19 de julho de 2015

Teu lar!

Fui te encontrar
Sentada à beira mar
Vendo as ondas rebentar
Sob a luz do luar...

Sentei-me a teu lado
E aguardei um bocado
Para te conseguir falar
Sem me engasgar.

Passado o receio inicial
Lá disse que pretendia
Para o bem ou para o mal
És o melhor do meu dia.

Ficaste quieta, calada
A contemplar a luz do luar
Sem dar por isso, a mão dada
E um beijo sem esperar.

Surpreendido, sem reacção
Derreti-me no teu olhar
Conquistaste meu coração
E tomaste-o teu lar.

16 de julho de 2015

Sem ti...

Sem ti...
Fico desorientado,
Perdido no escuro,
Sigo um caminho atribulado
Sem presente nem futuro!

Sem ti...
Sou uma bussola sem norte,
Um sol sem calor,
Sou um trevo de quatro folha sem sorte,
Um coração sem amor.

Sem ti...
Sou um destino sem visão,
Do que é melhor para mim
Sou um produto de uma ilusão,
Prestes a chegar ao fim.

Sem ti...
Sou fraco, quebrado
Sem forças para me levantar.
Sou um romantico mal amado
Já com medo de amar.

Sem ti...
Sigo um futuro
Que não poderá existir.
Fico preso a um passado
De onde não quero sair.

Sem ti...
Não existo.
Sou um corpo vazio.
Sem alma, sem sentimentos
Apenas carne a apodrecer ao frio.

Sem ti...
Não há história
Nem sentimentos para contar.
Não existes nem na memória
Sem ti não um EU que valha cá ficar!

Teu corpo marcado!

Não consigo controlar
A forma como te desejo,
Passo o dia a sonhar,
A forma de te conquistar
E te "roubar" um beijo...

Teu corpo endiabrado
Que me deixa louco
Faz-me desejar o pecado
De te consumir pouco a pouco...

O toque por momentos, 
O calor do teu abraço
Faz esquecer temperamentos
Que no teu regaço
Elevam sentimentos
De loucura e cansaço,
Por uma breve paixão
Vivida de uma forma inocente
Que criou a ilusão
De estares cá, presente...

E não sais da minha mente,
Nem essa noite de prazer,
Mas chego a duvidar
Que tenha chegado a acontecer.

Não fosse teu corpo ficar marcado
Na minha pele, como tatuagem
Pensaria que tinha alucinado
E que terias sido apenas uma miragem.

10 de julho de 2015

Coração magoado!

Guardo meu coração magoado
Num recipiente fechado,
Trancado, protegido
Por um sentimento ferido,
Difícil de ultrapassar
Impossível de esquecer
Que em vez de me alegrar
Só me fez sofrer...

Escondo-o do mundo,
Afasto-o da minha razão
Para que caia no esquecimento
E passado algum tempo
Não se possam lembrar
Que tenho um coração,
Fácil de controlar.

No fundo do meu ser, resguardado
Acolho o sofrimento,
A dor da desilusão
E ligo a oxigénio um coração
Sem forças para continuar a bater
Desejando sarar,
Mas sem forças para lutar
Para uma recuperação eficiente
Que proteja a si e à mente
Para não cair em sonhos irreais
Em desejos carnais
Que o levem de novo ao abismo.

Apago a existência da lembrança,
Enterro a esperança
De um coração totalmente recuperado
E vivo com ele magoado
Aprendendo a fugir,
Lutando por não sucumbir
A uma nova tentação,
A uma nova ilusão
Que crie feridas mortais
Num coração fraco demais...

9 de julho de 2015

Deixo-te um bilhete!

Deixo-te um bilhete,
De despedida...
Quero partir,
Mas não te consegui enfrentar
Com medo de ceder
E voltar a ficar...

Deixo-te um bilhete,
A explicar os motivos
Desta inesperada partida
Para uma nova Vida
Longe desta pressão,
Desta grande confusão,
Que se tornou meu dia-a dia.

