28 de outubro de 2014

Continua a apertar o cinto!

Todos a apertar o cinto
Para um bem nacional
Mas no fim fazemos as contas
E vemos que está tudo igual.

A viver cada vez pior
Com os empregos em risco
No governo estão na maior
Não têm nada a ver com isso.

A vida vai degradando
Basta observar
Nas ruas, os pedintes
Não param de aumentar.

É hora de mudança
Por algum lado temos que começar
Precisamos de uma liderança
Que não nos queira aldrabar.

Encher os seus bolsos
E dos amigos também
E que vier, que se arranje
A culpa não é de ninguém..

E se se virem apertados
Há sempre uma solução
Vamos buscar ao Zé Povinho
O seu ultimo tostão.

27 de outubro de 2014

Fecha-te ao mundo!

Fecha teu coração
E deita fora a chave
Deixando-o encerrado
Cada vez mais isolado
Para desaprender de amar
E deixar de sofrer
Para por fim de soltar
Dessa rede de poder...

Fecha os olhos
E venda-os para sempre
Para que não possas admirar
E assim cobiçar
Algo que não te pertence
Nem te pode pertencer
Algo que nunca será teu
Por muito que possas merecer.

Fecha os lábios
E amordaça a vontade
De expressar opinião.
Deixa que essa sensação
Desapareça sem falares
Para não arriscares
A ser mal compreendido
E em vez de um ombro amigo
Ganhares onde desilusão.

Junta as mãos
E prende-as com uma corda
Para não tocares em nada
Nem caíres na tentação
De te aproximares demasiado
E ser arriscado
Tentares dar a mão.

No fim...
Fecha-te ao mundo
Ele esquecerá de ti
E tu esquecerás o sofrimento
Que te deu, em cada momento
E viverás isolado
Mas pelo menos, por ti amado
Até nem tu mesmo
Te conseguires aguentar.

Recorda sem te prenderes...

Sorri
E deixa-te contagiar
Com as coisas boas
Que a vida pode te dar...

Não percas tempo
A pensar no passado
Nem um pensamento
No que não pode ser mudado.

Segue em frente,
Sem nunca olhar para trás
E abraça novos desafios
Que a vida te traz.

E se algum dia parares
E quiseres recordar
Faz isso de forma
A que não te possa magoar.

O passado é importante
Para te moldar
Mas não passa de história
Para um dia contar...

Te fazer sorrir
De tudo o que viveste
E no fundo sentir
Que em tudo, algo aprendeste.

Olha para o presente
Vive o dia a dia
E guarda na mente
O que te dá alegria.

22 de outubro de 2014

Falar sem pensar!

Digo coisas sem pensar
Mesmo que nao esteja a sentir
Acabo por te magoar,
Magoando-me a seguir.

Perco o que conquistei
Num segundo, num momento
E a amizade por qual lutei
Foi assim embora, com o vento.

Desculpa por ser assim
Meio tonto, meio infantil
Mas queria apenas no fim
Ser um pouco mais útil...

E não te consigo compreender
Ou pareço não tentar
E sem saber o que fazer
Acabo por te magoar...

Vou te dar o espaço
Que criei sem intenção
E esperar por uma aberta
Para ter de novo tua atenção.

E quando isso acontecer
Um sorriso vou abrir
Por voltar a te falar
E conseguir te fazer sorrir

21 de outubro de 2014

O Abismo

Preso no teu olhar 
Sem saber o que sentir
Pus-me a pensar
No que fazer a seguir.

Tentar te encontrar
Conhecer-te por fim
E tentar perceber
O efeito que tens em mim. 

Mas como isso é possível 
Se não te conheço bem
Será tudo imaginação?!
Já nem eu sei...

Sei que não és indiferente 
E sonho com o teu sorriso
Uma partida da mente 
Que não consigo explicar.

Mas por mais que caminhe,
Não consigo evitar 
O abismo que existe 
E teima em nos afastar

16 de outubro de 2014

Novos laços

Bate o coração
Ainda que não o possa ver
Bate acelerado
Na ansiedade de viver...

Vive, protegido
Ainda longe deste mundo
E mesmo assim,
Sem saber
De nós tem um amor profundo.

Vai crescendo, escondido
Sem que ninguém possa ver
E ficamos ansiosos
Para te poder conhecer...

Vamos vendo, de outras maneiras
Tentando te imaginar
Sonhado já com as brincadeiras
Quando a este mundo chegar...

Mas por agora é batimento
Que nos faz arrepiar
És tu, quem nós ouvimos
E queremos abraçar...

Cresce, com saúde
Nós por cá, esperaremos
Daqui a pouco,
Mais uns meses
Estás por cá, como queremos.

E nessa altura, sim
Poderemos te observar
Vendo como és lindo
Como já o és, quando estou a sonhar.

14 de outubro de 2014

Forçada a esta vida!

Tua respiração
A tocar no meu pescoço
Deixa-me sem reacção
Uma sensação que não gosto...

Teu sorriso provocante
Tentando me humilhar
Faz-me sentir raiva
Faz-me, por fim, chorar.

