19 de março de 2018

A chegarem...

Aceleram-se corações
Contam-se os ultimos momentos
Para o começo das emoções
Para o crescente de sentimentos.

Vossos sorrisos pequenos
Os choros de quem quer falar
Vossos corpos serenos
Quando estiverem a dormitar.

Uma mistura de sensações
Que não consigo descrever
Ansioso por estarem cá fora
Em pulgas por vos ver...

Novos caminhos para novas lições
Que o tio irá aprender
Com vocês, a toda a hora
Nos momentos que com vocês estiver.

Tique taque, contagem decrescente
Sem parar um segundo
E logo logo, estão neste mundo
Que vos espera impaciente.

12 de março de 2018

Sem inspiração

Sem inspiração,
Deixo o tempo passar
Sem me aperceber
Que passando os dias sem escrever
Começo a definhar...

Cria-se uma rotina
Sem ter essa noção
E a escrita não acontece
A magia desaparece
Deixando-me na escuridão.

É algo que não se ensina
Mas requer intuição
E sem entender
As letras começam a correr
Na mesma diração.

E no meio desta ilusão
Acabo por acordar
E não consigo perceber
Que sem me lembrar de escrever
Tenho um poema para contemplar.

2 de fevereiro de 2018

Ficaste no teu mundo!

Disse que tinhas de mudar
Para saires do teu mundo
E deixares de olhar
Só para ti, um segundo.

Pedi que entendesses,
Que quisesses compreender
Que fizesses o que fizesses,
Era eu que o tinha de fazer...

Mas não quiseste ouvir
Fizeste à tua maneira
E agora com tudo a ruir
Digo-te que fizeste asneira.

Tinhas um mundo perfeito
Só tu não conseguiste ver
E no teu modo imperfeito
Conseguiste fazê-lo morrer...

Esse mundo por ti desfeito
É agora cinzento, morto, frio
Já só encontras um vazio
No lugar que era teu no meu peito

30 de janeiro de 2018

Fizeste-me chorar...

Fizeste-me chorar,
Sentir raiva de mim
Do que tentei alcançar
E não cheguei ao fim.

Fizeste-me chorar
Sentir-me impotente
Apenas por pensar
Que poderia ser diferente.

Fizeste-me chorar...
Estás por fim satisfeito?
Não sei se estás a gostar
De teres deixado meu coração desfeito.

Mas já deixei de chorar,
De chamar teu nome pelos cantos
Em ti já não estou a pensar
Já não te procuro nos recantos.

Já segui em frente
Deixei por fim de sofrer
Apaguei-te do coração e da mente
Estou livre... vou viver!

23 de janeiro de 2018

O peso da desilusão!

Tentei me desculpar
Para conseguir o teu perdão
Mas nem te consegui olhar,
Não consegui suportar
O peso da tua desilusão...

Vi nos teus olhos molhados
A confiança, em mim, depositada
E os sonhos despedaçados
Pelos erros por mim gerados
Sem restar mais nada.

Levei-te ao abismo profundo
Sem sequer me aperceber
E numa questão de um segundo
Perco todo o meu mundo
Ao te perder...

Sinto-me sozinho
Numa solidão que não consigo sair
Sem encontrar um novo caminho
Por onde possa seguir.

Agora que não perdi
Vejo finalmente o teu valor
E sei agora que sem ti
Não saberei o que é amor!

2 de novembro de 2017

Sou livre!

Sou livre para crescer
Para aprender,
Para errar...
E assim, sem saber
A minha forma de ser
Irá aos poucos se moldar
Irá aos poucos me transformar...

Sou livre para arriscar
Que caminhos seguir
Para sem medos explorar,
O melhor que conseguir,
Quando me deixo ficar
E quando poderei ir.

Sou livre para ser
O que bem entender.
Sem amarras do sistema
Sem regras de um poema
Todo certo, estruturado
Mas sem energia, abafado.

Sou livre para ser quem sou
Gostem disso ou não.
Pois a liberdade me mudou
E aos poucos me transformou
Retirando-me da solidão
Onde cada acção
Era olhada com reprovação.

Sou Livre
E assim vou permanecer,
Custe o que custar
Já nada me irá amarrar
A nada que eu não quiser!

26 de outubro de 2017

Destruição escondida!

No inferno do meu ser
Nas profundezas do meu coração
Existe um ódio a crescer
Em forma de destruição.

Uma ira que se forma
Sem modo algum para controlar
Uma força que se desdobra
Em mil formas para magoar.

Uma raiva escondida
Tantas vezes abafada
Que agora, ganhando vida
Se torna endiabrada.

Uma força da natureza
Que destrói tudo à sua passagem
Transformando o que era certeza
Numa ilusão, numa miragem.

Quando tudo passar
Quando tudo desaparecer
Nada irá sobrar
Para que possa crescer.

E fica tudo destruido,
Por este lado animal
Que apesar de escondido
Existe em mim, afinal!!!

