22 de novembro de 2016

Raiva acumulada

Dois murros na mesa
Um grito para o ar
E levo tudo atrás
Sem ninguém me parar.

Solto a raiva acumulada
Por dias, meses, anos passados
Que apodreceram minha alma
E os sentimentos guardados.

Expludo de uma vez
Sem controlo no que faço
Treme o meu corpo,
Atiro-me ao saco
E a cada murro o desfaço.

Solto este sentimento
Que, em silencio guardei em mim
E agora por um click
Libertei-o por fim.

Uma forma de limpeza,
Novo ponto para começar
Sabendo já, de certeza
Que nos próximos tempos
Voltarei a acumular...

18 de novembro de 2016

Acaba hoje o desatino

Acaba hoje o desatino
Que baila em meu coração,
Sem saber quando que vejo
Quando sinto o calor do teu beijo
O simples toque da tua mão.

Acaba hoje o desatino
De amar sem ser amado
De sonhar tantas vezes acordado
Por um sorriso teu
Que afinal nunca foi meu.

Acaba hoje o desatino
De deixar de viver consciente
De viver na esperança
De que não vivas só na minha mente
De que não passes de uma breve lembrança.

Acaba hoje o desatino
Esta forma de viver
Em constante sofrimento profundo
Que apenas te quer ter
Esquecendo o resto do mundo.

Acaba hoje o desatino
Acaba hoje o meu ser
Entrego minha alma à escuridão
Onde não possa sobreviver
E assim escapar
A esta estúpida forma de estar
Sem controlar mente nem coração.

Acaba hoje o desatino
Acaba hoje minha presença aqui
É esse o meu destino
Soube-o agora, sinto-o em mim.

17 de novembro de 2016

Sina

Nasci com um sina
Neste mundo infame
Que aos poucos vem ao de cima
Impedindo que ame.

Fui concebido para ajudar
Para fazer o mundo feliz
Sem nunca em causa colocar
O que para mim quis.

Tentei fugir ao destino traçado
Dar-me a mim mesmo uma razão
A cada tentativa, perdia mais um bocado
Deste triste e vazio coração.

Sonhava poder ter
O que sou suposto criar
Mas a vida fez-me ver
Que não adianta tentar...

A cada tentativa de amar
O sentimento de perda vai multiplicando
Até não aguentar
A dor que vai causando.

Acabou-se a esperança
A força que me fez lutar
Dentro de mim nasceu uma mudança
Que por fora se vai notar.

Transformei em pedra fria,
Num buraco profundo e vazio
Este orgão que antes batia
E que para mim nunca existiu.

11 de novembro de 2016

Em pedaços...

Parto-me em pedaços
Sem um fio condutor
Perco-me por entre passos
Dados entre a raiva e o amor.

Parto-me aos poucos
Sem ter forma de travar
Estes sentimentos loucos
Que teimam em me tomar...

Tomam de assalto o pensamento
Toldam o bom senso e a razão
Esvaziam a mente de sentimento
Transformam em pedra, meu coração.

Tomam de assalto a vontade
De respirar, de viver
Tirando-me toda a liberdade
De recomeçar, de renascer...

Vou caindo, sem travar
Cada pedaço do meu ser
E vendo o chão se aproximar
Já não me sinto a sofrer.

Vejo a vida a passar
Pelos meus olhos, agora molhados
Não tenho muito porque chorar
Foram anos vazios, mal aproveitados.

Termino em pedaços, sem alma, vazio
Como pelos vistos tenho vivido
Abandonado, à chuva e ao frio
Até que da Terra seja banido!

3 de novembro de 2016

Resolveste partir!

Afastaste-te aos poucos
Para teres o teu espaço
E a ver-te ao longe
Sem reconhecer o teu contorno
Vejo-te indiferente
Uma pessoa diferente
Da que me fez acreditar
Ser possível amar
De uma forma inocente.

Longe do meu olhar
Fora do meu coração
Deixaste de o fazer palpitar
De causar a emoção
Que me fazia tremer
Apenas por saber
Que nesse dia, a hora incerta
Haveria uma aberta
Para poder tocar no teu rosto
Para saborear o gosto
De um amor a nascer...

