Desliga do mundo,
Inspira...
Faz parar o coração por um segundo
E observa o que te rodeia...
Absorve cada movimento,
Que acontece ao teu lado
E sente cada sentimento
Que lhe está associado.
Liga-te à vida,
Expira...
Encontra um ponto de partida
Uma nova ideia...
Traça metas virtuais,
Torna-as objectivos para realizar
Sê diferente dos demais
Não tenhas medo de arriscar.
Respira...
E entre cada respiração
Sente as coisas à tua maneira
Coloca um pouco do teu coração.
Faz a vida valer a pena
Não estejas apenas de passagem
A vida não se define pelo destino
Mas antes o que levas da viagem.
11 de maio de 2016
28 de abril de 2016
Demónio Provocante!
Preso na solidão,
Que habita em meu ser
Não encontro solução
Para quebrar esta prisão
Que me impede de viver.
Que me prende a respiração,
E me impele a continuar neste sofrimento,
Sentindo esta fraca emoção,
Que não permanece no pensamento,
Nem me pede perdão.
Tento lutar,
Não cair em declínio,
Mas sinto algo a me agarrar
A aos poucos a me empurrar
Para o teu abraço de domínio.
Para o sufoco da carência,
Da loucura e da demência,
No longínquo obscuro abismo,
Que ataca meu cepticismo,
Com amargura e irreverência.
E me deixa desarmado,
A cada investida
Sabendo que sou usado,
Um brinquedo maltratado,
Para te manter entretida.
Demónio provocante,
Insatisfeita, possante,
Que vagueias nesse submundo,
Como um ser vagabundo,
Que me prende dilacerante.
Não me irei render
Tentarei lutar
E assim reivindicar
A vida que me tens tirado
Neste asilo forçado.
Em participação com a Ana Goulart!
Que habita em meu ser
Não encontro solução
Para quebrar esta prisão
Que me impede de viver.
Que me prende a respiração,
E me impele a continuar neste sofrimento,
Sentindo esta fraca emoção,
Que não permanece no pensamento,
Nem me pede perdão.
Tento lutar,
Não cair em declínio,
Mas sinto algo a me agarrar
A aos poucos a me empurrar
Para o teu abraço de domínio.
Para o sufoco da carência,
Da loucura e da demência,
No longínquo obscuro abismo,
Que ataca meu cepticismo,
Com amargura e irreverência.
E me deixa desarmado,
A cada investida
Sabendo que sou usado,
Um brinquedo maltratado,
Para te manter entretida.
Demónio provocante,
Insatisfeita, possante,
Que vagueias nesse submundo,
Como um ser vagabundo,
Que me prende dilacerante.
Não me irei render
Tentarei lutar
E assim reivindicar
A vida que me tens tirado
Neste asilo forçado.
Em participação com a Ana Goulart!
27 de abril de 2016
Ilusão permanente
Tentei lutar...
Tirar-te do meu pensamento
Mas era nesse momento
Que te tornavas permanente
E o teu corpo ardente
Queimava o meu de desejo
Pedindo um beijo
Que ansiava te entregar.
Tentei apagar
Da minha mente,
Mas era indiferente
A cada esforço, vinhas reforçada
No papel de mulher amada
Pedindo a atenção
Que o meu pobre coração
Queria te dar,
Mas não podia nem sequer te tocar.
Eras feita de ilusão
Criação dos meus sonhos proibidos
Juntando desejos antigos
Impossíveis de concretizar
Encarnados no teu ser
Prometendo-me oferecer
O que sabia não alcançar
Mas que não parava de tentar.
Tirar-te do meu pensamento
Mas era nesse momento
Que te tornavas permanente
E o teu corpo ardente
Queimava o meu de desejo
Pedindo um beijo
Que ansiava te entregar.
Tentei apagar
Da minha mente,
Mas era indiferente
A cada esforço, vinhas reforçada
No papel de mulher amada
Pedindo a atenção
Que o meu pobre coração
Queria te dar,
Mas não podia nem sequer te tocar.
Eras feita de ilusão
Criação dos meus sonhos proibidos
Juntando desejos antigos
Impossíveis de concretizar
Encarnados no teu ser
Prometendo-me oferecer
O que sabia não alcançar
Mas que não parava de tentar.
21 de abril de 2016
Lisboa, és a cidade...
