Abraça com força
E recorda...
Grava na tua mente
A força desse abraço
Que num acaso
Aconteceu...
E lembra-te
Que um dia pode partir
E nunca mais acontecer
O aconchego desses braços
Para te receber.
Aproveita
O sorriso, o carinho
E num tempo vizinho
Esforça-te para não o perderes.
Agarra com empenho
Todo e qualquer momento
Que possas desfrutar
Da companhia
Do apoio
Que esse alguém
Tem para te dar.
Um dia,
Sem que apercebas disso
Vais olhar para trás
E perceber que desapareceu
Que esse sorriso morreu
Os braços desapareceram
E os abraços reconfortantes
Não têm a força que tiveram
Para te fazer sentir seguro
Para te sentires em paz
Para te dar a força necessária
Para seres quem tu és capaz.
5 de outubro de 2014
2 de outubro de 2014
Hiberna e renasce!
Fecha-te numa concha
E esquece o mundo
Concentra-te e emerge
Num nono profundo...
Deixa-te levar
Pela incerteza e a dor
Esquece o que te rodeia
A amizade e o amor.
Entrega-te à solidão
Faz dela tua amiga
E entrega-lhe o coração
Até cicatrizar a ferida...
Renasce!
Rompe com o passado
E deixa para trás
O que tem destroçado.
Imerge dessa latência
Onde tens vivido
E dá ouvido
À tua consciência.
Recomeça de novo
Com tudo para aprender
Mas não esqueças o passado
E o que ele teve para te oferecer.
Guarda os ensinamentos
Que te fizeram crescer
E cria novos momentos
Que te permitam viver.
Viver uma nova vida
Onde possas amar
E ser novamente amado
Sem ter nada que sacrificar.
E esquece o mundo
Concentra-te e emerge
Num nono profundo...
Deixa-te levar
Pela incerteza e a dor
Esquece o que te rodeia
A amizade e o amor.
Entrega-te à solidão
Faz dela tua amiga
E entrega-lhe o coração
Até cicatrizar a ferida...
Renasce!
Rompe com o passado
E deixa para trás
O que tem destroçado.
Imerge dessa latência
Onde tens vivido
E dá ouvido
À tua consciência.
Recomeça de novo
Com tudo para aprender
Mas não esqueças o passado
E o que ele teve para te oferecer.
Guarda os ensinamentos
Que te fizeram crescer
E cria novos momentos
Que te permitam viver.
Viver uma nova vida
Onde possas amar
E ser novamente amado
Sem ter nada que sacrificar.
1 de outubro de 2014
Solta tudo...
Solta tudo o que tens ai dentro
E deixa-te levar
Não importa o sentimento
O local ou o momento
Apenas relaxar.
Esvazia a tua mente
E mete tudo em pratos limpos
Seja a escrever ou a falar
Alguém vai te ouvir
E conseguir te aconselhar
Para onde deverás seguir.
Liberta-te dos medos
Dos receios, dos segredos
E limpa o pessimismo
Que tomou conta de ti
Levando-te para o abismo.
Limpa,
Clarifica os pensamentos
E entrega-te de coração
Sem pensar em mais nada
E dá, a essa alma apaixonada
Uma razão de viver
Uma razão de ser amada.
E deixa-te levar
Não importa o sentimento
O local ou o momento
Apenas relaxar.
Esvazia a tua mente
E mete tudo em pratos limpos
Seja a escrever ou a falar
Alguém vai te ouvir
E conseguir te aconselhar
Para onde deverás seguir.
Liberta-te dos medos
Dos receios, dos segredos
E limpa o pessimismo
Que tomou conta de ti
Levando-te para o abismo.
Limpa,
Clarifica os pensamentos
E entrega-te de coração
Sem pensar em mais nada
E dá, a essa alma apaixonada
Uma razão de viver
Uma razão de ser amada.
29 de setembro de 2014
Reencontro!
Olhei-te nos olhos
Que tudo pareciam dizer
E vi lá no fundo
Que estavas a sofrer.
Por não me teres contigo
Por estar ao pé de ti
Por apenas teu amigo
Não chegar para mim
Pediste um abraço
Respondi com um beijo
Mais forte do que eu
Cedendo ao desejo.
E vi-te sorrir
E chorar de seguida
Por fazer-te sentir
A dor que estava esquecida.
A dor de me amares
E de eu te amar também
Mas no fim não me teres
E seres de mim refém.
Desculpa ter aparecido
E voltado a te amar
Devia ter ficado escondido
Até a dor passar.