Mas partiste...
Levaste contigo a esperança
Neste amor endiabrado
E a cada noite, a lembrança
De cada dia passado
Sem pensar no restante mundo
Fechado num casulo profundo
Onde viviamos apenas os dois
Este sentimento que não devia existir
Mas que nos fazia sorrir
Por nos calhar viver
Por termos sorte de conhecer
A entrega incondicional
De um amor especial.

31 de outubro de 2016

Primeiros passos...

Sinto-me a apaixonar
Não sei se se passa contigo.
Tenho medo de errar
E apenas me veres como amigo.

Mas convido-te para saída
Um passeio à beira mar
Algo simples, divertida
Onde possamos falar.

Sentado, a te observar
Sorris para mim envergonhada
Por não conseguires disfarçar
Que também estás apaixonada.

Aproximo de ti
Protegendo da brisa do mar
E não sei explicar o que senti
Apenas por te tocar.

Uma energia diferente,
Percorreu nossos corpos gelados
Soltando a nossa mente
De medos criados.

Sorrimos para disfarçar
O nervosismo que apareceu
E logo, sem pensar
Dei-te o beijo, que já era teu.

Nossos lábios colados
Num beijo já prometido
Fez-nos ficar abraçados
Para que não fosse interrompido.

E foi nessa noite que começou
O que pensei nunca viver
Este amor que me marcou,
Naquela praia, ao anoitecer...

20 de outubro de 2016

O teu egoísmo...

Não conseguiste perceber,
No meio do teu egoísmo
Que todo o meu ser
Sucumbia ao abismo.

Focada nos teus problemas
Não vias em teu redor
Querendo apenas os poemas
Que te escrevi com amor.

Não conseguiste ver
A necessidade do meu afastamento
Apenas não não desaparecer
Nas mágoas do meu sofrimento.

Deixei de viver,
Sempre a pensar em ti
E quando não mais me quiseste ver,
Sem me aperceber, morri.

Escolheste o caminho a seguir
Tive, à força, de talhar o meu
Para do buraco conseguir sair,
Buraco onde o teu afastamento, me meteu.

Tive coragem de lutar
Forças para me reerguer
Determinação para te retirar
De onde não mereceste conhecer.

Limpei meu coração
De cada sentimento vivido
E do meio da escuridão,
Saí eu, renascido.

19 de outubro de 2016

Livro Queimado!

Rasgo folhas, cadernos
Cheios de palavras que te escrevi
Poemas que seriam eternos
Se não fossem para ti...

Palavras escritas,
Que pudessem comprovar
Sensações que não podiam ser ditas
Que só em papel conseguia mostrar...

Palavras vazias,
Cada sentimento desprezado
Em minutos, horas, dias
Passados ao teu lado.

Um livro escrito
Pelo calor do sentimento
Que não deveria ter dito
A ti, em nenhum momento.

Um livro que seria eterno
Deitado ao fogo para arder,
Queimando um sentimento ingénuo
Que nunca pôde viver.

Entreguei...

Abraço o negro profundo
O desgosto, a desilusão
E grito, em silêncio, ao mundo
Que fiquei sem coração.

Entreguei-o para ser amado
Sem sentido, sem pensar
E não só foi magoado
Como foi algo para brincar.

Entreguei-o por amor,
Certo da escolha que fazia
Sem saber, só veio dor
E aos poucos ele morria.

Entrego-me ao vazio
Agora sem vida, sem paixão
Com um coração agora frio
Sem réstia de emoção.

Entrego-me ao submundo
Onde possa definhar
Agora que bati no fundo
Agora que já não posso amar.

17 de outubro de 2016

Tudo tem um fim!

Pensei ser diferente,
Ser algo especial
Apesar de a mente
Me dizer constantemente
Que teria um final...

Recusei-me a ver,
Não quis acreditar
E vivia sem querer saber
O que me estavam a dizer
O que não quis escutar.

E fui-me entregando a ti
Aos poucos, a cada momento,
Sem me lembrar como já sofri
Do desgosto que já senti
Por partilhar este sentimento.

