Entrego-me à escuridão
Ao ódio, à solidão
E renuncio ao presente,
Enterro passado,
Esqueço o futuro
Erguendo assim um muro
Que não seja ultrapassado
Nem física, nem mentalmente
Em torno do meu coração
Para proteger minha decisão.
Entrego-me a liberdade
Das acções, da realidade
E crio um mundo de ilusão
Onde consiga viver
Sem receio de ser magoado
Pois não te tendo ao meu lado
Passaria a vida a sofrer
Consumido pela frustração
De perder tua amizade
De perder a tua cumplicidade.
Antecipando ao destino fatal
Escolhi este caminho
Sem amor, nem fracasso
Isolado dos desejos
E do que me poderia prender
Vejo-me a morrer,
Sem o sabor dos teus beijos,
Sem o calor do teu abraço,
Por evitar o teu carinho
Ao ter erguido este muro mortal.
20 de setembro de 2016
19 de setembro de 2016
Perdido num abraço!
Perdido em cada braço
Perco noção do tempo
Sentindo em casa abraço
Um despertar de sentimento.
De saudades, de desejo
De amor, de paixão
Comaltadas num beijo
Directamente ao coração.
Minha vontade mais pedia
E nos teus olhos via fogo ardente
E aos mimos que te fazia
Respondias que estavas carente.
Entregava-me a ti
De corpo e alma sem receio
E este amor vivi
Minutos, horas, o dia inteiro.
E na despedida anunciada
Vejo uma lágrima a cair
Não é um Adeus, é ate mais manda
Que agora que te tenho, nao te deixo fugir
Perco noção do tempo
Sentindo em casa abraço
Um despertar de sentimento.
De saudades, de desejo
De amor, de paixão
Comaltadas num beijo
Directamente ao coração.
Minha vontade mais pedia
E nos teus olhos via fogo ardente
E aos mimos que te fazia
Respondias que estavas carente.
Entregava-me a ti
De corpo e alma sem receio
E este amor vivi
Minutos, horas, o dia inteiro.
E na despedida anunciada
Vejo uma lágrima a cair
Não é um Adeus, é ate mais manda
Que agora que te tenho, nao te deixo fugir
7 de setembro de 2016
Desde que apareceste...
De olhos fechados
Observo teu rosto
E teus lábios, rosados
De quem tomei-lhes o gosto.
Sinto o teu toque ardente
A queimar minha pele nua
E um desejo a despertar na mente
Mente essa que já é tua...
Tu controlas o meu desejo
Moldas meu juízo, minha razão
E na magia de um beijo
Aceleras meu coração.
Fazes-me tremer, de nervoso
Quando estás bem perto
Fazes-me ficar ansioso
Quando ver-te é incerto.
Assim tenho vivido
Desde que apareceste, indiferente.
E aos poucos aprendido
Que és volátil, mas presente
2 de setembro de 2016
Aquela sensação!
Sinto um arrepio,
Uma sensação na barriga
Que não consigo esquecer
Que não quer desaparecer
Por mais que passe o tempo
Desse acontecimento.
Um mal estar,
Uma revolta no meu interior
Que diz que algo está errado
Que poderei me ter enganado
Num acto,
Numa acção,
Por tomar ou não uma decisão
Errada...
Algo me atormenta,
Toma conta do meus pensamentos
E me não me consigo libertar
Até perceber
O que se está a passar,,,
O que me está a prender...
O que me leva a sentir
Esta sensação de perda e vazio.
E do nada desaparece
A sensação de perda
De que algo não está bem
E sinto alguém
Aproximar-se lentamente
E abraçar-me suavemente
A dizer-me, baixinho,
Foi apenas um pesadelo.
Uma sensação na barriga
Que não consigo esquecer
Que não quer desaparecer
Por mais que passe o tempo
Desse acontecimento.
Um mal estar,
Uma revolta no meu interior
Que diz que algo está errado
Que poderei me ter enganado
Num acto,
Numa acção,
Por tomar ou não uma decisão
Errada...
Algo me atormenta,
Toma conta do meus pensamentos
E me não me consigo libertar
Até perceber
O que se está a passar,,,
O que me está a prender...