19 de outubro de 2017

Confia

Confia!
Enfrenta o mundo
Nem que seja por um segundo
Se acreditares em ti
No que desejas fazer,
Pois haja o que houver
Saberás o que é melhor
E se por acaso errares,
Falhaste, ao tentares
E não por alguém te dizer
Que não o deves fazer
Que não o vais conseguir realizar.

Confia!
No que te diz o coração
Ouve o bater do teu coração
Onde te faz acelerar
O que te fazer acreditar
No que é certo seguir,
No caminho a seguir...

Confia!
E de certo vais conseguir
De alguma forma atingir
Os planos traçados
Os sonhos por ti, sonhados.

Não te prendas por um não
Sem te darem uma razão.
Se tiveres de errar,
Fa-lo por acreditar
Que é o que tens de fazer
Que é assim que vais aprender
A tomar a próxima decisão.

18 de outubro de 2017

Vazio de alma

Vazio de alma
Que o tempo não acalma
Deixando oco
Este ser em sufoco.

Vazio destino
Que num desatino
Revira cada sentimento
Num choro, num lamento...

Um fraco ser
Que deixou de viver
Abdicando da vontade,
Esquecendo a liberdade.

Perdendo-se à escuridão,
De uma vida sem coração
Velho, por já não bater
Fraco, por já não querer saber.

E assim sozinho,
Já sem saber qual o caminho,
Perco-me no labirinto
Do que verdadeiramente sinto.

E vou desaparecendo
Sem alguma marca deixar
Uma ferida, apodrecendo,
Que nunca vai sarar.

20 de setembro de 2017

Deixo uma lágrima

Deixo uma lágrima cair
A meus pés, distraído
Após a verdade me atingir
De já não estares comigo.

E sem me aperceber
Vou afundando num abismo
Que se criou, ao te perder
Por puro egoismo.

Esqueci de pensar em ti
Esqueci de partilhar...
Esqueci do que contigo vivi
Desde que apareceste no meu lar.

Esqueci dos teus sorriso,
Dos teus abraços, teus beijos
Esqueci do que preciso
Pois sem ti, já nao tenho desejos.

E assim estou parado
Vertendo outra lágrima neste chão
Que num abismo está transformado
E onde fica enterrado meu coração.

5 de setembro de 2017

Perder este amor!

Perdido num labirinto
De anseios e segredos
Procuro o que realmente sinto
Enfrentando os meus medos.

Medo da solidão...
De me ver isolado!
Medo da sensação
De não te ter mais ao meu lado.

Cada esquina percorrida
A sensação não se desvanesse
É uma luta perdida
Que a mente não esquece.

E aos poucos sem notar
Sinto a derrota cravada em mim
Como se a capassidade de amar
Tivesse chegado ao fim.

Coração para de sentir
Deixo de em ti pensar
Até tua a boca me atingir
Fazendo-me acordar.

Acordo banhado em suor
Foi apenas um pesadelo
De ter conhecido este amor
E sem esperar, perdê-lo

4 de setembro de 2017

Não foi por mal...

Não te quis magoar,
Ainda que o possas sentir
Mas por para não te ver chorar
Que cheguei a te mentir.

Fiz algo de errado,
Não o posso esconder
E a altura não tinha chegado
Para to dizer...

E assim fui escondendo
Algo dentro do meu ser
Que aos poucos foi corroendo
O que julgava conhecer.

Foi descoberta a verdade
Soltou-se um grito de revolta
Sem dó nem piedade
Sem retorno, sem volta...

E o mundo desmoronou
Sem saber para onde ir.
Já não sei quem sou
Já não sei o que sentir!

Perdido no meu mundo
Vejo tudo a se desmoronar
Enterrando-me num silencio profundo
Sem saber como lutar...

13 de julho de 2017

Nasci para te amar

Nasci para te amar,
Ainda não te conhecia
Mas ao te encontrar
Meu coração mal batia...

Parou no meu peito,
Sem saber o que fazer
Ao ver que era perfeito,
O rosto do teu ser.

E fiquei sem respirar
Sem saber o que sentir
Pois a troca de olhar
Fez minhas defesas ruir.

E percebi nesse momento
Que não iria parar
Até este sentimento
Também te contagiar.

Foi assim que nasceu,
Um amor já predestinado
Que me fez ser só teu,
E te colocou ao meu lado.

3 de julho de 2017

Tua presença!

Eu não preciso de ver
Para saber que estás comigo
Mas custa entender
Que tenhas desaparecido.

Em questão de segundo
Tudo fica diferente
Meu corpo voa para outro
Que só existe em minha mente

Onde a vida não me puniu
Com a tua ausência
Onde a doença não existiu
Corroendo a tua essência.

Onde tudo o que vejo
Tu estás presente
E a cada beijo
Deixas a tua semente.

Para que ao voltar
Ao mundo em que partiste
Te possa recordar
Com mágoa, mas sem estar triste.

Pois não te tenho aqui
Não te posso abraçar
Mas não preciso estar junto a ti
Para contigo estar.

19 de junho de 2017

Santos Populares

Os Santos Populares
Estão aí a chegar
Altura de largar os bares
E vir para a rua festejar.

