6 de fevereiro de 2015

Desiste...

Desiste...
Oferece teu corpo ao mundo
E entrega-te a um sono profundo
Que te faça esquecer
Esse sentimento
Que te corroí por dentro
Como um parasita vulgar
Que te acabará por matar
Sem que tenhas noção.

Desiste...
Entrega o teu coração
Que parará de bater
E deixará de sofrer
Num mundo egoísta
Onde ninguém olha por ninguém
Onde se venderia a própria mãe
Para se ser protagonista
Num ou noutro momento
Sem qualquer ressentimento
Da dor que possam causar.

Desiste...
Desliga a tua mente
Para que não possa sonhar
Para que não possa pensar
E assim sentir dor
De perder um grande amor
Ou de não saber o que é amar
E sozinho acabar.

Desiste...
Despede-te da Vida
E da felicidade prometida
Por alguém que não soube viver
Não soube experimentar
E sem querer arriscar
Foi-se deixando magoar
Sem nunca se aperceber
Que o tempo estava a passar
E que se desligou de tudo
Sem nada conseguir mudar.

4 de fevereiro de 2015

Desafio constante

Preciso de me desafiar
Quebrar qualquer barreira
Não ter medo de arriscar
Não sabendo onde vou chegar
Partir de qualquer maneira.

Encontrar um desafio constante
Que me preencha a mente
E me faça sentir motivado
Por cada passo dado
Estar mais perto da solução.

Quero dar tudo por tudo
Buscar forças quando não as tiver
Agarrar-me a que acredito
E soltar um grito
Por cada frustação
Que me causar a sensação
Que vou ser mal sucedido.

Quero apenas acreditar
Escolher um novo caminho
Sem guia nem apoios
Apenas força e determinação
Para deixar este lugar sombrio
E erguer-me desta escuridão
Onde sem querer me enfio.

3 de fevereiro de 2015

Consumido por dentro!

Respiro fundo
Tento me acalmar
Afogando o ódio
Num sono profundo
Para não me afectar...

Inspiro
E aguardo
Só mais um bocado
Para garantir
Que a raiva não vai surgir
Quando não estiver preparado.

E expludo
Não consigo controlar
A raiva e o ódio
Teimam a aumentar
E controlar minha mente
Minha determinação
Deitando pelo chão
Qualquer tentativa
De parecer indiferente
A esta decisão.

Não consigo esquecer
Nem vou perdoar
E enquanto nada mudar
Vou me consumir por dentro
Criando uma acidez
Que terá de sair
E poderá atingir
Quem não merecer.

2 de fevereiro de 2015

Solta a raiva!

Arranca a raiva
Que te consome o peito
E te deixa desfeito.

Enterra o ódio
Que te tolda o discernimento
E confronta o momento.

Solta a revolta interior
Que vai tomando conta de ti
Expulsa a dor,
Que vai povoando
Cada pedaço da tua mente
Deixando-te indiferente
Ao que te rodeia.

Reage
Não te deixes afundar
Nessa magoa que te arrasta
E te impede de pensar
Na melhor solução
Para sair desta confusão
Onde te estão a colocar...

Reúne as tuas forças
Ergue-te da escuridão
Onde te encontras adormecido.

Luta pelo teu presente
Cria o teu caminho
E escuda a mente
Para aprender a não sofrer
A não temer a mudança
E cria a tua própria esperança
De atingires o teu objectivo.

Dança de cadeiras!

Anos a estudar
Para ganhar conhecimento
Onde não vou trabalhar
E acaba tudo no esquecimento.

Começo então de novo
Em algo diferente
E avanço, a pouco e pouco
Trabalhando como um louco
Para aprender novamente.

Sinto confiante
Com o que foi aprendido
E eis que de repente
Sou surpreendido.

Uma mudança de trabalho
Para algo desconhecido
Um novo desafio pela frente
Mais conhecimento acrescido.

E quando tudo encaminha
Para que possa estabilizar
Vão mais três anos de aprendizagem
Deitados ao ar...

Nesta dança de cadeiras
Volto ao ponto inicial
E tenho que ter boas maneiras
Para não reagir mal.

Deixo algo que gosto
Algo em que estava a evoluir
Para um sitio que já esqueci
E de onde quis sair.

29 de janeiro de 2015

Sossega

Sossega
Descansa a tua mente
E deixa seguir em frente
Viver o presente
Sem estar preso ao passado
A uma dor, acorrentado
Que só causa tristeza

Permite um minuto de frieza
E pensa com clareza
Para separares o certo
Do errado
O concreto
Do abstracto
E colhe as informações
Para ti importantes
E deixa as restantes
Desaparecerem com o tempo
E com ele, o sofrimento
Que te causaram.