O que me leva a sentir
Esta sensação de perda e vazio.
E do nada desaparece
A sensação de perda
De que algo não está bem
E sinto alguém
Aproximar-se lentamente
E abraçar-me suavemente
A dizer-me, baixinho,
Foi apenas um pesadelo.
30 de agosto de 2016
Um toque...
Toquei-te na mão
Queimaste-me com o olhar
Sentimentos, em turbilhão
Vieram-me assaltar...
Assaltar os pensamentos
Que queria esconder...
Assaltar todos os momentos
Que estava a viver.
Só penso em ti
Em cada precioso segundo
Desde o dia em que senti
O teu beijo, no meu mundo.
E nele vives guardada
De recordação, na minha mente
Lembrando a chegada
De algo diferente.
Assim me marcaste
E continuas a marcar
Desde que chegaste
Até a magia acabar.
Mas o mágico sou eu
Dito as regras desta aventura
Essa magia não morreu
Vive acesa, desde essa altura.
Queimaste-me com o olhar
Sentimentos, em turbilhão
Vieram-me assaltar...
Assaltar os pensamentos
Que queria esconder...
Assaltar todos os momentos
Que estava a viver.
Só penso em ti
Em cada precioso segundo
Desde o dia em que senti
O teu beijo, no meu mundo.
E nele vives guardada
De recordação, na minha mente
Lembrando a chegada
De algo diferente.
Assim me marcaste
E continuas a marcar
Desde que chegaste
Até a magia acabar.
Mas o mágico sou eu
Dito as regras desta aventura
Essa magia não morreu
Vive acesa, desde essa altura.
29 de agosto de 2016
Pressentimento!
Sinto um aperto
Dentro do meu peito
Um prenuncio de desastre
Um sentimento de angustia
Que não pode ser desfeito.
Tento relaxar,
Abstrair-me
Não dar muita atenção.
Mas esta sensação
Controla-me a mente
Meus pensamentos,
Cada acção.
Não consigo ignorar
Algo não está bem
Sinto-me dentro de mim
Que se passa algo com alguém
Não consigo explicar
Impossível de ignorar
Este aperto que me sufoca
E desta forma toca
Ao de leve, noutro ser.
Sinto finalmente
O que está errado
E corro para ajudar
Para poder apagar,
O desastre anunciado
E acabo por eu ficar
Num vazio,
Frio,
Inanimado...
26 de agosto de 2016
Sem amor...
Sozinho e abandonado
No escuro,
Desesperado,
Não sei o que faço,
Não sei o que procuro,
Mas aos poucos me desfaço
Em pedaços sem valor.
Esquecido e ignorado
Numa ruela imunda
Por ninguém, já amado
Para todos, uma lembrança,
Minha alma se afunda
E com ela a esperança
De um pouco de calor.
Calor humano, real
É o pouco que preciso
Para voltar ao normal
E sair desta solidão
Que me toldou o juízo
E me gelou o coração
Nesta vida sem amor...
25 de agosto de 2016
Marcado!
Teu corpo marcado
No meu corpo ardente
Fez nascer um desejo
A tempo inteiro na minha mente.
Nas tuas mãos, o pecado
Que, sedento, quis provar
Ficou preso num beijo
Que, à força, te quis roubar.
O beijo não te roubei
Pois também o desejavas
E sem perceber, te marquei
Com algo mais que palavras.
Nasceu um sentimento
Que te todo fugíamos
Mas naquele breve momento
Percebemos que já o sentíamos.
Foi difícil me despedir,
Agora que te tinha encontrado
Mas o presente resolveu intervir
No nosso mundo, agora criado.
E assim nos separamos
Até quando não sei
Sei apenas que nos marcamos
E que não te esquecerei.
18 de agosto de 2016
Esquecer o importante!
Perdido em pensamentos
Sinto que me perdi a mim
E deixei passar momentos
Onde a minha presença
Seria importante para ti.
Mas fechei-me ao mundo
Sem dar conta do que fazia
E a cada segundo
Aumentava a indiferença
E assim, te perdia.
