente
E olho-te nos olhos
Pareces indiferente...

Indiferente à dor
Que me estás a infligir
Indiferente ao amor
Que me fizeste sentir
Por ti.

Parte,
Se é o que desejas
E deixa-me sofrer
Pois amo-te
Odeio-te
Já não te quero ver...

Desaparece
E não olhes para trás
Leva meu coração contigo
Que magoado como está
Não o quero mais.

Dá-me mais um segundo
Para morrer
E renascer
Esquecer tudo o que sentia
E voltar a viver
Como antes fazia.

14 de agosto de 2014

Uma pausa, um momento

Uma pausa
No pensamento
Um silêncio
Que procuro
Para me encontrar

Um momento
Um segundo
Para sentir algo profundo
Que já não consigo sentir
Para atingir um objectivo
Que teima em fugir

Uma pausa
Na rotina
Que se avizinha
Sem que nada saia do lugar
Sem fazer algo diferente
Arriscar
E viver intensamente
Pelo menos um dia

Um momento
É tudo o que procuro
Para voltar a ser eu
Para sentir que nada morreu
No que sinto pelo que rodeia
Pela vida
Pela ideia
De continuar aqui por um motivo

8 de agosto de 2014

Pobre de ti!

Pobreza,
De espírito e de mente
Fazem seres indiferente
Ao que se passa ao teu redor.

Ao mundo,
Não perdes um segundo
A sentir o que te rodeia, 
À tristeza que te é alheia
E que não tomas como tua, 
Mesmo que pudesses solucionar
Parte da existência crua
De quem te costuma rondar.

Ignoras o óbvio
Que se expõe à tua frente
E segues pelo teu caminho
Por uma estrada independente.

Alimentas o ódio
de todos os que recusaste a mão
Alimentando o buraco
Onde cresce a solidão. 

6 de agosto de 2014

Bifurcação!

Sigo o meu coração
Já não consigo pensar
Perdi a razão
Ou deixei de a usar...

Entrego-me ao momento
Sem nenhum receio
E arrisco um sentimento
A que me entrego por inteiro...

Sinto-me melhor
Ligeiramente diferente
Sinto a nascer um amor
De uma nova nascente.

Sinto uma libertação
Que não sabia existir
Uma fonte de inspiração
Que me faz prosseguir.

Qual o caminho
Nesta bifurcação
Encaminharei meu destino
Entregarei meu coração?

Não consigo responder
Que caminho seguir
Escolha o que escolher
Metade de mim vai sucumbir.

4 de agosto de 2014

Saída difícil!

Num abismo
Espreito...
E com um sonho desfeito
Dou passos largos,
Sem saber o destino
Que a descida me dará.
Ou para onde me levará.

Abro os olhos
A receio
E vejo o vale inteiro
A abrir-se à minha frente
Desafiando a minha mente
A dar mais um passo
Que me leve, em câmara lenta
Numa descida infinita
Para um abraço final.

Recuo...
Dou um salto para trás
Como se um momento de lucidez
Me fizesse pensar melhor
No caminho a seguir...

Já não quero cair
Sentir-me vivo por um momento
Escolhendo o sofrimento
De tudo isto acabar,
Apenas por fugir
Em vez de enfrentar
Tudo o que estou a sentir...

Volto as costas
À saída mais directa
A mais fácil de suportar
E ganho nova coragem
Para conseguir lutar
Esquecer quem me fez sofrer
E dedicar-me, em paz, a viver!

1 de agosto de 2014

Rasga teu peito

Rasga teu peito
E devolve-me o coração
Mesmo que desfeito
Após esta humilhação.

Deixa-me sozinho
A sonhar com a vida que escolhi
Faz-te à tua vida
Pois para ti, morri...

Rasga a saudade
Que dizias te corromper
E diz-me agora a verdade
Que nunca ousaste dizer.

Deixa-me te perguntar
Qual é a sensação
De ter e partir
Um simples coração?