Deixo-te um bilhete,
Não espero que entendas,
Mas precisava de respirar,
Ir para longe, apanhar ar
E clarificar meus pensamentos,
Perceber meus sentimentos
E assim decidir
Que caminho tomar...

Deixo-te um bilhete,
E deixo o meu carinho,
Meu amor, minha amizade
Que é a única verdade
Que levo comigo,
Neste novo caminho
Que decidi percorrer,
Talvez para me conhecer
Ou perceber onde me perdi...

Deixo-te um bilhete,
Porque não conseguia imaginar
Teus olhos a chorar,
Teu olhar a suplicar,
Para não desistir,
Para esquecer o partir
E tentar uma vez mais reparar
O que se tem vindo a degradar
E não soubemos corrigir...

Deixo-te um bilhete!
E nele, a minha Vida
Que espero recuperar
Quando mais tarde voltar
Para teus braços
E renascido,
Recomeçar
O que agora perece perdido!

7 de julho de 2015

Uma aventura impossível!

Percorro teu corpo com um beijo
Desnudado e quente
Mostrando o desejo
De uma alma carente...

Percorro com ferocidade
Tento não escapar um pedaço
Que não meio da ansiedade
Acabam num percalço...

Desejo-te como não percebia
Nunca tinha tomado atenção.
Vejo-te como não te via
Incendiaste-me a alma e coração...

Teu corpo baila no meu olhar
Despertando todos os sentidos
Fazendo-me apenas sonhar
Viver todos os pecados conhecidos.

Percorrer-te por inteiro
E mesmo assim não me cansar
Fazer de ti o meu mundo inteiro
O qual gostaria de desbravar...

Conhecer cada recanto
De ti, do teu ser
E saborear cada encanto,
Cada fonte de prazer.

É levares-me ao céu e à loucura
E descer à terra e desaparecer
É viver contigo uma aventura
Que nunca poderá acontecer.

Abraça-me!

Abraça-me!
Com força para não me perder,
Para me manter quieto,
Num aperto
Onde todo o sentimento
Que dizes sentir por mim
Me faça perceber por fim
Que é ao teu lado que devo ficar
Em vez de duvidar
Cada segundo, cada momento
Que estou a viver...

Abraça-me!
Empresta-me teu ombro para chorar,
Desabafar minhas mágoas.
Deixa cair minhas lágrimas
Que se misturam nestas águas
Que me afundam o pensamento
E me toldam a razão
Onde confundo este sentimento
Entre amor e paixão
E entrego-me e me perco
Sem sentido de orientação...

Abraça-me!
Ou deixa-me cair...
Quero apenas fugir
Desta vida sem sentido
Deste amor já vivido
Que não foi criado para mim
No qual eu nunca senti
Ser um ser desejado
Ser alguém amado
Por que entreguei tudo de mim
E que agora chego ao fim
No calor do teu abraço
Vazio,
Oco,
Só espaço
Onde já não quero estar,
Onde não quero permanecer
Onde se me deixar ficar
Significa que escolhi morrer...

2 de julho de 2015

Longe vai o tempo!

Longe vai o tempo
Onde ao observar uma rosa
Saía um verso, 
Uma prosa
Uma rima destinada
A uma pessoa amada
Que por efeitos de magia
Mantinha a energia
Necessária para escrever,
Para assim encher
Folhas brancas de um caderno
Agora aberto
E deserto
De palavras, de sentimentos
Partilhados em momentos
Que não vou esquecer...

Longe vai o tempo
Em que o teu sorriso
E um toque no rosto
Significava um esboço
De mais um poema
Inspirado num tema 
Onde eras a inspiração,
Palavras directas do coração
Que batia por ti,
E pela atenção
Que dedicavas a mim
Sem o mínimo de medo,
Namorando em segredo
Sem ninguém se aperceber...