Lisboa,
És a cidade menina,
Que todos viram crescer
És a saudosa alfacinha
Que todos querem conhecer.
És o porto de abrigo,
Para noitadas e petiscos
És o ombro amigo,
Quando se acabam os namoricos.
És o fado de alfama
Que todos param para escutar
És a cidade que o povo ama
Que se conhece a caminhar.
Cidade à beira mar deitada
De braços abertos ao Mundo
Excitas e és contagiada
Por um sentimento profundo.
Lisboa,
Sete colinas tens para oferecer,
Parques, jardins e monumentos
És bela de madrugada até ao anoitecer
Despertas um turbilhão de sentimentos.
És a cidade menina,
Que todos viram crescer
És a saudosa alfacinha
Que todos querem conhecer.
És o porto de abrigo,
Para noitadas e petiscos
És o ombro amigo,
Quando se acabam os namoricos.
És o fado de alfama
Que todos param para escutar
És a cidade que o povo ama
Que se conhece a caminhar.
15 de abril de 2016
A minha música...
Agarrado à tua melodia
Sinto a energia
A fluir no meu corpo
Como se de um sufoco
Me libertasse
E assim me inspirasse
A escrever...
Preso a cada nota
Do teu violino
Sinto o seu som cristalino
A percorrer minha alma
E a trazer de volta
Esta sensação que me acalma
Que só ele o pode fazer.
Cada batida,
Da bateria que te acompanha
É o bater do meu coração
Entregue à tua canção,
Onde jamais alguém me apanha,
Solto, em cada nota perdida
Tocada com emoção.
É neste embalar,
Que a inspiração vai crescendo
E assim aparecendo
Um poema a ti,
À musica que me fez vibrar,
Rir, sonhar e chorar
E perceber que te escrevendo
Me fazes ver o que vivi.
Sinto a energia
A fluir no meu corpo
Como se de um sufoco
Me libertasse
E assim me inspirasse
A escrever...
Preso a cada nota
Do teu violino
Sinto o seu som cristalino
A percorrer minha alma
E a trazer de volta
Esta sensação que me acalma
Que só ele o pode fazer.
Cada batida,
Da bateria que te acompanha
É o bater do meu coração
Entregue à tua canção,
Onde jamais alguém me apanha,
Solto, em cada nota perdida
Tocada com emoção.
É neste embalar,
Que a inspiração vai crescendo
E assim aparecendo
Um poema a ti,
À musica que me fez vibrar,
Rir, sonhar e chorar
E perceber que te escrevendo
Me fazes ver o que vivi.
8 de abril de 2016
Mendigo
Noites ao relento,
Protegendo-se do frio
É uma sopa quente, que dá alento
A mais um dia vazio.
Casa de mantas e cartão
Numa esquina qualquer
É o canto protegido,
Onde em caso de perigo
Se procura proteger.
Mendiga por um pão,
Algo com que se possa alimentar
E assim sobreviver
A mais um dia abandonado
A uma triste realidade
Que existe mesmo ao nosso lado
Se que seja vista de verdade.
Dias a deambular,
Sem um caminho traçado
Sendo que o destino final
Para mais um dia banal
É o canto gelado,
Irregular, molhado
Onde acaba por se deitar
E dormir "acordado".
Uma vida de solidão
Onde se é olhado com desdém
E um gesto amigo,
Que seria sempre bem vindo
Tarda ou não vem.
Protegendo-se do frio
É uma sopa quente, que dá alento
A mais um dia vazio.
Casa de mantas e cartão
Numa esquina qualquer
É o canto protegido,
Onde em caso de perigo
Se procura proteger.
Mendiga por um pão,
Algo com que se possa alimentar
E assim sobreviver
A mais um dia abandonado
A uma triste realidade
Que existe mesmo ao nosso lado
Se que seja vista de verdade.
Dias a deambular,
Sem um caminho traçado
Sendo que o destino final
Para mais um dia banal
É o canto gelado,
Irregular, molhado
Onde acaba por se deitar
E dormir "acordado".
Uma vida de solidão
Onde se é olhado com desdém
E um gesto amigo,
Que seria sempre bem vindo
Tarda ou não vem.
4 de abril de 2016
Vou partir...
Vou partir...
Sem rumo, nem direcção
Parto sem qualquer razão
Que queira vos dizer.
