21 de outubro de 2015

Teu calor!

Procuro-te na noite fria,
Como forma de me aquecer
Sem me aperceber
Fico vidrado
Apaixonado
Pelo teu toque quente
Que me entorpece a mente.

Deixo-me ficar,
Rodeado do teu calor
Que me aquece por completo
Quebrando por completo
Todas as minhas resistências
E as falsas aparências
Que senti ao chegar...

Relaxo,
Abraço a tua forma de estar
De me levares ao inferno,
De tomares conta de mim.
De ficares ligada
Até a madeira chegar ao fim
E me aqueceres
Em cada noite de inverno!

16 de outubro de 2015

Meu coração!

Bate meu coração,
Forte,
Apaixonado,
Acelerado,
Com a sorte
De te encontrar,
De ter te deixado entrar
E o inundares de uma nova sensação...

Amor!
Que no calor do momento
Faz nascer esse sentimento
Que alimenta meu ser
E faz-me perceber
Que quero estar a teu lado
A sonhar ou acordado
Quero sentir esse teu calor.

Sem ti,
Cresce um vazio
De ausência!
Cria-se um frio
De indiferença!
Que não quero recordar
Nem voltar a sofrer,
Uma ferida por sarar
Ainda antes de te ter.

15 de outubro de 2015

Epifania

Agarro em palavras
Para escrever poemas,
Pensando em que temas
Poderei escrever...

Vou ficando bloqueado,
Sem saber o que dizer
Sinto-me desapontado
Por não o conseguir fazer...

Mas paro e reconheço
O quando estou errado,
Não são as palavras que escrevem
Quando estou inspirado.

São sentimentos vividos
Sensações experimentadas
Que têm de ser convertidos
Para serem partilhadas...

Escolhi a poesia
Para o conseguir fazer
E as palavras são um meio
Para o que tenho a dizer.

Não é fiel ao que sinto
Mas tento ao máximo descrever
Todas as coisas que me dão forma
E me fazem viver.

Vazio da Mente

Encaro a folha vazia,
Tremo, sem me aperceber
Pois a escrita que tive um dia
Parece desaparecer...

Fico parado, quieto,
Tentando um tema arranjar,
Não sei nada concreto
Mais uma folha para rasgar...

Rabisco uma e outra frase
Qualquer coisa sem sentido
Continuo neste impasse,
Em busca de um poema perdido.

Concentro-me no vazio
Para focar a atenção,
Mas deve estar frio
Pois congelou minha inspiração.

Sou um vazio da mente
Sem nada para escrever.
Um poeta sem semente
Para o poema florescer.

Mas logo me recordo
Que a escrita vem de coração,
E assim acordo
Com vários poemas escritos na mão.

13 de outubro de 2015

Percorre...

Percorre o meu ser
Com o teu toque,
Deixa que o prazer te sufoque
E solte a chama inibida
De uma paixão esquecida
Que se deixou morrer...

Percorre o meu corpo
Com cada beijo,
Desperta este desejo
Que guardo no interior.
Solta este amor
Que por ti tenho guardado,
Faz este corpo ser desejado
Faz-me ser o teu porto...

Percorre cada recanto
Satisfaz minhas loucuras,
Faz-me viver as aventuras
Que tenho no pensamento
Transforma-as num momento
Que possa recordar
E voltar a experienciar
Sozinho no meu canto.

Percorre...
Não deixes nada por descobrir!
Faz-me apenas sentir
Que pertences a mim
E desejar no fim
Que este momento seja eterno.
Se o pensamento for efémero,
Ficará gravado na alma,
Que este fogo não acalma
Até que esta morra...

Queres-me?

Se te mostrar os meus medos,
Meus receios e fraquezas,
Será que continuarás a me querer?

Se souberes os meus segredos,
Se não tiveres certezas,
Estarás ao meu lado enquanto viver?

Se quiser ir embora,
Para um local distante,
Irias querer ir comigo?

Se achares que não está na hora,
E duvidares por algum instante,
Quererás apenas como amigo?

Mostro-me sem nenhum plano
À espera da tua aprovação,
Sem medo do teu olhar,
Sem dúvidas que me façam duvidar
Que quero estar ao teu lado
Ser teu futuro e presente,
Esquecer o nosso passado
Para que possamos seguir em frente
E sem nenhuma hesitação
Mostrar como te amo.