Longe vai o tempo
Em que eu era assim
Por estares perto de mim!
Mas agora que já não estás
Apenas vives no pensamento
Sinto que a inspiração
Para te colocar em palavras
Se tornaram frias,
Escassas,
Criando um livro em branco
Cheio de folhas vazias
Onde à pouco mais de míseros dias
Vivias cheia de emoção
E fazias bater meu coração!

1 de julho de 2015

Enterra meu coração!

Sinto meu coração a bater,
Mas já não é meu
Bate por outro ser
Que nenhum valor lhe deu.

Bate descompensado
Por um amor arrebatador
Mas sem ti ao meu lado,
Bate de raiva e de dor...

Arranca meu coração
Enterra-o onde te apetecer,
E rasga o mapa que assinala
O local onde foi deixado,
Para que não possa ser encontrado,
Para que não volte a sofrer.

Tirei-me esta dor do peito
Este brilho do olhar
E enterra esse coração desfeito
Onde o único pecado foi te amar.

Liberta desse destino
Desse carinho sem amor
E segue por outro caminho
Onde eu fique sozinho
Enterrado nesta dor

Deixa-o abandonado
Enterrado, amarrado
Até parar de bater
E suspirar para o ar gelado
Que por não te ter ao meu lado
Mais vale parar e morrer...

26 de junho de 2015

Mudança de mentalidade!

Não me sinto eu mesmo
Não consigo explicar
Mas algo na minha mente 
Está a me mudar...

Algo de quebrou
Mudou minha forma de ver
Minha maneira de pensar
Até a forma de viver...

Sinto-me mais solto
Sem querer saber da opinião
Que sem te conhecer
Te atiram ao chão
Apenas para ser superior
E se rirem com a dor
Que provocam noutro ser.

Sinto-me mais imune
Aos solavancos que a vida
Me tem dado a conhecer
E já não deixo que ela me pune
A seu belo prazer
Pois não me deixo vergar
Sem me debater
E sei que quando terminar
Apenas posso vencer...

Sinto-me um outro ser
Não sei se para melhor
Mas venha o que vier
Estarei mais preparado
E já não serei o fraco
Que se encolhe a esperar
De ser saco de pancada
Até o outro acabar
De descarregar a frustração acumulada

Encanto envenenado

Rasga esse encanto
Que tenho por ti,
Liberta-me desse desejo
Que a promessa de um beijo
Cravou em mim...

Quebra o fascínio
Com que o teu olhar me seduz
E deixa-me entrar em declínio
Num canto sombrio
Onde não haja luz...

Deixa-me mergulhar na escuridão
Percorrer meus sentimentos
E queimá-los um a um
Até não restar nenhum
Que me faça sofrer
E assim possa esquecer
A marca que deixaste em mim.

Deixa me recolher
E inspeccionar minha mente
À procura de vestígios
Guardados neste pobre coração
Para apagar para sempre
Cada recordação
Que causou uma ferida
Impossível de sarar

24 de junho de 2015

Rasga o preconceito!

Rasga esse preconceito
Não tens esse direito
De julgar os outros
Para te sentires superiorizado
A um semelhante magoado
Por agressões baratas
Que atiras como facas
E que vão deixando marcas
Difíceis de sarar.

Quebra a injustiça
Praticada pelo prazer
Que tens de tratar mal
Um outro ser igual
Que nada fez por merecer
Esse tratamento racial
Que te transforma num monstro
Que apenas tem um gosto
De pisar quem o rodeia
E que só o sofrimento saboreia.

Deixa essa vida
E para de magoar
Os outros só porque sim
Pois isso um dia terá um fim
E se virará do avesso
Transformando-te a ti no indefeso
Que ninguém se vai preocupar
Pois só soubeste maltratar
Quem na sua inocência
Ou na forma de estar
Deixou-se ficar calado
Apesar de apanhar
De qualquer lado
Onde pudesses atacar...