Parto para me conhecer
Ou conhecer o meu passado
Onde, sem nunca dizer adeus
Fiquei acorrentado.
Preso, nas lembranças
Nos sonhos de crianças
Vive o meu ser,
Esquecendo de viver
O presente,
O momento,
Apagando para sempre
Cada sensação e sentimento.
Parto para me soltar,
Para regressar ao dia-a dia
Para o passado enterrar
E sentir a alegria
De viver o hoje,
O que o mundo tem para oferecer
Em vez de me refugiar no passado
Que não quero esquecer.
Quebro as amarras
Soltando um barco à deriva
De novos desafios,
De desejos, de aventuras.
Parto sem rumo, às escuras
Aberto ao que poderá acontecer
Pronto para finalmente viver
Cada experiência que surgir.
Sem rumo, nem direcção
Parto sem qualquer razão
Que queira vos dizer.
Parto para me conhecer
Ou conhecer o meu passado
Onde, sem nunca dizer adeus
Fiquei acorrentado.
Preso, nas lembranças
Nos sonhos de crianças
Vive o meu ser,
Esquecendo de viver
O presente,
O momento,
Apagando para sempre
Cada sensação e sentimento.
Parto para me soltar,
Para regressar ao dia-a dia
Para o passado enterrar
E sentir a alegria
De viver o hoje,
O que o mundo tem para oferecer
Em vez de me refugiar no passado
Que não quero esquecer.
Quebro as amarras
Soltando um barco à deriva
De novos desafios,
De desejos, de aventuras.
Parto sem rumo, às escuras
Aberto ao que poderá acontecer
Pronto para finalmente viver
Cada experiência que surgir.
31 de março de 2016
Amor desfeito!
Vejo-te partir...
Agarro a tua mão,
Mas sinto-a a fugir
Sem tempo para pensar
Sem forma de a agarrar
Leva o meu coração.
A distância vai aumentando
Ao ritmo de cada estação
Sem que a dor vá passando
Por me teres abandonado
Nesta vida, desamparado,
Sozinho, em solidão.
Já não te vejo no meu olhar
Estarás gravada na minha mente
Que terá de chegar
Para que possa viver
Ou melhor, sobreviver,
Sem ficar demente.
És uma ferida por sarar
Aberta em meu peito
Desde que escolheste me deixar
Por um orgulho em demasia
Quebrando um laço que existia
E que para sempre ficou desfeito.
Agarro a tua mão,
Mas sinto-a a fugir
Sem tempo para pensar
Sem forma de a agarrar
Leva o meu coração.
A distância vai aumentando
Ao ritmo de cada estação
Sem que a dor vá passando
Por me teres abandonado
Nesta vida, desamparado,
Sozinho, em solidão.
Já não te vejo no meu olhar
Estarás gravada na minha mente
Que terá de chegar
Para que possa viver
Ou melhor, sobreviver,
Sem ficar demente.
És uma ferida por sarar
Aberta em meu peito
Desde que escolheste me deixar
Por um orgulho em demasia
Quebrando um laço que existia
E que para sempre ficou desfeito.
22 de março de 2016
Lembra-te de mim...
Lembra-te de mim...
Faz de mim uma recordação
Daqueles dias de Verão
Que não voltarão a acontecer
Nesta vida passageira
Onde a felicidade é matreira
E não nos deixa escolher
O que se quer no fim!
Lembra-te de mim...
Dos sorrisos ao luar,
Dos beijos às escondidas
Das longas noites a caminhar
Sem destinos, só partidas.
Dos afectos partilhados
Que nunca vou esquecer.
Dos desejos sonhados
Que não vamos ter!
Lembra-te de mim...
Como se não tivesse partido,
Como mais que um amigo
Que sempre quis o teu bem.
Lembra-te de mim...
Como se não tivesse morrido,
Como se estivesse sempre contigo
Mas noutra dimensão mais alem.
Lembra-te de mim,
Pois vou lembrar-me sempre de ti
E agora que morri,
Estarei sempre a vigiar-te
Dessa forma, guiar-te
Para que possas viver
O que juntos, quisemos prometer
E eu, por azar na vida, não cumpri!
Faz de mim uma recordação
Daqueles dias de Verão
Que não voltarão a acontecer
Nesta vida passageira
Onde a felicidade é matreira
E não nos deixa escolher
O que se quer no fim!