Mas não fui capaz
E continuo a te querer
Mesmo sabendo que tudo
Nos fará novamente sofrer...
24 de setembro de 2014
Sentimentos contrários
Sentimentos contrários
Habitam no meu coração
Fazendo-me perder a cabeça
E com ela a razão...
Faz-me sonhar
Com a total felicidade
Para momentos seguintes
A tristeza, ser a verdade...
Meu espirito vagueia
Sem encontrar o caminho certo
Sem seguir um unico rumo
Sem fazer o correcto.
E com isso,
Sofro sem ansiedade
Por não viver o presente
Sempre a pensar no futuro
Futuro esse, ausente.
Que caminho seguir?
Que decisão tomar?
São várias hipoteses
Que me fazem duvidar
Se alguma que eu escolha
Seja a correcta
Ou apenas mais uma porta aberta
Para eu me enganar.
Dá-me uma orientação
Ou deixa-me de vez
Para que triste ou feliz
Possa ser eu novamente.
11 de setembro de 2014
Sem te ver...
Fecho os olhos
Suspiro!
E recordo o teu cheiro
Que tende a desaparecer
Com a ausência ao meu lado.
Fecho os olhos
E sinto-te ao meu lado
Sonho, acordado
Como se não tivesses partido
Como se a vida não te tivesse fugido
Por entre os dedos
Naquele dia.
Fecho os olhos
E vejo o teu sorriso
Minha fonte de força
Que agora perdi
Mas que nunca esqueci.
Fecho os olhos
E quero mante-los assim
Para te ter perto de mim.
Fecho os olhos
E que fiquem assim fechados
Por mais um momento
Para todo o tempo
Para todo o tempo
Para me juntar a teu lado.
4 de setembro de 2014
Das cinzas faço-me gente...
Das cinzas
Onde me fui encontrar
Encontro o que necessito
Para me levantar.
Junto o básico
Que trazia do passado
Mais amigos e família
Que sei que tenho ao meu lado.
Aos poucos,
Vou-me aos poucos descobrindo.
Crescendo,
Arriscando
E ao mundo, me abrindo.
Volto a confiar,
A entregar-me por inteiro
Volto a amar
E a desafiar-me sem receio.
Aprendo a ser Eu
Como um Eu que nunca quis ser.
E aprendo a errar, aprendendo
Finalmente o que é viver.
Onde me fui encontrar
Encontro o que necessito
Para me levantar.
Junto o básico
Que trazia do passado
Mais amigos e família
Que sei que tenho ao meu lado.
Aos poucos,
Vou-me aos poucos descobrindo.
Crescendo,
Arriscando
E ao mundo, me abrindo.
Volto a confiar,
A entregar-me por inteiro
Volto a amar
E a desafiar-me sem receio.
Aprendo a ser Eu
Como um Eu que nunca quis ser.
E aprendo a errar, aprendendo
Finalmente o que é viver.
3 de setembro de 2014
Ponto final!
Ponto final!
Assim fico decidido
Serei um amigo
Como outro qualquer.
Um que bem te quer
Sem te voltar a magoar
Que estará presente
Sempre que estiveres
A precisar.
Ponto final!
Para o que dizias sentir
Sem estar a mentir
Ou achar o que dizer.
É tempo de viver
Sem receio de falar
Sem receio de magoar
Quem não quero fazer
Nenhum mal.
Ponto final!
Para o que mais houver
O que se possa dizer
Para quem quiser
Ou que possa escrever.
Ponto final!
Para tudo
E para nada em especial
Ponto final!
Para este poema.
Acabou.
Ponto final!
Assim fico decidido
Serei um amigo
Como outro qualquer.
Um que bem te quer
Sem te voltar a magoar
Que estará presente
Sempre que estiveres
A precisar.
Ponto final!
Para o que dizias sentir
Sem estar a mentir
Ou achar o que dizer.
É tempo de viver
Sem receio de falar
Sem receio de magoar
Quem não quero fazer
Nenhum mal.
Ponto final!
Para o que mais houver
O que se possa dizer
Para quem quiser
Ou que possa escrever.
Ponto final!
Para tudo
E para nada em especial
Ponto final!
Para este poema.
Acabou.
Ponto final!
1 de setembro de 2014
Desilusão!
Julguei te conhecer
Mas estava enganada
Sem nunca me perceber
Tinhas outra namorada...
Sem nunca desconfiar
Sorria pelo teu amor
Repartido, agora eu sei
Fingido, sem valor.