Projecta um futuro
Um caminho a seguir
Onde possas viver
Sem medo ou opressões
Sem receio de desilusões
Mas acima de tudo
Força-te por ter
Uma vida vivida
E não um momento passageiro
Que te ocupe o dia inteiro
E quando deres por ti
Estarás a chegar ao fim
Sem ter um passado para olhar
Sem ter nada a recordar
Se não uma tristeza infinita.

28 de janeiro de 2015

Saudade de ti!

Saudade
De te ter por perto
De um beijo teu
De um abraço apertado
Que nunca foi meu...

Saudade
Do teu sorriso sincero
Pelo qual me perdi
Do teu toque quente
Que um dia senti.

Saudade
Da troca de mimos
Sem nada mais importar
Da pura diversão
Que não pode voltar

Saudade
Do tempo
Que eras tudo para mim
E do qual, sei agora
Tinha medo do fim

Saudade
Do dia
Que decidi me despedir
Para voltar atrás, com magia
E outro caminho seguir.

Saudade
Que ficou
No meu coração
E na mente deixou
Uma forte paixão.

27 de janeiro de 2015

Coração Protegido

Não peço muito
Apenas o necessário
Para que entregue meu coração
Outrora magoado,
Desfeito,
Quebrado,
Ferido,
Cicatrizado,
Habituado a sofrer
Não querendo mais saber
Qual a sensação
De um amor verdadeiro
Com a intenção
De o deixar inteiro...

Ergui barreiras
Impossíveis de quebrar
Íngremes o suficiente
Para ninguém as escalar
E atacar meu coração
Numa forma de paixão
Forte e acalorada,
Intensa e desgarrada
Capaz de me moldar
A razão e o pensamento
E perder por momento
O controlo de mim
Deixando por fim
Cair a protecção.

Mas o teu toque
Suave e decidido
Mexeu comigo
E sem preocupação
Dei-te o antídoto
Para a minha protecção.

Deixei-te entrar
Confiando em ti
E foste descobrindo
Novos sentimentos
Guardados em mim
À espera da pessoa certa
Para serem revelados
E assim aproveitados
Sem medo de sofrer
Uma nova desilusão.

26 de janeiro de 2015

Prometi proteger e falhei

Prometi proteger
Amparar em meus braços
Qualquer sofrimento
Que por algum momento
Pudesses passar
E neles chorar
Para conseguir suprimir
Qualquer dor
Que chegasses a sentir...

Falhei...
No que tinha prometido
E em vez do ombro amigo
Dei razões para te afastar
Para cada vez mais odiar
A pessoa que me tornei.

Quis manter-te ao meu lado
Num ambiente controlado
Onde pudesses relaxar
Descomprimir, amar
E te sentires importante
Esperta, cativante
E te fizesse sorrir
Pelo bem que te fazia sentir
A cada momento juntos.

Mas não soube exercer
Esse desejo que possuía
E cada tentativa de me aproximar
Mais a relação ficava fria
E já não bastava só te amar
Pois falhei em te proteger
E o medo de te perder
Tornou-se no fim realidade
Uma cruel verdade
Que não consegui suportar...

Fechei-me ao mundo
E num ódio profundo
Passei a me consumir
A destruir minha mente
A transformar em pedra meu coração
Que continua a bater sem razão
Agora que não te tenho mais.

22 de janeiro de 2015

Suspiros de amor!

Olhar distante
A pensar no passado
Já sonho acordar
Ao relembrar o que perdi
Tentando perceber
Onde terei errado
E se algo tivesse mudado
Ainda estarias aqui...

Suspiro
Deixo as lágrimas cair
Por relembrar do teu sorriso,
Do teu olhar brilhante
Que me dava tranquilidade
A cada hora, a cada instante
Na nossa intimidade
Que partilhávamos.

A cada momento revivido
Sinto um aperto no coração
Como se um novo corte
Desta vez mais forte
Relembrasse um sentimento esquecido
Que deverá ser lembrado
E para sempre chorado
Como morto e perdido.

Cada segundo
Uma nova saudade
Um desejo profundo
De que esta realidade
Seja um sonho infeliz
Em que possa acordar
Sentir o teu abraço apertado
O teu beijo, demorado
O teu doce olhar. 

21 de janeiro de 2015

Suicídio

Subo o muro calmamente
E deixo a adrenalina actuar
Fazendo despertar
Todos os sentidos
Anteriormente adormecidos
Para uma nova realidade...

Absorvo com a mente
Toda a situação
E sinto o coração
A pulsar intensamente
Fazendo-me ofegar
E começar a duvidar
Da minha decisão.

Olho para baixo
Sinto as vertigens a actuar
E peço à mente para bloquear
Qualquer receio
Que possa aparecer
E me fazer perder
Toda a coragem
Anteriormente reunida
Para a grande viagem
Que já foi decidida.