Lembra-te de mim...
Dos sorrisos ao luar,
Dos beijos às escondidas
Das longas noites a caminhar
Sem destinos, só partidas.
Dos afectos partilhados
Que nunca vou esquecer.
Dos desejos sonhados
Que não vamos ter!
Lembra-te de mim...
Como se não tivesse partido,
Como mais que um amigo
Que sempre quis o teu bem.
Lembra-te de mim...
Como se não tivesse morrido,
Como se estivesse sempre contigo
Mas noutra dimensão mais alem.
Lembra-te de mim,
Pois vou lembrar-me sempre de ti
E agora que morri,
Estarei sempre a vigiar-te
Dessa forma, guiar-te
Para que possas viver
O que juntos, quisemos prometer
E eu, por azar na vida, não cumpri!
14 de março de 2016
Quis agradar-te...
Quis agradar-te...
Ser o que pretendias!
Atender teus desejos
E tuas manias...
Quis agradar-te...
Mudar quem eu sempre fui
Ver a vida pelos teus olhos
E como ela flui...
Quis agradar-te...
Mudar cada defeito
Fazendo o que fazia,
Mas agora a teu jeito...
Quis agradar-te...
E mudei para o que pensava
Que era o que desejava,
Mas estava errado
E por ter mudado
Perdi-te.
Deixei de ser eu,
Por quem te apaixonaste,
E assim me abandonaste
Quando apenas tentei
No pouco que mudei
Estar ao teu lado
Como tinhas imaginado.
Queria apenas de agradar
E sozinho fiquei,
Porque abandonei
A pessoa que quiseste amar.
Ser o que pretendias!
Atender teus desejos
E tuas manias...
Quis agradar-te...
Mudar quem eu sempre fui
Ver a vida pelos teus olhos
E como ela flui...
Quis agradar-te...
Mudar cada defeito
Fazendo o que fazia,
Mas agora a teu jeito...
Quis agradar-te...
E mudei para o que pensava
Que era o que desejava,
Mas estava errado
E por ter mudado
Perdi-te.
Deixei de ser eu,
Por quem te apaixonaste,
E assim me abandonaste
Quando apenas tentei
No pouco que mudei
Estar ao teu lado
Como tinhas imaginado.
Queria apenas de agradar
E sozinho fiquei,
Porque abandonei
A pessoa que quiseste amar.
Monstro escondido!
Vives em mim
Em silêncio,
Adormecido,
Aguardando um motivo
Para te apoderares do meu ser
E assim satisfazer
A teu desejo de vingança.
És parte de mim,
Por muito que o queira esconder
Que tenta abafar,
És parte integrante
Deste ser vivo e errante
Que de forma a te ocultar
Não para de errar
Para parecer normal,
O que é irreal.
Encontras-te nas sombras,
A esperar o momento certo,
Uma altura de aperto,
Para tomares o controlo
E assim soltar
O desejo de lutar
Sem ter atenção
Quem se põe no teu caminho,
Levantando tudo do chão
Matando amor e carinho,
Havendo apenas ódio e destruição
Na tua maneira de ser,
No teu pensamento,
Em que fazer sofrer
É o que te dá alento.
É um monstro dentro de mim,
Acorrentado,
Escondido,
Um segredo protegido
Para que não seja revelado,
Mas se continuar a ser pressionado
Vai-se soltando a prisão
E a cada abanão
Solta-se o mostro enraivecido.
9 de março de 2016
Refúgio Mortal!
Desapareci...
Refugiei-me na profundeza
Do meu ser,
E na solidão sofrer,
Com a minha desilusão
De um mundo sem razão
Que não me soube compreender.
Fugi...
Duvidei de toda a minha certeza
Da força que outrora possuía
E no silêncio fingia
Conseguir me regenerar,
Ter forma de lutar
Contra o que não conhecia.
Desisti...
Entreguei-me à natureza
A aguardar a morte,
Como a melhor sorte
De prosseguir a minha existência
Sem esta espécie de demência
Que me fez perder o norte.
Morri...
Digo-o com toda a certeza!
Pois na minha solidão,
Endureceu meu coração
E sem forma de amar,
Não consegui evitar
Cair neste sono de escuridão...
Refugiei-me na profundeza
Do meu ser,
E na solidão sofrer,
Com a minha desilusão
De um mundo sem razão
Que não me soube compreender.