Deixa esse lado negro
Vê o mal que praticas
E o quanto sacrificas
No futuro de alguém
Que nunca mereceu teu desrespeito
Nem o teu desdém
Para ser tratado desse jeito
Como se não fosse ninguém.

Escreve sem pensar...

Fecha os olhos
Deixa os sentimentos fluírem
E pára de pensar!

Deixa as emoções
Guiarem a tua mão,
O teu pensamento
E deixa-te ir no momento
Sem pensar em rimas
Ou poemas.

Fecha os olhos
Vê o teu mundo interior
Encontra o teu centro
E a partir desse momento
Deixa a mão escrever
E quando abrires os olhos vais ver
Que o texto escrito
Não foi pensado,
Nem tão pouco estruturado
Mas tudo parece encaixar
E quem sabe rimar...

Mas mais importante,
É que é um espelho do que se sente
E paira, inerte, na mente
À espera de ser descrito
Ainda que de uma forma rudimentar
Pois o que estás a sentir
Nunca o consegues explicar
Mas consegues transmitir
Para outro alguém ler
E assim experimentar
O que estás a viver!

Fecha os olhos...
Abre-os sem pensar
Escreve ser querer
Saber o que estás a escrever
E quando releres
Irás te surpreender
Com o que o inconsciente
Que levou a contar.

22 de junho de 2015

Coração desenhado!

Faz um esboço do meu coração
Desenha-o com cuidado,
Com toda a atenção
Para ter espaço para os sentimentos
E para todos os momentos
Que aos poucos crescerão,
Tendo a ti a meu lado
De papel e lápis na mão...

Desenha, faz rascunho
Tenta as vezes que for necessário
E deixa-te levar
Pela inspiração
De encontrares um local
Para o coração
Que estás a desenhar
Com o traço do teu punho
Para um dia te amar.

Deixa o lápis correr
E desenhar a seu gosto.
Não procures a perfeição,
Permitindo errar
E assim descobrir
Como se superar
E recuperar
De uma desilusão
E entregar-se sem medos
Sem recorrer a segredos
A quem o amar
Com os defeitos que tiver
E as marcas que houver.

Deixa-o viver...
Liberta-o desse caderno
Agora já pequeno
Para tanto sentimento
Nascido dentro de si
Que deseja viver
E assim conhecer
O verdadeiro significado
De estar ao teu lado
E amar cada momento
Em que bate, acordado
Pelo teu desejo de o ter.

O tempo parou...

Quebra-se um momento
Um olhar silencioso
Gela-me a alma
Enquanto te vejo desaparecer
Afastando a calma
Que queria transparecer
Ao estar contigo.

O tempo parou
Assim como meu coração
Ao ver que o amor
Que pensava sentir
É uma ilusão
Que deixei surgir
E inundar o meu dia
Com uma alegria
Que pensava já não existir
Sem te ter por perto...

Agora, sombrios são os tempos
Em que acordo sobressaltado
Pensado no passado
Onde teus braços dormiam
Abraçados aos meus,
Agora gelados
Por não serem abraçados
Por um carinho teu...

Negras são as horas
Os dias, as semanas
Desde que tu partiste
E levaste minha alma
Meu coração
Meus sentimentos
E com eles os momentos
Onde tudo era real
Onde a minha vivência total
A ti se resumiu
E assim se consumiu
Até já nada restar...

19 de junho de 2015

Foi uma ilusão

Foi uma ilusão
Que tomou conta do meu coração
E me deixou apaixonado,
No fim, abandonado
A este sentimento voraz
A um desejo mordaz
Que cresceu sem consentimento
Devido a um pequeno momento...

Agora vejo uma miragem
Do que pensei existir
E não esqueço a viagem
Que sem nunca pensar
Estava a embarcar
E que queria seguir...

Mas terminou o caminho
A ilusão teve o fim
E agora dou por mim
Sem saber o que faço
Procurando em cada espaço
Essa acendalha de desejo
Que se perdeu com um beijo
Que confundi com carinho.