Concentrei-me nos problemas
Que afectavam minha forma de ser
Eram diversos os temas
Que depois os estudar
Consegui resolver.
Mas ao sair para o mundo real
Percebi que algo estava errado
Não te encontrei onde era habitual
Algo se estava a passar,
Tudo tinha mudado.
E foi então que percebi
Que me concentrei no que não era importante
E assim te perdi
Sem sequer ter reparado
Como já estavas distante.
Tentei te recuperar
Dar atenção ao meu bem maior
Mas já não consegui lutar
O estrago fora elevado
E fiquei sem o teu amor.
Sinto que me perdi a mim
E deixei passar momentos
Onde a minha presença
Seria importante para ti.
Mas fechei-me ao mundo
Sem dar conta do que fazia
E a cada segundo
Aumentava a indiferença
E assim, te perdia.
Concentrei-me nos problemas
Que afectavam minha forma de ser
Eram diversos os temas
Que depois os estudar
Consegui resolver.
Mas ao sair para o mundo real
Percebi que algo estava errado
Não te encontrei onde era habitual
Algo se estava a passar,
Tudo tinha mudado.
E foi então que percebi
Que me concentrei no que não era importante
E assim te perdi
Sem sequer ter reparado
Como já estavas distante.
Tentei te recuperar
Dar atenção ao meu bem maior
Mas já não consegui lutar
O estrago fora elevado
E fiquei sem o teu amor.
30 de junho de 2016
Guerra destruidora!
Acaba com essa guerra insana
Que habita em teu peito
E que te tolda a razão
Endurece teu coração
Até o deixar desfeito.
Perderás quem te ama
Apenas por não perceberes
Que a tua teimosia
Cega-te mais a cada dia
Até não mais veres.
Atirando-te para a solidão
Esquecido no momento
Em que tudo termina
Sem que nada te anima
Ou te dê um sentimento.
Transformando-te em escuridão,
Onde niguém te reconhece
E que parece não teres existido
Por fim, por todos, esquecido
Preso a uma lembrança que se esquece.
Que habita em teu peito
E que te tolda a razão
Endurece teu coração
Até o deixar desfeito.
Perderás quem te ama
Apenas por não perceberes
Que a tua teimosia
Cega-te mais a cada dia
Até não mais veres.
Atirando-te para a solidão
Esquecido no momento
Em que tudo termina
Sem que nada te anima
Ou te dê um sentimento.
Transformando-te em escuridão,
Onde niguém te reconhece
E que parece não teres existido
Por fim, por todos, esquecido
Preso a uma lembrança que se esquece.
27 de maio de 2016
Naquelas tardes...
Naquelas tardes perdidas
Contemplando o mar
Perco-me nas horas passadas
A ver velas içadas
Por mim a passar.
Naquelas tardes esquecidas
Que não consigo relembrar
Oiço a tua voz ao vento
E sinto um alento
De que estás por perto, a me guardar.
Naquelas tardes vividas
Que não se vão repetir
Sinto o coração bater-me no peito
Ao ver o teu ar satisfeito
Perder-me no teu leve sorrir.
Naquelas tardes sentidas
Sentados a observar o mundo
Lembro-me do amor que nos unia
De uma esperança, agora vazia
De que este amor profundo
Fosse maior que um segundo
Fosse maior que este dia.
19 de maio de 2016
Carta de despedida!
Escrevo esta carta de despedida
A quem possa interessar
Antes de por termo à vida
Pois já não há volta a dar...
Deixo mulher e filho
Que espero que possam me perdoar
Mas também alguns sarilhos
Que só assim posso escapar.
Não estou certo do caminho
Que decidi tomar
Pois não foi falta de carinho
Que me decidi matar.
Odeio esta vida com tamanha energia
Que me doí só de respirar
Não sabia qual seria o dia
Mas hoje decidi avançar.
Parto deste mundo
Com uma dor no peito
E um ódio profundo
Que aos poucos me tem desfeito.
Deixei de ser aquele ser
Capaz de lutar por quem ama
Vi esse homem desaparecer
Qual fogo sem chama...
E com uma lágrima no rosto
Por antedipar o vosso sufoco.
Desculpa causar-vos este desgosto
Assinado por este ser já oco.