Pensava que eras o tal
O destinado para mim
Mas és um homem banal
Que me desiludiste por fim.
Alguém que me usou
Como um brinquedo qualquer
Em vez de me tratar
Como uma pessoa, uma mulher.
Sinto-me traída
Em vários os sentidos
E nunca te vou perdoar
Não é justo o que me fizeste
Não sei como pudeste
Algum dia me amar.
Quero acordar
Deste pesadelo infernal
E verificar que era um sonho
Que nunca te amei
Que eras um sonho, afinal.
Mas estava enganada
Sem nunca me perceber
Tinhas outra namorada...
Sem nunca desconfiar
Sorria pelo teu amor
Repartido, agora eu sei
Fingido, sem valor.
Pensava que eras o tal
O destinado para mim
Mas és um homem banal
Que me desiludiste por fim.
Alguém que me usou
Como um brinquedo qualquer
Em vez de me tratar
Como uma pessoa, uma mulher.
Sinto-me traída
Em vários os sentidos
E nunca te vou perdoar
Não é justo o que me fizeste
Não sei como pudeste
Algum dia me amar.
Quero acordar
Deste pesadelo infernal
E verificar que era um sonho
Que nunca te amei
Que eras um sonho, afinal.
29 de agosto de 2014
Rasga com o passado
Rasga o teu peito
Deixa o ar entrar
E permite ao teu coração desfeito
Uma forma de recuperar.
Rasga com o passado
E abraça o presente
Esquece quem está ausente
Segue o caminho não traçado.
Desafia as leis impostas
Segue o teu instinto
E deixa-te guiar
Pelo improvável...
Quebra as regras
Sê tu mesmo,
Diferente
E segue em frente
Sem olhar para trás...
Deixa o coração cicatrizar
Afogar as mágoas anteriores
E de novo despertar
Para novos romances,
Novos amores.
Deixa o ar entrar
E permite ao teu coração desfeito
Uma forma de recuperar.
Rasga com o passado
E abraça o presente
Esquece quem está ausente
Segue o caminho não traçado.
Desafia as leis impostas
Segue o teu instinto
E deixa-te guiar
Pelo improvável...
Quebra as regras
Sê tu mesmo,
Diferente
E segue em frente
Sem olhar para trás...
Deixa o coração cicatrizar
Afogar as mágoas anteriores
E de novo despertar
Para novos romances,
Novos amores.
Sangro por ti!
Sangro por dentro
Com a tua ausência
Pois tu és a única razão
Para a minha existência.
Sinto-me a padecer
De uma doença sem cura
Um destino cruel
Que jamais alguém procura.
Onde estás tu?
Preciso de um beijo
Que acabe com esta dor
Com este sofrimento.
Acalma meu coração
E diz que não desististe.
Chama-me à razão
Mostra-me que não partiste!
Afogo-me em solidão
Neste sangue que escorre
Deste corpo que era teu
E que aos poucos morre.
Vou por fim a esta loucura
A esta vida sem razão
Deixo a corpo,
Fico com a alma
E a ti deixo
O meu coração!
Com a tua ausência
Pois tu és a única razão
Para a minha existência.
Sinto-me a padecer
De uma doença sem cura
Um destino cruel
Que jamais alguém procura.
Onde estás tu?
Preciso de um beijo
Que acabe com esta dor
Com este sofrimento.
Acalma meu coração
E diz que não desististe.
Chama-me à razão
Mostra-me que não partiste!
Afogo-me em solidão
Neste sangue que escorre
Deste corpo que era teu
E que aos poucos morre.
Vou por fim a esta loucura
A esta vida sem razão
Deixo a corpo,
Fico com a alma
E a ti deixo
O meu coração!
Desajeitado!
Tento te falar
Mas não consigo
Sequer pensar
No que digo!
Consigo articular
Uma ou outra palavra
E começo a gaguejar
Sem conseguir continuar.
Fico envergonhado
Com a situação
E chego-me perto de ti
Tentando pegar-te a mão.
Sorris para mim
Com a minha atrapalhação
E dizes por fim
Que gostas da atenção.
A atenção que te dou
Mesmo que atrapalhado
Que gostas como sou
Um bom desajeitado!
27 de agosto de 2014
Chama Invisível
Queima por dento
Uma chama invisível
Pelo toque do corpo
Quase imperceptível.
Chegas mais perto
Sinto meu coração disparar
No meu peito, um aperto
Por não te poder tocar...
Dizes-me ao ouvido
O que sempre quis ouvir
E viras costas,
Desapareces
E pedes para não te seguir.
