29 de setembro de 2016

Respiro fundo...

Respiro fundo...
Fecho os olhos
E tento me acalmar,
Encontrar o ponto de equilíbrio
Para me encontrar
E recuperar a confiança
Que por agora se perdeu
Restaurando o sorriso
Que nos últimos tempos desapareceu...

Respiro fundo...
Foco-me no que me guia,
Na razão desta batalha
Nas forças de quem me apoia,
Esquecendo quem me atrapalha
E vejo uma meta,
Um objectivo,
Uma missão
E entrego-me com força e garra
Para cumprir essa missão...

Respiro fundo...
Percorro os passos mentalmente
Sabendo que será sempre diferente
Mas que uma base terá de existir
E a partir dai, 
Escolher o caminho a seguir
Conforme nos forem guiando
Conforme me for ajustando
Para chegar ao final
Com o objectivo cumprido
E assim conseguir,
Ser por uma vez sucedido...

Respiro fundo...
E esqueço os problemas
Transformo em força, as fraquezas,
Em desafios, as incertezas,
E crio motivação
Levanto a minha paixão
Por o desafio abraçado
Por um problema superado
Até ao sucesso garantido
Até ao sabor de ter conseguido
Vencer os meus receios.

20 de setembro de 2016

Muro Mortal!

Entrego-me à escuridão
Ao ódio, à solidão
E renuncio ao presente,
Enterro passado,
Esqueço o futuro
Erguendo assim um muro
Que não seja ultrapassado
Nem física, nem mentalmente
Em torno do meu coração
Para proteger minha decisão.

Entrego-me a liberdade
Das acções, da realidade
E crio um mundo de ilusão
Onde consiga viver
Sem receio de ser magoado
Pois não te tendo ao meu lado
Passaria a vida a sofrer
Consumido pela frustração
De perder tua amizade
De perder a tua cumplicidade.

Antecipando ao destino fatal
Escolhi este caminho
Sem amor, nem fracasso
Isolado dos desejos
E do que me poderia prender
Vejo-me a morrer,
Sem o sabor dos teus beijos,
Sem o calor do teu abraço,
Por evitar o teu carinho
Ao ter erguido este muro mortal.

19 de setembro de 2016

Perdido num abraço!

Perdido em cada braço
Perco noção do tempo
Sentindo em casa abraço
Um despertar de sentimento.

De saudades, de desejo
De amor, de paixão
Comaltadas num beijo
Directamente ao coração.

Minha vontade mais pedia
E nos teus olhos via fogo ardente
E aos mimos que te fazia
Respondias que estavas carente.

Entregava-me a ti
De corpo e alma sem receio
E este amor vivi
Minutos, horas, o dia inteiro.

E na despedida anunciada
Vejo uma lágrima a cair
Não é um Adeus, é ate mais manda
Que agora que te tenho, nao te deixo fugir

7 de setembro de 2016

Desde que apareceste...

De olhos fechados
Observo teu rosto
E teus lábios, rosados
De quem tomei-lhes o gosto.

Sinto o teu toque ardente
A queimar minha pele nua
E um desejo a despertar na mente
Mente essa que já é tua...

Tu controlas o meu desejo
Moldas meu juízo, minha razão
E na magia de um beijo
Aceleras meu coração.

Fazes-me tremer, de nervoso
Quando estás bem perto
Fazes-me ficar ansioso
Quando ver-te é incerto.

Assim tenho vivido
Desde que apareceste, indiferente.
E aos poucos aprendido
Que és volátil, mas presente