Fecho os olhos e estar presente
Exclusivamente na minha mente
Pois tento te abraçar
A apenas apanho o ar,
Que ocupa o lugar do teu corpo
O qual nunca percorri
Mas que por breves momentos desejei!
O qual nunca senti
Mas que com ele sonharei...

17 de junho de 2015

Uma vida de ilusão!

Um corpo sem chama,
Vazio
Abandonado,
Entregou-se ao desconhecido
Ficando ferido
Queimando por dentro
Transformando o fogo existente
Num vulcão extinto...

Um fogo sem alma,
Destruindo sem hesitar
Sonhos,
Pensamentos,
Desejos,
Sentimentos,
Que me permitiam conhecer
Quem era o meu ser
E me fez ficar
Oco.

Um olhar sem vida,
Uma expressão sem desejo
Levado num beijo
Que me levou a vontade
Não deixando nem a saudade
Do ser que fui antigamente
Que vagueia perdido na mente
E já não sabe como comunicar
Através do olhar.

Um sonho sem brilho,
Apagado em silêncio
Mergulhado na escuridão
De um recipiente antigo
De pedra dura,
Fechada numa armadura
Em que ficou meu coração,
Frio, sem a percepção
De ter existido
De ter conhecido
O que era viver livre...

15 de junho de 2015

Sentir Açores!

Mistérios por descobrir
Natureza por desbravar
Uma beleza a surgir
Por entre as brumas do mar...

Uma pérola no oceano
Espalhada por várias ilhas
Um arquipélago que tanto amo
Devido às suas maravilhas.

Campos a perder de vista
Com a natureza no seu esplendor
É uma tela, para qualquer artista
Seja ele poeta, musico ou pintor.

Seus trilhos para caminhadas,
Seus lagos de azul profundo
Conseguem criar tardes bem passadas
Como em nenhum lugar do mundo.

Das regatas de baleeiros,
Que chamam centenas para as ver
Às festas dos santos padroeiros,
Que ninguém as quer perder.

Açores é magia
No mais puro estado de ebulição
É um brilho no dia-a-dia
De se guardar no coração.

É mistério,
É saudade,
É um poço de inspiração...
É natureza,
É liberdade
É um cantinho no meu coração!




12 de junho de 2015

Era um corpo vazio...

Pegaste no meu corpo vazio
E encheste-o de paixão
Tornando algo que era frio
Num ardente caldeirão...

Fizeste desaparecer o rancor,
A raiva, o ódio, a desilusão,
Trocando por amor,
Por carinho e compreensão.

Deixei de ser transparente
Para o que a vida tinha para me dar
Fundi meu corpo à mente
Para um dia conseguir amar.

E da tua amizade
Nasceu a minha atração
Eras a realidade
Nascida da ficção...

Quero apenas ter-te por perto
Mais não te posso pedir
Não te quero num aperto
Em que possa fugir...

Estarei sempre ligado a ti
E espero ter-te a meu lado
Quando esta luta chegar ao fim
Espero deste sonho não ter acordado.

Arranco-te...

Arranco-te...
Da minha alma, 
Que sem pudor
Fizeste abanar
Retirando a calma
Que com tanto ardor
Demorou a montar!

Arranco-te...
Do meu pensamento
Que por instinto
Só pensa em ti
E nutre um sentimento
Que nem sei como o sinto
Mas que tem de ter um fim!

Arranco-te...
Do meu peito
Onde em silêncio
Te alojaste
E o deixaste desfeito
Por um desejo imenso
Que lá plantaste!

Arranco-te...
Das memórias
Onde vagueias em liberdade
Sem a mínima preocupação
Escrevendo historias
De uma vontade
No meu coração!

Arranco-te e apago
Cada lembrança de ti
E fecho o olhar
Para uma vez mais recordar
O teu corpo refinado
O teu beijo desejado
Que para sempre eu trago
Gravado dentro de mim.