7 de janeiro de 2016

Queria!

Queria ouvir-te!
Sentir o doce da tua voz
Percorrendo os meus ouvidos
E na multidão, estarmos sós
Cada vez mais unidos.

Queria tocar-te!
Sentir o calor pele
Quando lhe toco suavemente
E liberto o cheiro a mel
Que fica a bailar na mente.

Queria olhar-te!
Receber um sorriso de volta
Com a tua expressão divertida
Mas nasce em mim uma revolta
Com a sorte da minha vida.

Queria isto tudo,
Mas nada disto posso ter
Pois a vida levou-te do mundo
Não deixando este amor viver.

Queria só mais uma vez
Relembrar como era te abraçar
Pois na lembrança começas a desaparecer
E já não tenho nada a que agarrar.

Queria ter-te!
Mas já nada disto é permitido
De que serve amar-te
Se viver este amor foi proibido?

29 de dezembro de 2015

Troca de olhares

Olho para ti, vidrado
E desvio lentamente
Sempre com o teu sorriso na mente
Para não ser apanhado.

Olho novamente,
Vejo teus olhos brilhantes
E sonho sermos amantes
Quem sabe, eternamente...

Arrisco só mais um bocado
Só para matar a saudade
E olho-te sem maldade
Mas a desejar-te a meu lado.

Nesta dança de olhar
Sou por fim descoberto
E começas a me chamar
Para chegar-me mais perto.

Sem saber o que dizer
Vou me aproximando de ti.
Sinto meu coração a correr
Algo que nunca senti.

Notas-me desconfortável
Abres um sorriso para me acalmar
E de uma forma afável
Aproximas-te para me beijar.

Um beijo à muito desejado
Desde o primeir momento
Finalmente foi dado
Soltando este novo sentimento.

28 de dezembro de 2015

Estarei errado?

Estarei errado?
Tal pode acontecer
Se sempre que olho para o lado
Vejo alguém apaixonado
Enquanto estou a sofrer...

Estarei errado,
Por sentir o que sinto?
Tento esconder, e então minto,
Para que não me ponhas de lado
Para que te possa ver.

Estarei errado
Por alimentar este amor
Que só me trouxe dor?
Mas se sonho ctg, acordado
Como posso estar errado
Se és tu quem me dá calor?

Posso sempre errar
Mas não posso ocultar
Esse sentimento que inunda
Meu coração e afunda
Qualquer tipo de juizo
Que só me traz prejuízo
Por te amar, sem ser amado
Porque ao te amar, estarei errado...

21 de dezembro de 2015

Entrego-me...

Entrego-me ao desconhecido
Abandonando a vontade
De viver,
De sonhar,
De estar em liberdade
Para um dia voltar a amar
E usufruir de um ombro amigo
Com que pudesse compartilhar
A vida,
Um sonho,
E também um caminho.

Entrego-me à escuridão
Pois a luz faz-me relembrar
A tua recusa em me amar
Quando era demais evidente
O que te ia pelo coração
E pela mente
Quando trocavamos um olhar
E tocavas em minha mão.

Entrego-me ao silêncio,
À solidão do momento
E penso neste sentimento
Que me está a queimar por dentro
Fazendo-me transformar
Num ser que não sou
E deixando o meu coração
Em pedra, que não voltará a amar
Como já amor...

Entrego-me ao mundo,
Sem me entregar a ti,
Pois nunca me aceitaste
Como sou, como sempre te vi
E por isso já não faz sentido
Lutar por algo que não conseguirei
Mas saberás que sempre te amei
E que foi um amor profundo.

18 de dezembro de 2015

Pequenos gestos...

Um brilho no olhar
Como há muito não via
Chegou para alegrar
O resto do meu dia.

Um sorriso sem aviso
Um abraço sem esperar
É mais do que preciso
Para me aconchegar.

São pequenas coisas
Que podes nem perceber
Que transformam o dia a dia
E o de continuar a te querer.

São pequenos gestos
Sem esperar que aconteça
Que faz girar o meu mundo
Dá a volta à minha cabeça.

Um sorriso, um beijo,
Um abraço, um toque com a mão
Faz acender a chama do desejo
Guardado em meu coração.

Um carinho, uma surpresa,
Uma noite especial,
Será como um doce à sobremesa,
Será como se fosse sempre natal.

17 de dezembro de 2015

Enterro-me na escuridão!

Algo negro,
Insano,
Impuro,
Mundano,
Cresce no meu interior
E suga todo o amor
Que tinha para dar.