Sinto-me impotente
Sob o teu controlo
Fecho-me na minha mente
Tentando me sentir a salvo.

Abusa de mim
Uma e outra vez
E deixa-me ao abandono
Como sempre fez.

Já passaram anos
Desde que tudo terminou
Mas na minha mente insana
Foi como só agora começou.

Sinto-te a tocar-me todos os dias
Daquele jeito nojento
E choro uma vez mais
Lágrimas que deito ao vento...

E é ao vento
Que me entrego por fim
Caindo num abismo
Feito para mim.

Num abismo de dor
Que nunca vou esquecer
Um caminho saída
Que fui forçada a percorrer!

9 de outubro de 2014

Segue o teu caminho!

Entrega os machados
E acaba com a guerra interior
Olha para ambos os lados
E enterra a dor...

Segue em frente,
Desliga-te das distrações
E deixa as emoções
Toldarem a tua mente.

Deixa-te vaguear
Para o mundo que é teu
E deixa de viver uma paixão
Sem futuro, que já morreu.

Entrega-te ao presente
Sem esqueceres o futuro
Mas esquece o passado
Entregando-o ao escuro.

E deixa-o permanecer ai
Sem nunca olhares para trás
Segue o teu coração
Vendo o que ele te traz.

Une o pensamento
Com o que estás a seguir
E aproveita o momentos
Que estás a sentir.

Abraça a tua vida
E o que vem a caminho
Aproveitando cada momento
Com amor e carinho.

5 de outubro de 2014

Não percas tempo...

Abraça com força
E recorda...
Grava na tua mente
A força desse abraço
Que num acaso
Aconteceu...
E lembra-te
Que um dia pode partir
E nunca mais acontecer
O aconchego desses braços
Para te receber.

Aproveita
O sorriso, o carinho
E num tempo vizinho
Esforça-te para não o perderes.
Agarra com empenho
Todo e qualquer momento
Que possas desfrutar
Da companhia
Do apoio
Que esse alguém
Tem para te dar.

Um dia,
Sem que apercebas disso
Vais olhar para trás
E perceber que desapareceu
Que esse sorriso morreu
Os braços desapareceram
E os abraços reconfortantes
Não têm a força que tiveram
Para te fazer sentir seguro
Para te sentires em paz
Para te dar a força necessária
Para seres quem tu és capaz.

2 de outubro de 2014

Hiberna e renasce!

Fecha-te numa concha
E esquece o mundo
Concentra-te e emerge
Num nono profundo...

Deixa-te levar
Pela incerteza e a dor
Esquece o que te rodeia
A amizade e o amor.

Entrega-te à solidão
Faz dela tua amiga
E entrega-lhe o coração
Até cicatrizar a ferida...

Renasce!
Rompe com o passado
E deixa para trás
O que tem destroçado.

Imerge dessa latência
Onde tens vivido
E dá ouvido
À tua consciência.

Recomeça de novo
Com tudo para aprender
Mas não esqueças o passado
E o que ele teve para te oferecer.

Guarda os ensinamentos
Que te fizeram crescer
E cria novos momentos
Que te permitam viver.

Viver uma nova vida
Onde possas amar
E ser novamente amado
Sem ter nada que sacrificar.

1 de outubro de 2014

Solta tudo...

Solta tudo o que tens ai dentro
E deixa-te levar
Não importa o sentimento
O local ou o momento
Apenas relaxar.

Esvazia a tua mente
E mete tudo em pratos limpos
Seja a escrever ou a falar
Alguém vai te ouvir
E conseguir te aconselhar
Para onde deverás seguir.

Liberta-te dos medos
Dos receios, dos segredos
E limpa o pessimismo
Que tomou conta de ti
Levando-te para o abismo.

Limpa,
Clarifica os pensamentos
E entrega-te de coração
Sem pensar em mais nada
E dá, a essa alma apaixonada
Uma razão de viver
Uma razão de ser amada.

29 de setembro de 2014

Reencontro!

Olhei-te nos olhos
Que tudo pareciam dizer
E vi lá no fundo
Que estavas a sofrer.

Por não me teres contigo
Por estar ao pé de ti
Por apenas teu amigo
Não chegar para mim

Pediste um abraço
Respondi com um beijo
Mais forte do que eu
Cedendo ao desejo.

E vi-te sorrir
E chorar de seguida
Por fazer-te sentir
A dor que estava esquecida.

A dor de me amares
E de eu te amar também
Mas no fim não me teres
E seres de mim refém.

Desculpa ter aparecido
E voltado a te amar
Devia ter ficado escondido
Até a dor passar.

Mas não fui capaz
E continuo a te querer
Mesmo sabendo que tudo
Nos fará novamente sofrer...

24 de setembro de 2014

Sentimentos contrários

Sentimentos contrários
Habitam no meu coração
Fazendo-me perder a cabeça
E com ela a razão...

Faz-me sonhar
Com a total felicidade
Para momentos seguintes
A tristeza, ser a verdade...

Meu espirito vagueia
Sem encontrar o caminho certo
Sem seguir um unico rumo
Sem fazer o correcto.