Comer a bela da sardinha
Regada em azeite, no pão
E como não vai sozinha
Segue um copo na mão.

É estar na rua com o "mundo inteiro"
Ver as marchas a passar
É ver, pelo o padroeiro
Vários casais a se casar.

Andar com o manjerico
Nas ruas da capital
Pois em casa eu não fico
Enquanto houver arraial.

São noites de folia
Com uma energia singular
Juntando diversão e alegria
Aos cheiros do que ha para petiscar

São noites com vida e animação
Que já deixam Lisboa com saudade
Pois são uma rara excepção
Ao dia a dia da cidade

12 de junho de 2017

Estás a crescer...

Olho o teu sorriso,
Os teus olhos cinzentos
E sinto-me no paraiso,
Perdido por momentos.

E nele me perco,
Sem nunca me cansar
E dá sempre aquele aperto
Ao ter de ir trabalhar.

O tempo teima em não passar
Mas vou-te "vendo" nas fotografias
Momentos que consegui guardar
Tuas brincadeiras, tuas alegrias.

E bom ver-te crescer
Já não cabes na minha mão aberta
Todos os dias, algo a aprender
De ti, sempre atenta e esperta.

O "Beixinho" de ires dormir
Que por vezes tenho perdido
Não retira o teu sorrir
Quando estás comigo.

E em cada abraço teu,
O tempo tem um fim
Para sermos só tu e eu
E gravar este momento em mim.

E todos esses momentos
Te fazem ficar mais crescida
E cimentar os sentimentos
Que te guiarão em toda a vida.

3 de maio de 2017

Novo velho mundo...

Abro o meu pensamento
Ao desconhecido
Vendo para lá do horizonte
Onde cada descoberta
É uma porta aberta
Para o conhecimento adquirido.

Uma busca constante
Numa tentativa de me aperfeiçoar
Onde cada aprendizagem
É um ponto de viragem
Onde o meu errante
Ganha coragem para lutar.

E criar seus caminhos
No meio da destabilização
Apoiando-se nas convicções,
Nas tentativas ou intuições
De que caminha para melhor,
Numa consciencia superior
Ao que tem vivido.

E abre-se um novo mundo...
Algo que o corpo desconhece
Mas a alma reconhece
Como sendo o seu lar,
Para onde queria voltar
E todo o corpo estremece,
A energia, reaparece
Para assim restabelecer
A ordem natural
Desta vivência espiritual
Há muito esquecida.

1 de maio de 2017

Partiste sem te conhecer...

Não cheguei a ver o teu sorriso
A tua mão a tocar em mim
Porque de forma permatura
A tua vida teve um fim...

Um vazio no peito
Que não consigo apagar
O meu coração, desfeito
Que não para de chorar.

É uma dor imensa
Que parece não desaparecer
Uma imagem tua na lembrança
De ti, que não vou conhecer.

Nem sequer sei quem eras
Uma menina ou um menino
Mas apesar de teres partir
Terás para sempre o meu carinho.

O canto no coração,
Criado ao saber da tua existência
Está a chaves, fechado
Para que mores lá em permanência.

Não chegaste aos meus braços
Mas pudeste sentir este amor
Estejas onde tu estiveres
Guardei a tua lembrança,
Após passar esta dor...

27 de abril de 2017

Uma escolha impossível

Uma marca no peito
De uma velha lembrança
De como foi desfeito
Todo o meu ser,
Minha esperança.

Uma marca enorme
Gravada em cicatriz,
Um medo que não dorme
Que me segue sem eu querer
Lembrando-me do que fiz.

E a cada olhar
O passado vem recordado
Fazendo-me relembrar
O dificil que foi escolher
Não ficar a teu lado.

Era uma escolha impossivel
Mas tive de a fazer
E esta marca invisivel
Gravada em meu ser
Não irá nunca desaparecer.

Choro por te ter perdido
Choro por não aceitar
Que tive de perder um amigo
Apenas por não ser
Suficiente forte para lutar.

E agora aqui a sós
Recordando o passado que não esqueci
Parece ouvir a tua voz
Pedindo para eu viver
Não só por mim, mas por ti.

5 de abril de 2017

Partido ao meio!

Partido ao meio...
Assim me encontro
Quando me confronto
Ao espelho,
Olhando para um esboço
Que não reconheço
Por ser um ser distorcido
Do que deveria estar a viver.

Partido ao meio...
Sem saber ao certo
Qual a divisão existente
Neste corpo pendente
De uma decisão
Que o faça quebrar de vez
Ou ser um só, novamente.

Partido ao meio...
Entre o querer e o sentir
Entre o desejar e o permitir
Entre o amor e a paixão
Entre a loucura e a razão.

Partido ao meio...
Olhando para cada metade
Sem conseguir decidir
Qual a metade seguir
Qual o caminho tomar
Para que consiga juntar
Este corpo num só
E mente e ser
Vivam em harmonia
Numa existencia sádia
Em vez de se auto-destruir.