Algo que tem envenenado
Alimentando de um passado
Intenso e sombrio
Inrompendo das chamas
Que o frio
Não conseguiu apagar
Transforma meu coração em pedra
Sem capacidade de amar.

Fui-me perdendo aos poucos
Atirado para um abismo interior,
Onde cinzento e escuro
Vivo isolado do mundo
Sem interessar o futuro
De quem me rodeia.

Já não quero saber,
Quero viver isolado
Neste inferno ancorado
Onde não preciso de amar
Onde não possa errar
Por me sentir preocupado.

4 de dezembro de 2015

Sorri...

Sorri...
Para ti!
Para o mundo!
Para quem amas!
Para quem te odeia!

Sorri apenas porque sim
Porque te apetece sorrir
E verás o que o teu sorriso
Poderá conseguir.

Sorri por estares contente,
Para afastar a tristeza...
Sorri para alegrares a mente
Que não te quer em baixo, de certeza.

Sorri porque o teu sorriso
É algo bonito de conhecer!
Sorri quanto não for preciso
Ou quando estiver tudo a ver...

Deixa a tristeza bem guardada
Não a alimentes desnecessariamente
E assim, sem dares por nada
Verás que foi embora de repente.

Então sorri para a Vida
E para o que ela tem para te dar.
Cada hora triste, é uma hora perdida
Que não voltas a recuperar.

Sorri,
Apenas sorri...
E quando esboçares o sorriso
Esquecerás a tristeza dentro de ti.

2 de dezembro de 2015

Porto seguro!

Abraço-te em desejo,
No calor do teu abraço,
Sinto a chama do teu beijo
No aconchego do teu regaço.

Em ti me aninho,
Procuro consolação
Quando me sinto sozinho
Neste mundo de escuridão.

És a luz que me ilumina,
Que me guia para um bem melhor
A mão que me aproxima
E me alimenta com amor.

O lugar seguro,
Para onde quero voltar,
O meu bem futuro
Que procuro bem guardar.

É assim que o teu conforto
Me faz sempre sentir a cada momento.
És "apenas" o meu porto
Com quem partilho cada sentimento.

1 de dezembro de 2015

Vagueio como um vagabundo

Vagueio pelo Mundo
Feito um vagabundo
Que passei a ser,
Imerso num sentimento
Corroído pelo tempo
Embrenhado num ódio profundo
Que me controla a cada segundo
E não me permite esquecer.

Cada passo soa a falsidade
Um ser que já não sou
Uma vida de verdade,
Que se vivi, já passou...
Uma sombra de mim mesmo
Que não consigo recuperar
Um fantasma, sem corpo nem vida
Sem algo de bom a se agarrar...

Caminho pela ruela
Sem destino ou direcção.
Em cada esquina, estou a vê-la
Numa qualquer recordação.
Já não me lembro do seu sorriso
Da expressão do  seu olhar
Apenas me lembro que precisei de pouco
Para a começar a amar.

Mas tudo isso desapareceu
Numa noite escura e sombria
E transformou-me para sempre
Numa casca rija e fria.
Algo nessa noite morreu,
Apesar do coração continuar a bater
Desliguei-me de alma e de mente
Até ao dia em que voltar a ver.

21 de novembro de 2015

Segue o teu caminho...

Segue o teu caminho...
Esquece que existo
Ou que um dia nos encontramos.
Esquece que nos amamos
E promessas foram trocadas
Para depois serem rasgadas,
Esquecidas ao vento
Assim como o sentimento
Que dizias sentir
Para no fim vir a parceber
Que estavas a mentir
Só para te entreter...

Segue o teu caminho...
E sai do meu coração,
Pois esquecerei que o tiveste
E não o mereceste.
Que um dia ele por ti bateu
E que aos poucos morreu
Por não lhe dares valor,
Por não lhe dares o amor
Noutros tempos prometido
E por agora esquecido.

Segue o teu caminho...
Que seguirei em sentido oposto
Esquecendo o desgosto
Que esse teu corpo me fez viver.
Pois de agora em diante
Serei uma sombra distante
De um amor passado
Nunca por ti desfrutado
E que não voltará a acontecer...

17 de novembro de 2015

Partiste!

Partiste!
Em mim um buraco no peito
Foi-se criando com o tempo
Até o ter desfeito
Com a saudade de cada momento.

Cada momento a teu lado
Que recordo como se ontem tivesse sido
Cada sorriso, cada beijo dado
Que já parecem não ter acontecido.