Deixa-me em sofrimento
Mas deixa-me viver
Apenas preciso de um momento
Para recuperar e esquecer...

Deixa-me quieto
A limpar a ferida
Vestir-me de preto
Para o luto da minha vida...

31 de julho de 2014

Saber explicar!

Gostaria de explicar
O que estou a sentir
Mas é algo profundo
Que não consigo transmitir.

Palavras parecem pouco
Para o que sinto em mim
Vou desistir de o escrever
De o dizer, por fim...

É algo que me queima
Por dentro, no meu peito
Uma luz, uma chama
Que sem ela, fico desfeito.

É algo que me liga
Ao mundo, que agora é teu
Um abraço, um beijo
Que alguém num dia, meu deu...

É uma forma de energia
Que me deixou viciado
É a grande alegria
Que me tem guiado.

É um tudo
E um nada
Que não consigo transmitir
A minha alma espelhada
Que não sabia existir.

É a minha razão de ser,
Dos meus projectos,
E aventuras,
É a razão do meu viver
Sem ter medo
De cometer loucuras.

21 de julho de 2014

Confiar no quê?

Confia...
Disseste-me em segredo
Para que eu perdesse o medo
E me entregasse por inteiro
A um amor derradeiro
Que me estavas a oferecer.

Sentia...
Que seria o caminho certo
Que esse amor era o correcto
Para abraçar
Por ele lutar
Mas algo continuava a me prender.

Fugia...
De todas as decisões
Somando as opções
Para ter o impossível
Sendo imprevisível
O que iria acontecer.

E cedia...
Como quem cede ao vento
Por já ter passado o momento
De me entregar ao teu amor
Sem causar nenhuma dor
A quem me estiver a perder.

Sem expectativa

Já não consigo dormir
Custa-me respirar
Devido à expectativa
De te voltar a tocar.

Sentir-me no teu abraço
O cheiro do teu perfume
Sentir a tua voz
Numa espécie de queixume.

Por não me teres mais
Quando a saudade vem
Por não se dar um jeito
De estarmos sem mais ninguém

Cada dia um sofrimento
Por te ter, sem seres meu
Cada dia, o sentimento
De medo, porque um dos dois perdeu.

Cada dia um sufoco
Ao te ver ir embora
Sabendo que soube a pouco
Cada minuto, cada hora.

O desejo me consome
De apenas te ver
Já não desliga, já não dorme
Já me sufoca e faz doer.

E nem os teus beijos
Com sabor a mel e paixão
Fazem acalmar meus receios
De nova ferida no coração.


18 de julho de 2014

Obsessão por ti!

Pediste-me para te amar
Como se fosse a ultima vontade
Mas não disseste que me ia apegar
Com tamanha vulnerabilidade...

Passaste a ser meu mundo
Minha fonte de oxigénio
Sem ti, caio num negro profundo
Num abismo, num inferno.

Passaste a ser o meu dia
Com quem quero partilhar
A minha fonte de alegria
Que me faz acreditar.

Passaste a ser minha alma
Minha razão de viver
Ao teu lado sinto-me calma
Enquanto te puder ter...

Passaste a ser minha obsessão
Meu apoio em cada momento
És quem controla meu coração
Minha dor e sofrimento.

Estou agarrada ao teu ser
E por isso agora de peço
Não me faças sofrer
Pois se o fizeres, eu desapareço.

11 de julho de 2014

Soneto

Oh vida! O que te fiz
Para merecer tanto tormento?
Para poder eu ser feliz
Tenho que esquecer este momento?

Que mal fiz eu, oh vida
Para viver de forma tão desgraçada
E sentir-me tão humilhada
Por ser apenas uma aventura vivida.

Vós, que me fizeste sentir amada
Agora deixaste-me nestes prantos
Sem caminho nem direcção.

Digo-te que também serás usada
E atirada para sombrios recantos
Sem amor, carinho e atenção!