Fugi...
Duvidei de toda a minha certeza
Da força que outrora possuía
E no silêncio fingia
Conseguir me regenerar,
Ter forma de lutar
Contra o que não conhecia.
Desisti...
Entreguei-me à natureza
A aguardar a morte,
Como a melhor sorte
De prosseguir a minha existência
Sem esta espécie de demência
Que me fez perder o norte.
Morri...
Digo-o com toda a certeza!
Pois na minha solidão,
Endureceu meu coração
E sem forma de amar,
Não consegui evitar
Cair neste sono de escuridão...
2 de fevereiro de 2016
Entrego presente para ter um futuro!
Entrego...
Meu coração despedaçado,
Minha esperança vazia,
Meu mundo desabado,
Já sem força, sem energia.
Entrego...
Minha alma imortal,
Meus sonhos por concretizar
Meu ser carnal
Já sem vontade de lutar.
Recebe o que te ofereço
Em troca de um desejo
Não peço amor,
Nem um beijo
Apenas liberta-me desta dor
Que já não aguento, não a mereço.
Fica com tudo que não preciso
Mas liberta-me desta prisão
Que me afunda num pensamento,
Onde me altera o juízo
E cria uma reacção
Sem critério nem sentimento.
Deixa-me em paz!
Dei-te o que era importante
Mesmo que viva como um ser errante
Liberto-me das tuas teias
Que me moldam a mente
Tornando minha existência indiferente.
Quebra com este pesadelo,
Deixa seguir minha vida em frente
Liberta-me dos compromissos
Que obrigaste a aceitar
E permite-me que viva sem medo
De arriscar, de ser diferente
De ser feliz ao tentar...
Meu coração despedaçado,
Minha esperança vazia,
Meu mundo desabado,
Já sem força, sem energia.
Entrego...
Minha alma imortal,
Meus sonhos por concretizar
Meu ser carnal
Já sem vontade de lutar.
Recebe o que te ofereço
Em troca de um desejo
Não peço amor,
Nem um beijo
Apenas liberta-me desta dor
Que já não aguento, não a mereço.
Fica com tudo que não preciso
Mas liberta-me desta prisão
Que me afunda num pensamento,
Onde me altera o juízo
E cria uma reacção
Sem critério nem sentimento.
Deixa-me em paz!
Dei-te o que era importante
Mesmo que viva como um ser errante
Liberto-me das tuas teias
Que me moldam a mente
Tornando minha existência indiferente.
Quebra com este pesadelo,
Deixa seguir minha vida em frente
Liberta-me dos compromissos
Que obrigaste a aceitar
E permite-me que viva sem medo
De arriscar, de ser diferente
De ser feliz ao tentar...
26 de janeiro de 2016
Amor em cinzas...
Sorri-te a medo
E contei-te um segredo
Do medo que me invade
Em cada momento
Que bate a saudade
Por aquele sentimento.
O que dizias sentir
O que deixaste partir
Parece ter desaparecido
Para não mais voltar
Ou então nunca foi sentido
E estiveste-me a enganar.
Algo em nós
Perdeu a sua voz
E já não consegue falar
Nem tão pouco exprimir
O sentimento de amar
Que estávamos a sentir.
Duas conchas vazias
No limite das energias
Para juntos lutar
Pela chama deste amor
Que teima em se apagar
E tornar-se em cinzas, sem calor...
E contei-te um segredo
Do medo que me invade
Em cada momento
Que bate a saudade
Por aquele sentimento.
O que dizias sentir
O que deixaste partir
Parece ter desaparecido
Para não mais voltar
Ou então nunca foi sentido
E estiveste-me a enganar.
Algo em nós
Perdeu a sua voz
E já não consegue falar
Nem tão pouco exprimir
O sentimento de amar
Que estávamos a sentir.
Duas conchas vazias
No limite das energias
Para juntos lutar
Pela chama deste amor
Que teima em se apagar
E tornar-se em cinzas, sem calor...
19 de janeiro de 2016
Plano desenhado!
Um plano desenhado
Pronto para ser seguido
É um plano entranhado
Num espírito combativo
Que se deixa corromper
Pelo desespero e ansiedade
Esquecendo-se de viver
A Vida que tem de verdade...
Um plano guardado
Num recanto da mente
Aguardando o momento esperado
Para seguir em frente.