Amarás da mesma forma?

Acreditarei que sim
Estarei a aguardar por ti
E se no fim
Decidires que não te mereço
Espero que guardes o que te ofereço
Pois já não preciso para mim.

12 de outubro de 2015

Entrego-te a alma!

Entrego-te a alma,
Com a calma
Que me soubeste dar
Sem nunca procurar
Tirar partido
De um coração sofrido.

Entrego-te a alma,
Pois o coração já é teu
Aquele que já sofreu
E que agora bate descompensado
Por se sentir amado
De forma especial.

Entrego-te a alma,
Faz dela o que entenderes
Mas se me fizeres
Sofrer,
Regista o que te disser:
Te causarei sofrimento,
Mesmo que mostres arrependimento
E pedirás ajoelhado
Que sejas perdoado
E que te deixe viver...

Mas já não terei alma,
Nem alguma compaixão
Pois a alma foi-te entregue
Assim como meu coração
Por isso podes pedir,
Podes até implorar
Que o que virá a seguir
Nada poderá travar...

4 de outubro de 2015

Labirinto!

Sinto-me perdido!
Procuro uma saída,
Corro em várias direções
Mas só encontro ruelas
Sem nenhumas soluções.

Tento desesperado
Encontrar um caminho
Que me permita sair
Desta confusão onde me meti
Deste presente sem ti
Sem amor e carinho.

Viro para um lado
Novo caminho sem saída
Volto para o outro
E vejo a minha vida
Numa encruzilhada sem resolução
Onde cada movimentação
Parece ser antecipada
Criando uma barreira
Que não pode ser ultrapassada...

Subo bem alto,
Para o muro que me prende
E algo me surpreende
Por perceber
Que me estou a perder
Num Labirinto da minha mente
Que não existe sequer.

2 de outubro de 2015

Desejo Negro

Deixas-me louco!
Por ti esqueço do que prometi
Do que quero para mim,
De onde quero chegar,
Ficando apenas cego,
Para te ter
E te poder tocar,
Saborear o teu prazer
Que me faz perder o controlo.

Deixas-me ansioso!
Por sentir o teu toque
O teu sabor intenso,
Que me faz viajar
Por um mundo de sensações
Apagando um desejo
Guardado dentro de mim
Que graças a ti
Chegou ao fim...

Abuso da tua companhia
Mato essa vontade
Dissipando a ansiedade
De te ter novamente
Mas após te largar,
Não consigo evitar
Que na minha mente
Já te esteja  a desejar...

Quero manter-te longe...
Quero manter-te por perto
Mas neste momento incerto
Apenas consigo dizer
Que és a minha tentação
És quem me leva ao desespero
Por ti acelera meu coração
Meu pecado... Chocolate Negro!

1 de outubro de 2015

Tento esquecer-te...

Tento esquecer-te!
Tirar-te do pensamento
Onde por um momento
Pensei que pudesses viver,
E no meu coração mandar
Para que conseguisse dizer
Que um dia soube o que era amar...

Tento ignorar-te!
Não me lembrar que existes,
Esquecer recordações
De dias passados ao teu lado
Ocultar sentimentos
Que me deixam acordado
Por não te ter por perto...

Tento apagar-te
De cada pedaço do meu passado
Que conseguiste deixar marcado
Mas que faz doer
Apenas por recordar
Que por não te ter
Não consigo evitar
Que já fui feliz
E não soube aproveitar...

Tento não te ter,
Mas será que tento de verdade?
É que na realidade
Queria ter-te por perto
E num suave aperto
Dizer-te ao ouvido
Que é apenas contigo
Que quero partilhar um futuro.

28 de setembro de 2015

Um amor do passado!

Esperei por ti,
Não apareceste...
E então esqueci
Segui em frente
Para poder viver
Sem nunca esquecer
Que ficaste uma lembrança,
E uma réstia de esperança.

Tornaste-te passado,
Guardada sem me lembrar
E eu um coração magoado
Sem coragem para amar.
Com medo de sofrer
Uma nova desilusão
Ou medo de viver
Uma simples paixão...