Partiste sem avisar,
Sem uma explicação,
Sem uma forma de contactar
E acalmar meu coração.

Nele criou-se um vazio
Sem teu amor nem amizade
Está oco, morto de frio
Perdeu a sua capacidade.

A capacidade de bater forte
Perdeu-se com a distância
Manter-me vivo é pura sorte
É manter minha mente na ignorância.

Fazê-la acreditar
Que ainda podes aparecer
E que isto ao terminar
Não volte a acontecer.
É fazê-la crer
Em não perder a confiança
Que enquanto o coração bater
Mesmo que fraço, à esperança.

Mas aos poucos sinto
Que não voltarás para mim
E em segredo, para mim minto
Para que não seja o meu fim.

Bate este coração fraco
Apenas pelo desejo de te voltar a ver
Partiste tu, agora sou eu que parto
Pois tanto tempo sem ti, já não vale a pena viver.

13 de novembro de 2015

Aquece-me por dentro!

Sinto-me diferente,
Fria, ausente
Sem conseguir me focar
E assim encontrar
Um ponto de equilíbrio
Onde possa voltar.

Distante,
Olhas-me nesse instante
Peço-te com o olhar
Para que possas me abraçar
E assim quebrar
Este gelo em mim.

Aquece-me,
Faz-me sentir viva
E acende esta luz adormecida
Que no meu peito, me guia.
Faz-me ganhar o meu dia
E assim esquecer
Qualquer tormento
Que me esteja a aborrecer.

Dá-me paciência,
Força, dedicação
Para passar esta provação
E assim recuperar
Para quando voltar
Vir com mais experiência,
Mais vontade de me ultrapassar,
Sabendo quais as barreiras
Que tenho de derrubar.

Faz-me sorrir,
Faz-me perder no teu abraço
Deixa-me deitar no teu regaço
E esquecer esta lesão
Que me gela o coração
E derrete ao te sentir.

12 de novembro de 2015

Amor desfeito!

És passado,
Marcado no meu peito
Como um sonho desfeito
Ainda antes de acontecer
Com uma vida para viver
Passada ao lado.

Invadiste meu coração
Com uma força invulgar
E fizeste-me apaixonar
Por esse ser desconhecido
Onde de ombro amigo
Passei a desejar
Numa chama de paixão.

Foste incerteza,
Foste loucura,
Um caminho de aventura
Que decidi percorrer,
Apenas para te conhecer
E estar ao teu lado
Sem me aperceber
Que tinha esse percurso contado.

Um amor fugaz
Que assoberbou meu desejo
Pelo toque de um beijo
Que me fizesse acreditar
Que eras mais algo que sonhar,
Um ser real
Que me libertou do mal
De não me voltar a apaixonar.

Foi um caminho intenso
Como o tempo contigo
Passei de amante, a amigo
E desaparecer a chama em nós
Calou-se a voz
Que nos fazia batalhar
Por um amor complicado de concretizar.

2 de novembro de 2015

Quebra essa concha!

Quebra essa concha
Fechada no teu peito
E mostra que está vivo
Esse coração imperfeito
Criado para amar
Para sofrer, sonhar.
Criado para existir,
Sem vergar, sem cair.

Quebra essa concha,
Manchada pelo tempo,
Onde te escondes da Vida
E esqueces que é o momento
Desta ser vivida
E apreciada pelos sentidos
Que precisam de ser ouvidos
Para que te entregues ao prazer
Que a Vida tem para oferecer.

Quebra essa concha,
Esse lugar onde tens vivido,
E acorda o teu ser,
Mostra-lhe o que tem perdido
Apenas por se esconder.
Exibe a cicatriz
Que não chegou a sarar
E descobre como ser feliz
Nessa viagem que não pode parar.

Quebra essa concha,
Deita-a fora para sempre
E liberta a acendalha
Que vive no teu olhar.
Verás que no teu lugar,
Já mais nada de atrapalha
Serás quem quiseres ser
Quem fizeres por acontecer
De uma forma diferente.

30 de outubro de 2015

Dúvidas

Dizes que me amas
Que farias tudo por mim,
Mas será mesmo assim?

Dizes que te faço bem
Que comigo tens a felicidade,
Mas será que dizes a verdade?

Dizes que me desejas
Hoje como no primeiro dia
Mas não será pura mentira?

Dizes que és minha
Até que a morte nos separe,
Mas não quererás que isto acabe?

Dúvidas que bailam no meu peito
Que enfurecem meu coração
Que o deixam desfeito
Por estes momentos de indefinição.