Mas o tempo teima em não chegar
Vais perdendo a esperança
E quando o futuro se apresentar
Nem o presente será lembrança.
Pois deixas o tempo correr
Sem perceberes onde podes estar
Percebendo que o que queres ter
Poderás não alcançar,
Mas focado nesse objectivo
Perdes o presente
E vês o futuro destruído
O que tens agora e na tua mente.
18 de janeiro de 2016
Espelha o futuro!
Olho para o espelho vazio
E no reflexo vejo
A sombra de um beijo
Que no esquecimento caiu...
Olho para a imagem
Não me consigo reconhecer
E volto a me ver
Parecendo uma miragem...
Sou apenas um esboço,
Uma casca sem recheio
Talvez pelo receio
De cair num fosso...
Mas já me encontro tão fundo
Tão longe do que posso ser
Que já não tenho nada a perder
Neste existir imundo...
Sou um ser vulgar
Numa vivência cruel
Em que repito o mesmo papel
Vezes e vezes sem parar...
Sem medo do que vou encontrar
Encaro-me no espelho, de frente
E vejo, simplesmente
O meu futuro, se não mudar...
E tomo uma decisão,
Sem medos de errar
É altura de arriscar
De tomar a vida pela mão...
Não quero voltar a ver
Num espelho uma vazio
Um ser amorfo e frio
Sem força nem vontade de viver!
E no reflexo vejo
A sombra de um beijo
Que no esquecimento caiu...
Olho para a imagem
Não me consigo reconhecer
E volto a me ver
Parecendo uma miragem...
Sou apenas um esboço,
Uma casca sem recheio
Talvez pelo receio
De cair num fosso...
Mas já me encontro tão fundo
Tão longe do que posso ser
Que já não tenho nada a perder
Neste existir imundo...
Sou um ser vulgar
Numa vivência cruel
Em que repito o mesmo papel
Vezes e vezes sem parar...
Sem medo do que vou encontrar
Encaro-me no espelho, de frente
E vejo, simplesmente
O meu futuro, se não mudar...
E tomo uma decisão,
Sem medos de errar
É altura de arriscar
De tomar a vida pela mão...
Não quero voltar a ver
Num espelho uma vazio
Um ser amorfo e frio
Sem força nem vontade de viver!
13 de janeiro de 2016
Preso à rotina!
Quero sair...
Procurar novos caminhos
Sem pensar em fugir
Pretendo novos trilhos
Onde possa percorrer
Onde me possa conhecer
Sem pensar em quem possa criticar
Nem ter medo de errar.
Quero partir...
Sem destino ou direcção
Ser levado pelo vento
Ou pelo bater do coração.
Apenas aproveitar o momento
Onde esqueço a razão
E deixo-me levar pelo impulso
Sem saber onde termino
Mas sabendo o que pretendo.
Quero ir...
Apenas ir!
Sem olhar para trás
Sem lembrar-me do teu olhar
Que sem querer me magoar
Dizem-me que estou errado
Que devia ficar parado
Satisfeito com o que consegui atingir
Em vez de me sentir
Impotente,
Desesperado,
Insistentemente
Desolado
Pelo que faço diariamente
Por me sentir parado no tempo
Pela vida que vejo à frente
Não ser o que quero de momento.
Quero quebrar com a rotina,
Esta vida oca
Mas enquanto vejo a vida a correr
Sinto o frio da corrente
Que me continua a prender
E não me permite fugir
A esta rotina que me sufoca.
Procurar novos caminhos
Sem pensar em fugir
Pretendo novos trilhos
Onde possa percorrer
Onde me possa conhecer
Sem pensar em quem possa criticar
Nem ter medo de errar.
Quero partir...
Sem destino ou direcção
Ser levado pelo vento
Ou pelo bater do coração.
Apenas aproveitar o momento
Onde esqueço a razão
E deixo-me levar pelo impulso
Sem saber onde termino
Mas sabendo o que pretendo.
Quero ir...
Apenas ir!
Sem olhar para trás
Sem lembrar-me do teu olhar
Que sem querer me magoar
Dizem-me que estou errado
Que devia ficar parado
Satisfeito com o que consegui atingir
Em vez de me sentir
Impotente,
Desesperado,
Insistentemente
Desolado
Pelo que faço diariamente
Por me sentir parado no tempo
Pela vida que vejo à frente
Não ser o que quero de momento.