E com isso,
Sofro sem ansiedade
Por não viver o presente
Sempre a pensar no futuro
Futuro esse, ausente.

Que caminho seguir?
Que decisão tomar?
São várias hipoteses
Que me fazem duvidar
Se alguma que eu escolha
Seja a correcta
Ou apenas mais uma porta aberta
Para eu me enganar.

Dá-me uma orientação
Ou deixa-me de vez
Para que triste ou feliz
Possa ser eu novamente.

11 de setembro de 2014

Sem te ver...

Fecho os olhos
Suspiro!
E recordo o teu cheiro
Que tende a desaparecer
Com a ausência ao meu lado.

Fecho os olhos
E sinto-te ao meu lado
Sonho, acordado
Como se não tivesses partido
Como se a vida não te tivesse fugido
Por entre os dedos
Naquele dia.

Fecho os olhos
E vejo o teu sorriso
Minha fonte de força
Que agora perdi
Mas que nunca esqueci.

Fecho os olhos
E quero mante-los assim
Para te ter perto de mim.

Fecho os olhos
E que fiquem assim fechados
Por mais um momento
Para todo o tempo
Para me juntar a teu lado.

4 de setembro de 2014

Das cinzas faço-me gente...

Das cinzas
Onde me fui encontrar
Encontro o que necessito
Para me levantar.

Junto o básico
Que trazia do passado
Mais amigos e família
Que sei que tenho ao meu lado.

Aos poucos,
Vou-me aos poucos descobrindo.
Crescendo,
Arriscando
E ao mundo, me abrindo.

Volto a confiar,
A entregar-me por inteiro
Volto a amar
E a desafiar-me sem receio.

Aprendo a ser Eu
Como um Eu que nunca quis ser.
E aprendo a errar, aprendendo
Finalmente o que é viver.

3 de setembro de 2014

Ponto final!

Ponto final!
Assim fico decidido
Serei um amigo
Como outro qualquer.
Um que bem te quer
Sem te voltar a magoar
Que estará presente
Sempre que estiveres
A precisar.

Ponto final!
Para o que dizias sentir
Sem estar a mentir
Ou achar o que dizer.
É tempo de viver
Sem receio de falar
Sem receio de magoar
Quem não quero fazer
Nenhum mal.

Ponto final!
Para o que mais houver
O que se possa dizer
Para quem quiser
Ou que possa escrever.

Ponto final!
Para tudo
E para nada em especial

Ponto final!
Para este poema.
Acabou.
Ponto final!

1 de setembro de 2014

Desilusão!

Julguei te conhecer
Mas estava enganada
Sem nunca me perceber
Tinhas outra namorada...

Sem nunca desconfiar
Sorria pelo teu amor
Repartido, agora eu sei
Fingido, sem valor.

Pensava que eras o tal
O destinado para mim
Mas és um homem banal
Que me desiludiste por fim.

Alguém que me usou
Como um brinquedo qualquer
Em vez de me tratar
Como uma pessoa, uma mulher.

Sinto-me traída
Em vários os sentidos
E nunca te vou perdoar
Não é justo o que me fizeste
Não sei como pudeste
Algum dia me amar.

Quero acordar
Deste pesadelo infernal
E verificar que era um sonho
Que nunca te amei
Que eras um sonho, afinal.

29 de agosto de 2014

Rasga com o passado

Rasga o teu peito
Deixa o ar entrar
E permite ao teu coração desfeito
Uma forma de recuperar.

Rasga com o passado
E abraça o presente
Esquece quem está ausente
Segue o caminho não traçado.

Desafia as leis impostas
Segue o teu instinto
E deixa-te guiar
Pelo improvável...

Quebra as regras
Sê tu mesmo,
Diferente
E segue em frente
Sem olhar para trás...

Deixa o coração cicatrizar
Afogar as mágoas anteriores
E de novo despertar
Para novos romances,
Novos amores.

Sangro por ti!

Sangro por dentro
Com a tua ausência
Pois tu és a única razão
Para a minha existência.

Sinto-me a padecer
De uma doença sem cura
Um destino cruel
Que jamais alguém procura.

Onde estás tu?
Preciso de um beijo
Que acabe com esta dor
Com este sofrimento.

Acalma meu coração
E diz que não desististe.
Chama-me à razão
Mostra-me que não partiste!

Afogo-me em solidão
Neste sangue que escorre
Deste corpo que era teu
E que aos poucos morre.

Vou por fim a esta loucura
A esta vida sem razão
Deixo a corpo,
Fico com a alma
E a ti deixo
O meu coração!

Desajeitado!

Tento te falar
Mas não consigo
Sequer pensar
No que digo!

Consigo articular
Uma ou outra palavra
E começo a gaguejar
Sem conseguir continuar.

Fico envergonhado
Com a situação
E chego-me perto de ti
Tentando pegar-te a mão.

Sorris para mim
Com a minha atrapalhação
E dizes por fim
Que gostas da atenção.

A atenção que te dou
Mesmo que atrapalhado
Que gostas como sou
Um bom desajeitado!