Entreguei-me de corpo e alma
Sem pensar na consequência
E agora nada me acalma
O Vazio da tua ausência.

Deixaste um buraco aberto
Uma ferida por sarar
Estiveste outrora tão perto
Já não te sinto, mesmo ao tocar.

Tudo dizia ser assim
Apenas eu não quis ver,
Que tudo tem um fim
E esse fim, é eu sofrer...

4 de outubro de 2016

Raiva Silenciosa

Raiva silenciosa
Toma conta do meu ser
Tremo toda, por estar nervosa
Não consigo conter...

A cada chamada, sem falar
A raiva cresce, dentro do peito
Até por ti esperar
Para ver isto desfeito.

Este abuso de poder
Que tens sobre mim
O que teimas em me fazer
Acabou, chegou ao fim.

Tomo as rédeas a partir de agora
Solto a raiva acumulada
Sinto é hoje, é a hora
Que a minha vida será mudada.

Desapareço sem saberes
Levo os filhos comigo
Deste-me aos poucos estes poderes
Para um dia poder acabar contigo.

Hoje é o momento
Nada me vai controlar
Solto esta raiva, este sentimento
Que lentamente te vai matar

29 de setembro de 2016

Respiro fundo...

Respiro fundo...
Fecho os olhos
E tento me acalmar,
Encontrar o ponto de equilíbrio
Para me encontrar
E recuperar a confiança
Que por agora se perdeu
Restaurando o sorriso
Que nos últimos tempos desapareceu...

Respiro fundo...
Foco-me no que me guia,
Na razão desta batalha
Nas forças de quem me apoia,
Esquecendo quem me atrapalha
E vejo uma meta,
Um objectivo,
Uma missão
E entrego-me com força e garra
Para cumprir essa missão...

Respiro fundo...
Percorro os passos mentalmente
Sabendo que será sempre diferente
Mas que uma base terá de existir
E a partir dai, 
Escolher o caminho a seguir
Conforme nos forem guiando
Conforme me for ajustando
Para chegar ao final
Com o objectivo cumprido
E assim conseguir,
Ser por uma vez sucedido...

Respiro fundo...
E esqueço os problemas
Transformo em força, as fraquezas,
Em desafios, as incertezas,
E crio motivação
Levanto a minha paixão
Por o desafio abraçado
Por um problema superado
Até ao sucesso garantido
Até ao sabor de ter conseguido
Vencer os meus receios.

20 de setembro de 2016

Muro Mortal!

Entrego-me à escuridão
Ao ódio, à solidão
E renuncio ao presente,
Enterro passado,
Esqueço o futuro
Erguendo assim um muro
Que não seja ultrapassado
Nem física, nem mentalmente
Em torno do meu coração
Para proteger minha decisão.

Entrego-me a liberdade
Das acções, da realidade
E crio um mundo de ilusão
Onde consiga viver
Sem receio de ser magoado
Pois não te tendo ao meu lado
Passaria a vida a sofrer
Consumido pela frustração
De perder tua amizade
De perder a tua cumplicidade.

Antecipando ao destino fatal
Escolhi este caminho
Sem amor, nem fracasso
Isolado dos desejos
E do que me poderia prender
Vejo-me a morrer,
Sem o sabor dos teus beijos,
Sem o calor do teu abraço,
Por evitar o teu carinho
Ao ter erguido este muro mortal.

19 de setembro de 2016

Perdido num abraço!

Perdido em cada braço
Perco noção do tempo
Sentindo em casa abraço
Um despertar de sentimento.

De saudades, de desejo
De amor, de paixão
Comaltadas num beijo
Directamente ao coração.

Minha vontade mais pedia
E nos teus olhos via fogo ardente
E aos mimos que te fazia
Respondias que estavas carente.

Entregava-me a ti
De corpo e alma sem receio
E este amor vivi
Minutos, horas, o dia inteiro.

E na despedida anunciada
Vejo uma lágrima a cair
Não é um Adeus, é ate mais manda
Que agora que te tenho, nao te deixo fugir

7 de setembro de 2016

Desde que apareceste...

De olhos fechados
Observo teu rosto
E teus lábios, rosados
De quem tomei-lhes o gosto.