Revejo todos os passos
Vejo as outras opções
E deixo as emoções
Transformarem-se em lágrimas
Que vão correndo no meu rosto
Expondo o desgosto
Das atitudes que tomei
Da vida que levei
E que agora proponho terminar.

É o ultimo passo a dar
Para por fim a esta questão
E acabar com o sofrimento
Que se tornou no único sentimento
Que guardo no coração
Transformando minhas palavras
Minhas atitudes
Em ódio puro
Que corroí toda a alegria
Que existia à minha volta.

Olho para cima
Vejo o muro que deixei
E sinto-me a ficar leve
De corpo e de mente
Sem nenhum emoção
Alguém que já nada sente
A ver a vida terminar
Já sem volta a dar.

20 de janeiro de 2015

Poder da música

Fecha os olhos
Sente o ritmo
A tomar conta do teu corpo.

Deixa-te levar pela batida
Como se o corpo tomasse vida
E te fizesse perder o medo
De que guardas segredo
E dança...

Exprime teus sentimentos
Enquanto o ritmo acelera
Não a deixes à espera
Até a música acabar.

Faz-lhe acreditar
Que toda a sedução
Na tua actuação
Tem ela como inspiração
Para que te possas soltar
E assim aproveitar
Todo o poder que a música
Tem em ti.

Dá-me a tua atenção!

Dá-me a tua atenção
Nem que seja por um momento
Dando a tua mão
Um beijo, um abraço
Um pouco de sentimento
Mesmo que seja ao acaso.

Dá-me a tua atenção
E faz-me sentir importante
Mesmo que seja por um breve instante
Para perceber que ainda sou
Alguém importante para ti
Que ainda tem algum valor
Eu estar presente,
Eu estar aqui...

Dá-me a tua atenção
Pode ser pedir muito
Mas apenas peço um minuto
Da tua companhia
E partilhar a alegria
Que tínhamos para dar
Noutros tempos
Noutra vida
Que não me lembro de acabar...

Dá-me a tua atenção
E diminui esta distância
Que sem nos apercebermos
Nos vai afastando
Para cantos opostos
De uma sala comum
E aí serei apenas mais um
Que passou na tua vida
E acabou por não ficar.

Dá-me a tua atenção
Enquanto ainda há tempo
E partilha só mais este momento
Deitada sobre mim
Até que o dia chegue ao fim
E apague este sentimento
Que já não me queres para ti.

19 de janeiro de 2015

Memórias tuas

Perdido nas memórias
Oiço as tuas histórias
E volto à infância
Onde em criança
Contavas-me as tuas experiências
Enquanto adormecia
Em plena alegria
Por te ter ali
Junto a mim
A partilhar a tua vida.

Recordar esses dias
Fazem-me entristecer
Por me aperceber
Que embora se repitam
Os dias já não são iguais
Nunca serão banais
Mas os toques especiais
Que tu davas ao serão
Nunca mais aconteceram
Por já não estares aqui.

Vejo-te nitidamente
Como se estivesses presente
Ao meu lado
Mas sei que sonho acordado
E apenas no retrato,
Onde te observo diariamente
Vejo-te sorrir para mim
Para o que me tornei
E volto a ouvir
A tua voz
O teu sorrir
E fico feliz...

18 de janeiro de 2015

Explora!

Explora!
Procura as minhas fraquezas
E aproveita-as em teu proveito
Transforma qualquer defeito
Numa forma de me prenderes
A ti
Ao teu abraço
Ao teu corpo carente
Que me tolda a mente
E me faz desejar
O que nunca senti
E ter recaídas
Que nunca me permiti...

Explora!
Cada pedaço do meu ser
Faz-me conhecer
O que perdi ao te rejeitar
Devolve o desejo do meu olhar
E faz-me querer ser tua
Despe-me e deixa-me nua
Ama-me agora, de forma crua.

Explora!
Cada forma de prazer
Que meu corpo te pode dar
E quando a vontade acabar
Deixa-me no meu canto
A chorar por ser assim
Fraca de carne e de mente
E de desejar somente
Um pouco de atenção
De desejo, sedução
De uma noite diferente.

15 de janeiro de 2015

Paixão Impossível

Apaga esta chama
Que cresce em mim
Como um furação
De desejo e paixão
Impossível de controlar
Sem o teu toque.

Percorre o meu corpo
Que anseia o contacto do teu
Que nunca conheceu
E deseja descobrir
Para loucuras sentir
Sem receios.

Acalma este coração
Que bate acelerado
Ao sabor de uma tesão
Que me tem dominado
A cada momento
Que penso em ti
E que desejo em silêncio
Por te ter aqui...