Mas eis que o presente
Me apanha desprevenido
E apareces de repente
Através de um amigo
E voltas a comandar
Este coração adormecido
Que já não sabe controlar
Este amor antigo...

És um passado gravado
A fogo no meu peito
Um presente não realizado
Um futuro desfeito...
Mas és quem desejo
Com quem quero estar
És a promessa de um beijo
Para meu coração se acalmar...

8 de setembro de 2015

Partiste faz tempo!

Verto uma lágrima,
Ao pensar em ti
E reparo no tempo
Que este sofrimento,
Se apoderou de mim...

Partiste inesperadamente,
Apesar do desfecho anunciado,
Criou-se um vazio cá dentro
Que continua aberto
Sem ti ao meu lado...

Vejo-te nos sonhos,
Procuro-te em pensamentos
E tenho momentos
Em que te procuro para me orientar
Pedir os teus conselhos
Para de alguma forma de ajudar
E seguir o meu caminho.

Partiste,
Levaste parte de mim,
E com o passar do tempo
Atraiçoa minha memória
Que confunde a história
E os traços do teu rosto,
Do teu sorriso cativante,
Da tua forma de estar,
Do teu olhar motivante
Para que me pudesse superar.

Faz tempo que não te vejo
Que não te posso tocar
Mas terás em mim um porto seguro
Onde sempre que quiseres
Podes por uns tempos voltar
E estares disponível para me ouvir,
Para me veres sorrir e a chorar.

3 de setembro de 2015

Ácido em mim!

Ecoa em mim
O som do silêncio,
Que me queima por dentro
Como um ácido raro.

A cada pensamento,
Uma brecha vai-se abrindo
Evapora-se um sentimento
Que no seu devido momento
Teve uma importância fulcral
E agora se tornou banal
Neste vazio vai surgindo.

Peito aberto,
Coração despedaçado
Assim fico, nesse estado
Com a acidez da minha forma de ser
Com o meu jeito de viver
Que te vai afastando
E a todos que me rodeiam
Atirando-me para um abismo
Que todos odeiam...

Mas é onde me sinto bem,
Isolado do mundo,
Sem prestar contas a ninguém,
Vendo-me desaparecer
Como se fosse água a correr
De um rio a secar
Que sem querer acabar
Se vai movimentando para o fim.

É nesse ácido que me afogo
E afogo minhas frustrações
Fazendo a contagem
Para o fim desta viagem
Onde as grandes emoções
Foram apenas uma miragem. 

2 de setembro de 2015

Descobre-me...

Descobre-me...
Envolve-me num abraço
E devora cada barreira
Criada para me proteger
De uma paixão ardente
De um fogo incandescente
Que me faça perder o norte,
Que faça bater meu coração mais forte
Sem controlo, nem suporte.

Percorre,
Cada pedaço da minha alma,
Cada centímetro do meu corpo,
Conhece o toque certo que me acalma,
Sê o meu seguro porto
E faz-me te desejar
Querer o melhor de ti
Faz-me tua vida abraçar
E caminhar ao teu lado até ao fim.

Arrisca,
Sem medo do ridículo
Pois amar não tem limites
Para o que se pode fazer
Deixa teu corpo ceder
Aos desejos de demonstrar
Que está pronto para amar
E ser amado
Sem um plano programado
Criado para falhar,
Pois o amor não é para pensar
É para viver intensamente
Até quando der, diariamente.

Descobre-me!!!
Procura mais um bocado
Bem perto de onde estás
E vê que estou ao teu lado
Vás tu para onde vás
E ai permanecerei
Até tu me quereres
Pois descobriste o meu mundo
E é nesse mundo que devemos viver.

31 de agosto de 2015

Navio sem porto!

Quero ser livre,
Poder soltar as amarras
Que me prendem ao corpo
E vaguear sem receios,
Por um universo desconhecido,
Que responda aos meus anseios
De ser um navio sem porto.

Quero a liberdade,
O dizer a verdade,
Sem medo da consequência.
Viver a vida como quero
Sem manter a aparência,
Do errado ou do certo,
Do abstracto ou do concreto,
Que não me fazem ser Eu.