Sinto o teu toque ardente
A queimar minha pele nua
E um desejo a despertar na mente
Mente essa que já é tua...

Tu controlas o meu desejo
Moldas meu juízo, minha razão
E na magia de um beijo
Aceleras meu coração.

Fazes-me tremer, de nervoso
Quando estás bem perto
Fazes-me ficar ansioso
Quando ver-te é incerto.

Assim tenho vivido
Desde que apareceste, indiferente.
E aos poucos aprendido
Que és volátil, mas presente

2 de setembro de 2016

Aquela sensação!

Sinto um arrepio,
Uma sensação na barriga
Que não consigo esquecer
Que não quer desaparecer
Por mais que passe o tempo
Desse acontecimento.

Um mal estar,
Uma revolta no meu interior
Que diz que algo está errado
Que poderei me ter enganado
Num acto,
Numa acção,
Por tomar ou não uma decisão
Errada...

Algo me atormenta,
Toma conta do meus pensamentos
E me não me consigo libertar
Até perceber
O que se está a passar,,,
O que me está a prender...
O que me leva a sentir
Esta sensação de perda e vazio.

E do nada desaparece
A sensação de perda
De que algo não está bem
E sinto alguém
Aproximar-se lentamente
E abraçar-me suavemente
A dizer-me, baixinho,
Foi apenas um pesadelo.

30 de agosto de 2016

Um toque...

Toquei-te na mão
Queimaste-me com o olhar
Sentimentos, em turbilhão
Vieram-me assaltar...

Assaltar os pensamentos
Que queria esconder...
Assaltar todos os momentos
Que estava a viver.

Só penso em ti
Em cada precioso segundo
Desde o dia em que senti
O teu beijo, no meu mundo.

E nele vives guardada
De recordação, na minha mente
Lembrando a chegada
De algo diferente.

Assim me marcaste
E continuas a marcar
Desde que chegaste
Até a magia acabar.

Mas o mágico sou eu
Dito as regras desta aventura
Essa magia não morreu
Vive acesa, desde essa altura.

29 de agosto de 2016

Pressentimento!

Sinto um aperto
Dentro do meu peito
Um prenuncio de desastre
Um sentimento de angustia
Que não pode ser desfeito.

Tento relaxar,
Abstrair-me
Não dar muita atenção.
Mas esta sensação 
Controla-me a mente
Meus pensamentos,
Cada acção.

Não consigo ignorar
Algo não está bem
Sinto-me dentro de mim
Que se passa algo com alguém

Não consigo explicar
Impossível de ignorar
Este aperto que me sufoca
E desta forma toca
Ao de leve, noutro ser.

Sinto finalmente
O que está errado
E corro para ajudar
Para poder apagar,
O desastre anunciado
E acabo por eu ficar
Num vazio,
Frio,
Inanimado...

26 de agosto de 2016

Sem amor...

Sozinho e abandonado
No escuro,
Desesperado,
Não sei o que faço,
Não sei o que procuro,
Mas aos poucos me desfaço
Em pedaços sem valor.

Esquecido e ignorado
Numa ruela imunda
Por ninguém, já amado
Para todos, uma lembrança,
Minha alma se afunda
E com ela a esperança
De um pouco de calor.

Calor humano, real
É o pouco que preciso
Para voltar ao normal
E sair desta solidão
Que me toldou o juízo
E me gelou o coração
Nesta vida sem amor...

25 de agosto de 2016

Marcado!

Teu corpo marcado
No meu corpo ardente
Fez nascer um desejo
A tempo inteiro na minha mente.

Nas tuas mãos, o pecado
Que, sedento, quis provar
Ficou preso num beijo
Que, à força, te quis roubar.

O beijo não te roubei
Pois também o desejavas
E sem perceber, te marquei
Com algo mais que palavras.

Nasceu um sentimento
Que te todo fugíamos
Mas naquele breve momento
Percebemos que já o sentíamos.

Foi difícil me despedir,
Agora que te tinha encontrado
Mas o presente resolveu intervir
No nosso mundo, agora criado.

E assim nos separamos
Até quando não sei
Sei apenas que nos marcamos
E que não te esquecerei.