Toca...
Beija...
Explora a teu belo prazer
E faz-me renascer
Em cada beijo teu
De explosões de loucuras
De um concretizar de loucuras
Que guardo dentro de mim
Sem ninguém as conhecer
Para que no fim
As possas satisfazer...

Vem acabar com este desejo
Com a força de um beijo
E acabar com este pensamento
Que me tolda o discernimento
E me faz perder a razão.

Anjo Negro

Anjo Negro
Enviado para aniquilar
Todo o coração rasgado
Por um ser pérfido
Que não soube resguardar
O que de bom lhe foi dado.

Como uma sombra
Paira sobre nós
Ouvindo em cada voz
Os pecados praticados
E sem aliados
Corres deste mundo
Para um abismo profundo
Todas as almas imerecidas
Das suas vidas vividas
Para um eterno despertar
De sofrimento.

Sem temor
Nem compaixão
Arranca sentimentos
Expulsa de cada coração
As lembranças de um grande amor
E deixa-o a definhar
Numa vida sem propósito
Num caminho sem retorno
Sem poder voltar a amar
Condenado a um vazio,
Cheio de solidão
E frio...

Como um Braço Vingador
Trás a destruição à humanidade
Retirando a capacidade
De partilhar sentimentos
De recordar momentos
Onde houve bondade
Alegria, liberdade
E condena cada um
A uma vida de escravidão
Sem alma nem coração
Até ao fim da eternidade.

Ciclo sem fim

Arrasto para o abismo
Meus sentimentos profundos
Desumanos,
Imundos
Que me levam à loucura
Numa demência que perdura
Muito após a morte...

E renasço, 
A cada dia que passa
Numa esperança renovada
De me ter livrado do negrume
Que me preenche a alma.

Mas sinto-me igual,
Negro como carvão
Assim anda o coração
Consumido pelo ódio
Pelo desprezo geral
De uma nação banal
Que não merece nada...

E vou apodrecendo
Neste inesgotável ciclo
De morrer
E renascer
De viver,
Para sofrer
Sem conseguir quebrar
Estas correntes que me prendem
A uma vida sem sentido
Sem um amor
Há muito esquecido.

14 de janeiro de 2015

Sonho real

Pesadelos
Inundam meus lençóis de suor
Pelo calafrios
Pela angústia,
Pela dor
Que sinto ao sonhar.

Sonhos doentios
Que não me consigo livrar
Oiço alguém a chorar
A pedir perdão
Para acalmar o coração
De quem lhe quer fazer mal.

Escondido
Tento me aperceber
O que posso fazer
Para libertar
Quem, ao gritar
Enche minha cabeça de ruído.

Fico petrificado
Por verificar que do outro lado
Essa pessoa sou eu
Um eu que morreu
Ou está prestes a morrer
Por alguém que o faz sofrer
E que nunca me entendeu...

Sou eu amarrado
A ser recordado
De todos os males que sofri
Dos horrores que vivi
E aterrorizado aos poucos
Para morrer devagar
Enquanto me vejo sangrar...

Tento acordar
Acabar com este sofrimento atroz
Grito a viva voz
Para me tirarem deste pesadelo.

E acordo de uma vez
Com o corpo marcado
De cicatrizes, de sangue
De ter apanhado
Como forma de lembrar
O que está para chegar
Quando aos sonhos me entregar...

Redenção de Pecados

Viajo na incerteza colada ao abismo,
Encarei a Vida como um labirinto,
Encarcerei o meu coração que já não sinto,
E tudo desapareceu no meio do cataclismo...

Depositei a minha confiança,
Num amor que nunca aconteceu,
E a minha alma morreu,
Juntamente com a esperança...

Perdi tudo na cínica tormenta,

Sem nenhuma gota de clemência,
Desapareceu no negrume sombrio,
Desse abismo escuro e frio...

Perdido

Entrega à escuridão
Que preenche o vazio
Deixado pelo coração
Apodreço,
Fraco e frio
Num canto que não reconheço.

Deixo-me levar pela escuridão,

Com o meu ser envolvido nesta podridão,
De sentimento enlutado,
Insaciado,
Mal-amado.

E recordo-me de momentos

Onde me entreguei a sentimentos
Deixei-me levar pela felicidade
Que não soube controlar
Que não dei valor para lutar
E me trouxe a esta realidade.

E agora encaro todos os meus pecados,

Como forma de redenção
Por um amor que morreu na solidão
Ao se perder em destinos trocados...

Enquanto vou caindo neste abismo

Tento aprender a lição
Para que num novo recomeço
Tenha melhor apreço
Pelos desígnios do meu coração.

(Poema escrito pelos autores do blog, num desafio lançado pela Nikita!!!)