Quero partir,
Voltar quando quiser,
Poisar onde me der,
Vontade de poisar
E ai desbravar
Um mundo novo,
Repleto de novas sensações
De sonhos e desilusões
Que possas experimentar
E com elas aprender.
Que possa crescer,
Sem ter o medo de errar.

Serei um navio sem bandeira
Sem porto fixo para poisar,
Deixando as ondas me levarem
Para parte incerta,
Para que a cada descoberta,
Me possa conhecer
E assim entender
A que porto retornar.

28 de agosto de 2015

Viver na demência

Entrego-me ao abismo,
À escuridão...
E vejo com tal realismo
A pérfida razão
Da minha existência...

Nasci para sofrer,
Para causar sofrimento,
Para ver o mundo morrer,
Sem dor, nem sentimento,
Apenas contemplando a ausência...

Sou um ser errático
Vivendo em agonia
Cada noite, cada dia,
Mostrando o lado prático
De uma sociedade em decadência...

Alimento-me do rancor
Do desprezo, da solidão
Abomino a compaixão,
A amizade, o amor
E qualquer tipo de carência...

Sou o caminho para o fim,
Nascido para morrer,
Alguém que não escolheu ser assim
Mas assim gosta de ser,
Vivendo na sua demência.

27 de agosto de 2015

Perdi-te!

Perdi-te...
Após mentir,
Para não magoar,
Após fugir
Para não te encarar...
Perdi-te!!!

Meti o pé pela mão,
E na ânsia de te recuperar
Segui meu coração,
Em vez de aguardar.
Deixar o ódio arrefecer
E a chama voltar
Para que pudesses perceber
Que  não te faço sofrer
Que apenas te quero amar.

Mas fiz tudo errado
E perdi-te para sempre
Num amor condenado
À extinção permanente,
Onde qualquer recordação
Deste amor ultrapassado
Será uma inglória ilusão
De um qualquer momento imaginado.

7 de agosto de 2015

Despedaçado!

Despedaçado,
Meu coração,
Fragilizado
É atirado ao chão...

Objecto vulgar
Usaste em teu prazer
E sem novo uso para dar
Deixaste-o a morrer...

Abres golpes profundos,
Sangra até ao fim
Leva horas, talvez segundos
Até não te lembrares de mim.

E fico num negro vazio
Onde choro tua ausência
Sacudindo-me de dor e frio
Entregando-me à demência.

Sou uma alma sem ser,
Sem amor nem coração
Sou um corpo a morrer
De uma grande desilusão...

29 de julho de 2015

Fim da linha...

Está difícil de suportar
O amor desapareceu,
O fascínio morreu
Aquela cumplicidade
Desapareceu e a amizade
Deixou de nos ligar.

Entregamo-nos à rotina,
Ao ter o outro como garantido
E sem qualquer esforço
Fomos criando um fosso
Que se apoderou da nova vida,
Se colocou como nosso destino.

Tentei lutar,
Desesperado por te perder,
Para mais tarde perceber
Ser o único a remar
E querer salvar um relacionamento
Que tu já nem tinhas no pensamento.

Agora cada um no seu canto
Penso em ti vagamente
E vem um sorriso ao rosto
Lembrando o oposto
Que nos juntou lentamente
E que era o nosso encanto.

Seguimos nossa vida,
Sem nunca te esquecer,
Mas vim a perceber
Que também não me esqueceste,
Mas tiveste o que mereceste.

E quando pensares em mim
Vais recordar
Que foste quem pôs um fim
Nesta relação
E partiste um coração
Que apenas te queria amar.

27 de julho de 2015

Gravada em mim!

Não tem forma de te esquecer
Tu de mim não sais
Gravada no meu peito
A fogo, deixaste marca
Que não vai sarar
E a cicatriz que deixar
Irá sempre doer...

Minha vida sem ti
Não faz sentido,
Sinto-me perdido
E já não sei como encontrar,
Mas partiste
Levaste meu coração
E com ele a solução
Para este sofrimento.

Estarás para sempre em mim
Mesmo sem estares ao meu lado
E até ao fim
Sonharei acordado
Com o dia em que te terei aqui
Para viver este amor
Sem medos!