Dúvidas que vão minando
O amor que por ti sempre senti
E que vão alimentando
O ódio que nasceu em mim.

Dúvidas, agora minhas companheiras
A cada momento que estás ausente.
Dúvidas, certezas algo traiçoeiras
Neste momento mais presente.

Dúvidas que destroiem
O que juntos foi construido
E que não quebram mas moem
Este amor outrora nascido.

28 de outubro de 2015

Por um fio...

Estou por um fio...
A tua partida
Foi como uma bomba
No meu coração,
Deixando-o desfeito
Aberto, sangrando
Caminhando para o incerto,
Sozinho, definhando,
Sem interessa pela vida
Que passa a direito.

Estou por um fio...
Já não penso sensatamente,
Nem confio na razão
Dentro na minha mente
Está um enorme turbilhão
De sentimentos,
De sonhos criados,
De bons momentos,
Agora rasgados.

Estou por um fio...
Só me apetece fugir
Para um lugar sem retorno
Onde não possa sentir
Esta sensação de abandono
Que invade meu peito
E me deixa desfeito
Sem conseguir resistir
A querer desaparecer.

27 de outubro de 2015

Reflexo da alma!

Resguardo-me no interior,
Vejo o reflexo da minha alma
E nele um amor
Que depressa me acalma.

Um sentimento profundo
Que é maior que imaginava
Do tamanho do mundo
O mundo no qual morava...

É nele que me refugio
Nos dias mais cinzentos
E procuro o pavio
Que me acenda por momentos.

Que me faça perceber
Que não estou sozinho,
E consiga entender
Qual o meu caminho.

Para que te consiga dar
Tudo aquilo que desejo
E se possa transformar
Num meu mundo, a cada beijo.

Só tu importas ao meu lado
Diga o mundo o que disser
Quando este amor estiver acabado
Já estarei perto de morrer.

24 de outubro de 2015

Corpo inerte e frio!

Corpo inerte e frio,
Sem medo nem receio,
Sem vontade nem desejo,
Procura no consolo de um beijo
Um luz neste olhar alheio
Ao mundo vazio.

A viva voz grito,
Como forma de expressar
Todo o ódio que sinto
E que a mim próprio minto,
Pois ele está a me matar
Tanto de corpo como de espírito.

Perco-me no negro
De uma escuridão galopante
Que invade minha alma
E que nada me acalma
A não ser a dor dilacerante
Que sofro em segredo.

Que acabe a vida em mim
E leve este sofrimento
Que guardo dentro do meu peito
Agora ferido e desfeito
Degradando-se a cada momento
Que me aproximo do fim.

23 de outubro de 2015

Desafiando-me!

Preso num medo
Dificil de explicar
Não sinto o momento
Que procuro explorar
E sem me aperceber
Deixo o tempo passar
Sem ter a hipotese
De um dia tentar...

Refugio-me no refúgio
Que criei para mim
E em casa, isolado
Solto um grito amargurado
Pela falta de confiança
De fé, de esperança
De lutar por um fim
Que tenho aguardado.

Saio a correr,
Mesmo estando a chover
E atiro-me na lama
Limpando a alma
Suja de tanto fugir
E não conseguir enfrentar
Os desafios, que ao surgir
Soube sempre evitar...

Sou um homem sem rumo
Sem destino, sem solução
Separado por um riacho
Impossível de trespassar
Que me impede de melhorar
E explorar o melhor de mim
Guardado no interior,
Com ódio e rancor
Por não se conseguir soltar...

Quebro a garrafa,
Dos medos e receios
E estilhaço cada desafio
Com força e dedicação
Elevando cada padrão
Da minha forma de ser
Levando-me a perceber
Que posso melhor
E atingir a perfeição
No que me propuser criar.

22 de outubro de 2015

Prisioneiro em mim!

Fico dormente,
Preso na mente
De onde não consigo fugir,
Pensar, sentir
E me perco na imensidão
De um abismo de ilusão
Constuido no meu interior
Para me proteger do exterior.

Preso em mim
Não tenho como escapar
Sem antes me enfrentar
E enfrentar meus receios,
Meus medos e devaneios
Que me fazem vacilar
Me fazer recolher
E ter medo de errar
Em vez de lutar e vencer...

Solto-me da inércia
Que controla o meu corpo
E enfrento cada batalha
No fio da navalha
Sabendo que o futuro
Poderá ser decidido
Entre enfrentar as dificuldades
Ou ser um furagido
Aprisionado no seu proprio corpo
Sem nada poder fazer.