11 de maio de 2016
Liga-te à vida!
Desliga do mundo,
Inspira...
Faz parar o coração por um segundo
E observa o que te rodeia...
Absorve cada movimento,
Que acontece ao teu lado
E sente cada sentimento
Que lhe está associado.
Liga-te à vida,
Expira...
Encontra um ponto de partida
Uma nova ideia...
Traça metas virtuais,
Torna-as objectivos para realizar
Sê diferente dos demais
Não tenhas medo de arriscar.
Respira...
E entre cada respiração
Sente as coisas à tua maneira
Coloca um pouco do teu coração.
Faz a vida valer a pena
Não estejas apenas de passagem
A vida não se define pelo destino
Mas antes o que levas da viagem.
Inspira...
Faz parar o coração por um segundo
E observa o que te rodeia...
Absorve cada movimento,
Que acontece ao teu lado
E sente cada sentimento
Que lhe está associado.
Liga-te à vida,
Expira...
Encontra um ponto de partida
Uma nova ideia...
Traça metas virtuais,
Torna-as objectivos para realizar
Sê diferente dos demais
Não tenhas medo de arriscar.
Respira...
E entre cada respiração
Sente as coisas à tua maneira
Coloca um pouco do teu coração.
Faz a vida valer a pena
Não estejas apenas de passagem
A vida não se define pelo destino
Mas antes o que levas da viagem.
28 de abril de 2016
Demónio Provocante!
Preso na solidão,
Que habita em meu ser
Não encontro solução
Para quebrar esta prisão
Que me impede de viver.
Que me prende a respiração,
E me impele a continuar neste sofrimento,
Sentindo esta fraca emoção,
Que não permanece no pensamento,
Nem me pede perdão.
Tento lutar,
Não cair em declínio,
Mas sinto algo a me agarrar
A aos poucos a me empurrar
Para o teu abraço de domínio.
Para o sufoco da carência,
Da loucura e da demência,
No longínquo obscuro abismo,
Que ataca meu cepticismo,
Com amargura e irreverência.
E me deixa desarmado,
A cada investida
Sabendo que sou usado,
Um brinquedo maltratado,
Para te manter entretida.
Demónio provocante,
Insatisfeita, possante,
Que vagueias nesse submundo,
Como um ser vagabundo,
Que me prende dilacerante.
Não me irei render
Tentarei lutar
E assim reivindicar
A vida que me tens tirado
Neste asilo forçado.
Em participação com a Ana Goulart!
Que habita em meu ser
Não encontro solução
Para quebrar esta prisão
Que me impede de viver.
Que me prende a respiração,
E me impele a continuar neste sofrimento,
Sentindo esta fraca emoção,
Que não permanece no pensamento,
Nem me pede perdão.
Tento lutar,
Não cair em declínio,
Mas sinto algo a me agarrar
A aos poucos a me empurrar
Para o teu abraço de domínio.
Para o sufoco da carência,
Da loucura e da demência,
No longínquo obscuro abismo,
Que ataca meu cepticismo,
Com amargura e irreverência.
E me deixa desarmado,
A cada investida
Sabendo que sou usado,
Um brinquedo maltratado,
Para te manter entretida.
Demónio provocante,
Insatisfeita, possante,
Que vagueias nesse submundo,
Como um ser vagabundo,
Que me prende dilacerante.
Não me irei render
Tentarei lutar
E assim reivindicar
A vida que me tens tirado
Neste asilo forçado.
Em participação com a Ana Goulart!
27 de abril de 2016
Ilusão permanente
Tentei lutar...
Tirar-te do meu pensamento
Mas era nesse momento
Que te tornavas permanente
E o teu corpo ardente
Queimava o meu de desejo
Pedindo um beijo
Que ansiava te entregar.
Tentei apagar
Da minha mente,
Mas era indiferente
A cada esforço, vinhas reforçada
No papel de mulher amada
Pedindo a atenção
Que o meu pobre coração
Queria te dar,
Mas não podia nem sequer te tocar.