Fico estático
Sem reação
A pensar no que fazer
Vejo-te ao longe
Abre em chamas, meu coração
E corro para te seguir.
Mais um toque
Um novo desejo
Abraço-te para não fugires.
Trocamos um sorriso
Um longo beijo
E a promessa de não partires.
Uma chama invisível
Pelo toque do corpo
Quase imperceptível.
Chegas mais perto
Sinto meu coração disparar
No meu peito, um aperto
Por não te poder tocar...
Dizes-me ao ouvido
O que sempre quis ouvir
E viras costas,
Desapareces
E pedes para não te seguir.
Fico estático
Sem reação
A pensar no que fazer
Vejo-te ao longe
Abre em chamas, meu coração
E corro para te seguir.
Mais um toque
Um novo desejo
Abraço-te para não fugires.
Trocamos um sorriso
Um longo beijo
E a promessa de não partires.
Mentir a mim mesmo!
Hoje acordei
A pensar no que sinto
E dei-me conta
Que a mim próprio minto.
Ando a ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo de agir
E sem querer arriscar
Arrisco-me a ver-te partir.
Mas sinto-me confuso
Nervoso, com a decisão
E assim, recuso
A seguir o coração.
Deixo-me à escuta
Para perceber o que quer
E enquanto a vontade não muda
Não muda o que estou a viver.
Adormeço
Ou tento adormecer
Mas o sentimento de mentira
Custa a desaparecer.
Acordo
Decidido
A viver a verdade
Mas chego tarde
Já partiu
Já não existe
A minha cara metade!
26 de agosto de 2014
Deixas-me nervoso!
Não sei o que te dizer
Fico gago ao teu lado
E se não consegues acreditar
Vou explicar-te, um bocado.
Tento-me aproximar
Dizer-te o que sinto
Mas começo a gaguejar
Tal, que parece que minto.
Tento novamente
Sem nenhuma inspiração
E fico envergonhado
Quando te toco na mão.
Deixo para outro momento
Quando a coragem chegar
Um em que o sentimento
Que sinto, não esteja a atrapalhar.
Tremo ao te ver
Quando chego ao pé de ti
Fico com um sorriso sem jeito
Quando falas para mim...
Esqueço tudo,
Digo o que sinto
Sem te deixar interromper.
Aproximas-te,
Calas-me com um beijo.
A melhor resposta que podia ter.
Fico gago ao teu lado
E se não consegues acreditar
Vou explicar-te, um bocado.
Tento-me aproximar
Dizer-te o que sinto
Mas começo a gaguejar
Tal, que parece que minto.
Tento novamente
Sem nenhuma inspiração
E fico envergonhado
Quando te toco na mão.
Deixo para outro momento
Quando a coragem chegar
Um em que o sentimento
Que sinto, não esteja a atrapalhar.
Tremo ao te ver
Quando chego ao pé de ti
Fico com um sorriso sem jeito
Quando falas para mim...
Esqueço tudo,
Digo o que sinto
Sem te deixar interromper.
Aproximas-te,
Calas-me com um beijo.
A melhor resposta que podia ter.
20 de agosto de 2014
Entrego-me ao amor
Entrego-me ao amor
O sincero
Sem preconceitos
Sem apontar os defeitos
Que parecem não existir
Quando se ama de verdade
Quando nos entregamos à realidade
Que ter alguém
Que nos dá o devido valor.
Entrego-me a esse sentimento
A todo e qualquer momento
Sem nunca me esconder
Ou arriscar a perder
Um segundo que seja
De ter ter ao meu lado
Pois um dia, acordado
Posso ver que te perdi
E que sonhei que estiveste aqui
Sem nunca teres estado.
E vivo
Como nunca antes vivi
Por saber que sou amado
E que soube o que é amar
Por transformar um coração magoado
Num que quer aproveitar
Tudo o que se pode viver,
Sentir, conhecer
Até que um dia seja terminado.
O sincero
Sem preconceitos
Sem apontar os defeitos
Que parecem não existir
Quando se ama de verdade
Quando nos entregamos à realidade
Que ter alguém
Que nos dá o devido valor.
Entrego-me a esse sentimento
A todo e qualquer momento
Sem nunca me esconder
Ou arriscar a perder
Um segundo que seja
De ter ter ao meu lado
Pois um dia, acordado
Posso ver que te perdi
E que sonhei que estiveste aqui
Sem nunca teres estado.