Quero quebrar com a rotina,
Esta vida oca
Mas enquanto vejo a vida a correr
Sinto o frio da corrente
Que me continua a prender
E não me permite fugir
A esta rotina que me sufoca.
7 de janeiro de 2016
Queria!
Queria ouvir-te!
Sentir o doce da tua voz
Percorrendo os meus ouvidos
E na multidão, estarmos sós
Cada vez mais unidos.
Queria tocar-te!
Sentir o calor pele
Quando lhe toco suavemente
E liberto o cheiro a mel
Que fica a bailar na mente.
Queria olhar-te!
Receber um sorriso de volta
Com a tua expressão divertida
Mas nasce em mim uma revolta
Com a sorte da minha vida.
Queria isto tudo,
Mas nada disto posso ter
Pois a vida levou-te do mundo
Não deixando este amor viver.
Queria só mais uma vez
Relembrar como era te abraçar
Pois na lembrança começas a desaparecer
E já não tenho nada a que agarrar.
Queria ter-te!
Mas já nada disto é permitido
De que serve amar-te
Se viver este amor foi proibido?
Sentir o doce da tua voz
Percorrendo os meus ouvidos
E na multidão, estarmos sós
Cada vez mais unidos.
Queria tocar-te!
Sentir o calor pele
Quando lhe toco suavemente
E liberto o cheiro a mel
Que fica a bailar na mente.
Queria olhar-te!
Receber um sorriso de volta
Com a tua expressão divertida
Mas nasce em mim uma revolta
Com a sorte da minha vida.
Queria isto tudo,
Mas nada disto posso ter
Pois a vida levou-te do mundo
Não deixando este amor viver.
Queria só mais uma vez
Relembrar como era te abraçar
Pois na lembrança começas a desaparecer
E já não tenho nada a que agarrar.
Queria ter-te!
Mas já nada disto é permitido
De que serve amar-te
Se viver este amor foi proibido?
29 de dezembro de 2015
Troca de olhares
Olho para ti, vidrado
E desvio lentamente
Sempre com o teu sorriso na mente
Para não ser apanhado.
Olho novamente,
Vejo teus olhos brilhantes
E sonho sermos amantes
Quem sabe, eternamente...
Arrisco só mais um bocado
Só para matar a saudade
E olho-te sem maldade
Mas a desejar-te a meu lado.
Nesta dança de olhar
Sou por fim descoberto
E começas a me chamar
Para chegar-me mais perto.
Sem saber o que dizer
Vou me aproximando de ti.
Sinto meu coração a correr
Algo que nunca senti.
Notas-me desconfortável
Abres um sorriso para me acalmar
E de uma forma afável
Aproximas-te para me beijar.
Um beijo à muito desejado
Desde o primeir momento
Finalmente foi dado
Soltando este novo sentimento.
28 de dezembro de 2015
Estarei errado?
Estarei errado?
Tal pode acontecer
Se sempre que olho para o lado
Vejo alguém apaixonado
Enquanto estou a sofrer...
Estarei errado,
Por sentir o que sinto?
Tento esconder, e então minto,
Para que não me ponhas de lado
Para que te possa ver.
Estarei errado
Por alimentar este amor
Que só me trouxe dor?
Mas se sonho ctg, acordado
Como posso estar errado
Se és tu quem me dá calor?
Posso sempre errar
Mas não posso ocultar
Esse sentimento que inunda
Meu coração e afunda
Qualquer tipo de juizo
Que só me traz prejuízo
Por te amar, sem ser amado
Porque ao te amar, estarei errado...
Tal pode acontecer
Se sempre que olho para o lado
Vejo alguém apaixonado
Enquanto estou a sofrer...
Estarei errado,
Por sentir o que sinto?
Tento esconder, e então minto,
Para que não me ponhas de lado
Para que te possa ver.
Estarei errado
Por alimentar este amor
Que só me trouxe dor?
Mas se sonho ctg, acordado
Como posso estar errado
Se és tu quem me dá calor?
Posso sempre errar
Mas não posso ocultar
Esse sentimento que inunda
Meu coração e afunda
Qualquer tipo de juizo
Que só me traz prejuízo
Por te amar, sem ser amado
Porque ao te amar, estarei errado...
Subscrever:
Mensagens (Atom)