Eras feita de ilusão
Criação dos meus sonhos proibidos
Juntando desejos antigos
Impossíveis de concretizar
Encarnados no teu ser
Prometendo-me oferecer
O que sabia não alcançar
Mas que não parava de tentar.
Tirar-te do meu pensamento
Mas era nesse momento
Que te tornavas permanente
E o teu corpo ardente
Queimava o meu de desejo
Pedindo um beijo
Que ansiava te entregar.
Tentei apagar
Da minha mente,
Mas era indiferente
A cada esforço, vinhas reforçada
No papel de mulher amada
Pedindo a atenção
Que o meu pobre coração
Queria te dar,
Mas não podia nem sequer te tocar.
Eras feita de ilusão
Criação dos meus sonhos proibidos
Juntando desejos antigos
Impossíveis de concretizar
Encarnados no teu ser
Prometendo-me oferecer
O que sabia não alcançar
Mas que não parava de tentar.
21 de abril de 2016
Lisboa, és a cidade...
Lisboa,
És a cidade menina,
Que todos viram crescer
És a saudosa alfacinha
Que todos querem conhecer.
És o porto de abrigo,
Para noitadas e petiscos
És o ombro amigo,
Quando se acabam os namoricos.
És o fado de alfama
Que todos param para escutar
És a cidade que o povo ama
Que se conhece a caminhar.
Cidade à beira mar deitada
De braços abertos ao Mundo
Excitas e és contagiada
Por um sentimento profundo.
Lisboa,
Sete colinas tens para oferecer,
Parques, jardins e monumentos
És bela de madrugada até ao anoitecer
Despertas um turbilhão de sentimentos.
És a cidade menina,
Que todos viram crescer
És a saudosa alfacinha
Que todos querem conhecer.
És o porto de abrigo,
Para noitadas e petiscos
És o ombro amigo,
Quando se acabam os namoricos.
És o fado de alfama
Que todos param para escutar
És a cidade que o povo ama
Que se conhece a caminhar.
15 de abril de 2016
A minha música...
Agarrado à tua melodia
Sinto a energia
A fluir no meu corpo
Como se de um sufoco
Me libertasse
E assim me inspirasse
A escrever...
Preso a cada nota
Do teu violino
Sinto o seu som cristalino
A percorrer minha alma
E a trazer de volta
Esta sensação que me acalma
Que só ele o pode fazer.
Cada batida,
Da bateria que te acompanha
É o bater do meu coração
Entregue à tua canção,
Onde jamais alguém me apanha,
Solto, em cada nota perdida
Tocada com emoção.
É neste embalar,
Que a inspiração vai crescendo
E assim aparecendo
Um poema a ti,
À musica que me fez vibrar,
Rir, sonhar e chorar
E perceber que te escrevendo
Me fazes ver o que vivi.
Sinto a energia
A fluir no meu corpo
Como se de um sufoco
Me libertasse
E assim me inspirasse
A escrever...
Preso a cada nota
Do teu violino
Sinto o seu som cristalino
A percorrer minha alma
E a trazer de volta
Esta sensação que me acalma
Que só ele o pode fazer.
Cada batida,
Da bateria que te acompanha
É o bater do meu coração
Entregue à tua canção,
Onde jamais alguém me apanha,
Solto, em cada nota perdida
Tocada com emoção.
É neste embalar,
Que a inspiração vai crescendo
E assim aparecendo
Um poema a ti,
À musica que me fez vibrar,
Rir, sonhar e chorar
E perceber que te escrevendo
Me fazes ver o que vivi.
8 de abril de 2016
Mendigo
Noites ao relento,
Protegendo-se do frio
É uma sopa quente, que dá alento
A mais um dia vazio.
Casa de mantas e cartão
Numa esquina qualquer
É o canto protegido,
Onde em caso de perigo
Se procura proteger.
Mendiga por um pão,
Algo com que se possa alimentar
E assim sobreviver
A mais um dia abandonado
A uma triste realidade
Que existe mesmo ao nosso lado
Se que seja vista de verdade.
Dias a deambular,
Sem um caminho traçado
Sendo que o destino final
Para mais um dia banal
É o canto gelado,
Irregular, molhado
Onde acaba por se deitar
E dormir "acordado".