E vivo
Como nunca antes vivi
Por saber que sou amado
E que soube o que é amar
Por transformar um coração magoado
Num que quer aproveitar
Tudo o que se pode viver,
Sentir, conhecer
Até que um dia seja terminado.
18 de agosto de 2014
Deixa-me entender!
Um segundo,
Para perceber
Que chegou o momento
De te perder...
Apenas mais um pouco
Para acalmar meu coração
Para perder o sentido
Da tua decisão.
Tento te entender
Mas não consigo justificar
Qual a razão
Para o que estás a abdicar...
Tento manter-me racional
Não chorar à tua frente
E olho-te nos olhos
Pareces indiferente...
Indiferente à dor
Que me estás a infligir
Indiferente ao amor
Que me fizeste sentir
Por ti.
Parte,
Se é o que desejas
E deixa-me sofrer
Pois amo-te
Odeio-te
Já não te quero ver...
Desaparece
E não olhes para trás
Leva meu coração contigo
Que magoado como está
Não o quero mais.
Dá-me mais um segundo
Para morrer
E renascer
Esquecer tudo o que sentia
E voltar a viver
Como antes fazia.
Para perceber
Que chegou o momento
De te perder...
Apenas mais um pouco
Para acalmar meu coração
Para perder o sentido
Da tua decisão.
Tento te entender
Mas não consigo justificar
Qual a razão
Para o que estás a abdicar...
Tento manter-me racional
Não chorar à tua frente
E olho-te nos olhos
Pareces indiferente...
Indiferente à dor
Que me estás a infligir
Indiferente ao amor
Que me fizeste sentir
Por ti.
Parte,
Se é o que desejas
E deixa-me sofrer
Pois amo-te
Odeio-te
Já não te quero ver...
Desaparece
E não olhes para trás
Leva meu coração contigo
Que magoado como está
Não o quero mais.
Dá-me mais um segundo
Para morrer
E renascer
Esquecer tudo o que sentia
E voltar a viver
Como antes fazia.
14 de agosto de 2014
Uma pausa, um momento
Uma pausa
No pensamento
Um silêncio
Que procuro
Para me encontrar
Um momento
Um segundo
Para sentir algo profundo
Que já não consigo sentir
Para atingir um objectivo
Que teima em fugir
Uma pausa
Na rotina
Que se avizinha
Sem que nada saia do lugar
Sem fazer algo diferente
Arriscar
E viver intensamente
Pelo menos um dia
Um momento
É tudo o que procuro
Para voltar a ser eu
Para sentir que nada morreu
No que sinto pelo que rodeia
Pela vida
Pela ideia
De continuar aqui por um motivo
8 de agosto de 2014
Pobre de ti!
Pobreza,
De espírito e de mente
Fazem seres indiferente
Ao que se passa ao teu redor.
Ao mundo,
Não perdes um segundo
A sentir o que te rodeia,
À tristeza que te é alheia
E que não tomas como tua,
Mesmo que pudesses solucionar
Parte da existência crua
De quem te costuma rondar.
Ignoras o óbvio
Que se expõe à tua frente
E segues pelo teu caminho
Por uma estrada independente.
Alimentas o ódio
de todos os que recusaste a mão
Alimentando o buraco
Onde cresce a solidão.
6 de agosto de 2014
Bifurcação!
Sigo o meu coração
Já não consigo pensar
Perdi a razão
Ou deixei de a usar...
Entrego-me ao momento
Sem nenhum receio
E arrisco um sentimento
A que me entrego por inteiro...
Sinto-me melhor
Ligeiramente diferente
Sinto a nascer um amor
De uma nova nascente.
Sinto uma libertação
Que não sabia existir
Uma fonte de inspiração
Que me faz prosseguir.
Qual o caminho
Nesta bifurcação
Encaminharei meu destino
Entregarei meu coração?
Não consigo responder
Que caminho seguir
Escolha o que escolher
Metade de mim vai sucumbir.
Já não consigo pensar
Perdi a razão
Ou deixei de a usar...
Entrego-me ao momento
Sem nenhum receio
E arrisco um sentimento
A que me entrego por inteiro...
Sinto-me melhor
Ligeiramente diferente
Sinto a nascer um amor
De uma nova nascente.
Sinto uma libertação
Que não sabia existir
Uma fonte de inspiração
Que me faz prosseguir.
Qual o caminho
Nesta bifurcação
Encaminharei meu destino
Entregarei meu coração?
Não consigo responder
Que caminho seguir
Escolha o que escolher
Metade de mim vai sucumbir.
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