Uma vida de solidão
Onde se é olhado com desdém
E um gesto amigo,
Que seria sempre bem vindo
Tarda ou não vem.
Protegendo-se do frio
É uma sopa quente, que dá alento
A mais um dia vazio.
Casa de mantas e cartão
Numa esquina qualquer
É o canto protegido,
Onde em caso de perigo
Se procura proteger.
Mendiga por um pão,
Algo com que se possa alimentar
E assim sobreviver
A mais um dia abandonado
A uma triste realidade
Que existe mesmo ao nosso lado
Se que seja vista de verdade.
Dias a deambular,
Sem um caminho traçado
Sendo que o destino final
Para mais um dia banal
É o canto gelado,
Irregular, molhado
Onde acaba por se deitar
E dormir "acordado".
Uma vida de solidão
Onde se é olhado com desdém
E um gesto amigo,
Que seria sempre bem vindo
Tarda ou não vem.
4 de abril de 2016
Vou partir...
Vou partir...
Sem rumo, nem direcção
Parto sem qualquer razão
Que queira vos dizer.
Parto para me conhecer
Ou conhecer o meu passado
Onde, sem nunca dizer adeus
Fiquei acorrentado.
Preso, nas lembranças
Nos sonhos de crianças
Vive o meu ser,
Esquecendo de viver
O presente,
O momento,
Apagando para sempre
Cada sensação e sentimento.
Parto para me soltar,
Para regressar ao dia-a dia
Para o passado enterrar
E sentir a alegria
De viver o hoje,
O que o mundo tem para oferecer
Em vez de me refugiar no passado
Que não quero esquecer.
Quebro as amarras
Soltando um barco à deriva
De novos desafios,
De desejos, de aventuras.
Parto sem rumo, às escuras
Aberto ao que poderá acontecer
Pronto para finalmente viver
Cada experiência que surgir.
Sem rumo, nem direcção
Parto sem qualquer razão
Que queira vos dizer.
Parto para me conhecer
Ou conhecer o meu passado
Onde, sem nunca dizer adeus
Fiquei acorrentado.
Preso, nas lembranças
Nos sonhos de crianças
Vive o meu ser,
Esquecendo de viver
O presente,
O momento,
Apagando para sempre
Cada sensação e sentimento.
Parto para me soltar,
Para regressar ao dia-a dia
Para o passado enterrar
E sentir a alegria
De viver o hoje,
O que o mundo tem para oferecer
Em vez de me refugiar no passado
Que não quero esquecer.
Quebro as amarras
Soltando um barco à deriva
De novos desafios,
De desejos, de aventuras.
Parto sem rumo, às escuras
Aberto ao que poderá acontecer
Pronto para finalmente viver
Cada experiência que surgir.
31 de março de 2016
Amor desfeito!
Vejo-te partir...
Agarro a tua mão,
Mas sinto-a a fugir
Sem tempo para pensar
Sem forma de a agarrar
Leva o meu coração.
A distância vai aumentando
Ao ritmo de cada estação
Sem que a dor vá passando
Por me teres abandonado
Nesta vida, desamparado,
Sozinho, em solidão.
Já não te vejo no meu olhar
Estarás gravada na minha mente
Que terá de chegar
Para que possa viver
Ou melhor, sobreviver,
Sem ficar demente.
És uma ferida por sarar
Aberta em meu peito
Desde que escolheste me deixar
Por um orgulho em demasia
Quebrando um laço que existia
E que para sempre ficou desfeito.
Agarro a tua mão,
Mas sinto-a a fugir
Sem tempo para pensar
Sem forma de a agarrar
Leva o meu coração.
A distância vai aumentando
Ao ritmo de cada estação
Sem que a dor vá passando
Por me teres abandonado
Nesta vida, desamparado,
Sozinho, em solidão.
Já não te vejo no meu olhar
Estarás gravada na minha mente
Que terá de chegar
Para que possa viver
Ou melhor, sobreviver,
Sem ficar demente.
És uma ferida por sarar
Aberta em meu peito
Desde que escolheste me deixar
Por um orgulho em demasia
Quebrando um laço que existia
E que para sempre ficou desfeito.
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